“A pele pode até apresentar alguma melhora, mas isso não significa que os furinhos estejam sendo tratados”, explica Chris Lima
Depois das máscaras faciais, a luz vermelha começou a ganhar
espaço também nos cuidados com o corpo, incluindo o bumbum. Aparelhos de LED
para uso doméstico vêm chamando atenção pelas promessas de melhorar a textura
da pele e reduzir a aparência da celulite, oferecendo uma alternativa que pode
ser utilizada sem sair de casa. Mas será que essa tecnologia realmente consegue
diminuir os furinhos ou seus benefícios se limitam a outros aspectos da pele?
A dúvida ganha importância porque a celulite envolve alterações que vão além da superfície, e nem toda melhora na aparência significa que suas causas foram tratadas.
Embora a promessa de uma pele mais lisa seja
atraente, a celulite envolve alterações no tecido subcutâneo e septos fibrosos
que contribuem para formar as depressões visíveis. O médico Chris Lima,
referência em harmonização glútea e tratamento da celulite, da Clínica
Michelon, em João Pessoa, explica que essa diferença é fundamental. “Uma pessoa
pode perceber a pele mais lisa depois de usar LED, mas isso não significa que a
celulite tenha sido tratada. Em muitos casos, os furinhos estão relacionados a
estruturas abaixo da pele, que a luz não demonstrou conseguir corrigir”,
afirma.
Conhecida como fotobiomodulação, a técnica utiliza comprimentos de
onda específicos para estimular respostas biológicas nos tecidos. Um estudo
clínico publicado em 2024, com 25 mulheres, avaliou o uso de LED vermelho
durante quatro semanas e encontrou alterações relacionadas à dor e à
temperatura da pele, mas não demonstrou o desaparecimento das depressões da
celulite. Os resultados também não podem ser generalizados para equipamentos
domésticos, que apresentam diferenças de potência, dose e forma de aplicação em
relação aos utilizados em pesquisas e consultórios.
Na avaliação de Chris, o principal cuidado está em não confundir
os possíveis benefícios da luz vermelha para determinados aspectos da pele com
a promessa de eliminar a celulite. “Existem aplicações da luz vermelha com
resultados interessantes para a pele, mas isso não significa que qualquer
aparelho doméstico funcione contra a celulite. Quando existem depressões mais
marcadas, é preciso avaliar as estruturas envolvidas e escolher um tratamento
adequado. Eu não recomendaria comprar um equipamento apenas com a expectativa
de eliminar os furinhos”, conclui.
Chris Lima (CRM-PB 15387) - médico com atuação em harmonização glútea, remodelação corporal e tratamento da celulite. Integra a equipe da Clínica Michelon, em João Pessoa (PB), onde trabalha com procedimentos voltados à melhora do contorno dos glúteos, flacidez e correção de depressões da celulite.
Créditos: @dr.chrisbacelarlima | @clinicamichelon | CO ASSESSORIA

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