Em um país em que apenas 47% da população é considerada leitora, ações que incentivem o apreço pelos livros se tornam cada vez mais essenciais
De acordo com a 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita pelo Instituto Pró-livros, o país possui cerca de 53% da população classificada como não leitora (pessoas que leram pelo menos um livro, inteiro ou em partes, nos três meses anteriores à pesquisa). Buscando mudar os dados, e com a chegada do Dia Nacional da Leitura, comemorado em 12 de outubro, organizações reúnem iniciativas para o incentivo à leitura no Brasil, aumentando o interesse por livros em diferentes classes etárias e de diferentes maneiras. São elas:
- Programa de formação leitora
A Árvore, empresa especializada em formação leitora e escritora na educação básica, atua seguindo um método próprio, com a ciência no centro de cada etapa e dados que guiam educadores com evidências reais. Fundada em 2014, já atuou ao lado de mais de 20 mil escolas, atingindo mais de 4 milhões de alunos. Com isso em mente, criou o programa de formação leitora, que avalia, personaliza e acompanha a jornada de cada estudante, com um acervo que une livro físico e digital e reúne a maior bibliodiversidade do mercado, contribuindo com a sua missão de formar autores e leitores brasileiros. A empresa também está disponibilizando, de forma gratuita, uma avaliação para a fluência leitora brasileira. Aberto até dia 31 de outubro, o exame chega às escolas públicas e privadas de todo o país para medir velocidade, pronúncia e compreensão dos estudantes no Brasil.
- Livros personalizados em plataforma digital
A Kiddle Pass, family tech que reúne experiências digitais educativas para crianças de 3 a 12 anos, integra à sua Estante de Livros o catálogo da Dentro da História, editora parceira especializada em livros personalizados, que completa 10 anos em 2026. Na seção "Você na História", a família escolhe um título e cria o personagem da criança, que passa a ser a protagonista da aventura ao lado de personagens que já conhece. Os livros são organizados por nível de leitura (iniciante, intermediário e avançado) e por categoria, de educação emocional a cidadania e educação ambiental, acompanhando a criança das primeiras leituras até a autonomia leitora. A leitura acontece no celular ou tablet, sozinha ou em família, e cada título fica guardado na biblioteca pessoal da criança para ser relido em qualquer dispositivo. A Estante também reúne a Leitura Livre e as Aventuras Interativas, com narração em áudio, o que amplia o acesso para crianças que ainda não leem ou têm deficiência visual. Em outubro, a parceria entre as duas empresas completa um ano.
- Museu da Diversidade Sexual transforma literatura em espaço
de encontro e debate
O Museu da Diversidade Sexual (MDS), instituição da Secretaria da
Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, também aposta
na literatura como forma de ampliar o acesso à cultura e promover debates sobre
diversidade. Realizado mensalmente, o Clube do Livro reúne leitores em torno de obras e autores variados, com
uma programação que busca estimular diferentes perspectivas sobre literatura,
cultura e questões relacionadas à diversidade.
Ao longo das edições, o projeto já recebeu convidados como o
escritor e jornalista Chico Felitti e, em outubro, promove encontros virtuais
sobre Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, com mediação de Amara Moira,
em uma programação que marca os 70 anos da obra.
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