Dos 32 atuais senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram um novo mandato e 18 foram derrotados no processo eleitoral
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| IMAGEM: Jonas Pereira/Agência Senado |
Dois terços do Senado entraram em
disputa nas eleições de 2026, o que representa 54 das 81 cadeiras. As urnas abertas
no último domingo (4/10) mostraram uma renovação de 74% das vagas para os
próximos oito anos. A Casa que representa os estados no Congresso Nacional
passa a ter 40 novos parlamentares.
Dos 32 atuais senadores que tentaram a
reeleição, 14 conseguiram um novo mandato, o que corresponde a 43,7%, e 18
foram derrotados no processo eleitoral. A mudança significativa já era
prevista, pois, de acordo com informações da Agência Senado, entre os
ocupantes das 54 cadeiras em disputa, 13 não eram candidatos e nove concorrem a
cargos diferentes ou integraram chapas como suplentes.
O cientista político Alexandre Rocha
avalia que, em geral, a renovação do Senado tem sido elevada nas eleições de
dois terços. ”Em 2018 foi assim e 2026 não é diferente”, explica. Há oito anos,
a troca de parlamentares foi de 85%.
Rocha destaca no pleito deste ano o avanço do Partido Liberal (PL), que fez 28 senadores e passou a ganhar mais força no Senado, com capacidade de definir regras no jogo de força no parlamento. “Então, nessa eleição, a renovação, embora seja significativa, o que podemos verificar é esse aporte dado ao PL com uma maioria muito significativa, inclusive para conseguir a presidência da Casa”, aposta.
A força do PL na definição do novo
comando do Senado também é mencionada pelo diretor de Relações Institucionais
da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB),
João Andrade.
“A disputa pela presidência da Casa
segue em aberto. Os aliados de Davi Alcolumbre (atual presidente) perderam o
governo e a vaga de senador no Amapá, e Rogério Marinho (PL) e Tereza Cristina
(PP) são citados como possíveis nomes. A maior bancada ajuda, mas não elege
sozinha, e as composições ainda vão se desenhar”, analisa em estudo “Eleições
2026: O Que Sai das Urnas”
Andrade comenta ainda que a agenda de contestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) sai fortalecida das urnas. “O Senado tende a ser o principal palco dessa pressão”, afirma. Ele destaca também a derrota de caciques da Casa, como Renan Calheiros, Ciro Nogueira, Esperidião Amin e Randolfe Rodrigues.
As outras 27 cadeiras do Senado não
estavam em disputa neste ano porque foram preenchidas na eleição de 2022 e
têm mandato até janeiro de 2031. Ainda assim, algumas terão mudança a
partir do próximo ano.
Cleitinho (Republicanos-MG) e Sergio
Moro (PL-PR) foram eleitos governadores, enquanto Alan Rick (Republicanos-AC),
Omar Aziz (PSD-AM) e Professora Dorinha Seabra (União-TO) avançaram para o
segundo turno nos respectivos estados. O Senado é renovado alternadamente a
cada quatro anos: em uma eleição são escolhidos dois terços da Casa e, na
seguinte, um terço.
Senadores eleitos por estado
Fonte: Agência Senado
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Acre |
Marcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos) |
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Alagoas |
Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB) |
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Amapá |
Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD) |
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Amazonas |
Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) |
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Bahia |
Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) |
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Ceará |
Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede) |
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Distrito Federal |
Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) |
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Espírito Santo |
Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo
(Republicanos) |
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Goiás |
Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado
(União) |
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Maranhão |
André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo) |
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Mato Grosso |
Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL) |
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Mato Grosso do Sul |
Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) |
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Minas Gerais |
Domingos Sávio (PL) e Marília Campos
(PT) |
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Pará |
Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União) |
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Paraíba |
João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo
(MDB) |
|
Paraná |
Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol
(Novo) |
|
Pernambuco |
Humberto Costa (PT) e Marília Arraes
(PDT) |
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Piauí |
Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) |
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Rio de Janeiro |
Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL) |
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Rio Grande do Norte |
Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula
(PT) |
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Rio Grande do Sul |
Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem
(Novo) |
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Rondônia |
Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL) |
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Roraima |
Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB) |
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Santa Catarina |
Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) |
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São Paulo |
Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) |
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Sergipe |
Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB) |
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Tocantins |
Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB) |
https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/com-eleicoes-de-2026-senado-renova-74-e-tera-40-novos-parlamentares



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