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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Com eleições de 2026, Senado renova 74% e terá 40 novos parlamentares

Dos 32 atuais senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram um novo mandato e 18 foram derrotados no processo eleitoral


IMAGEM: Jonas Pereira/Agência Senado

 

Dois terços do Senado entraram em disputa nas eleições de 2026, o que representa 54 das 81 cadeiras. As urnas abertas no último domingo (4/10) mostraram uma renovação de 74% das vagas para os próximos oito anos. A Casa que representa os estados no Congresso Nacional passa a ter 40 novos parlamentares.

Dos 32 atuais senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram um novo mandato, o que corresponde a 43,7%, e 18 foram derrotados no processo eleitoral. A mudança significativa já era prevista, pois, de acordo com informações da Agência Senado, entre os ocupantes das 54 cadeiras em disputa, 13 não eram candidatos e nove concorrem a cargos diferentes ou integraram chapas como suplentes. 

O cientista político Alexandre Rocha avalia que, em geral, a renovação do Senado tem sido elevada nas eleições de dois terços. ”Em 2018 foi assim e 2026 não é diferente”, explica. Há oito anos, a troca de parlamentares foi de 85%.

Rocha destaca no pleito deste ano o avanço do Partido Liberal (PL), que fez 28 senadores e passou a ganhar mais força no Senado, com capacidade de definir regras no jogo de força no parlamento. “Então, nessa eleição, a renovação, embora seja significativa, o que podemos verificar é esse aporte dado ao PL com uma maioria muito significativa, inclusive para conseguir a presidência da Casa”, aposta. 

 


 

A força do PL na definição do novo comando do Senado também é mencionada pelo diretor de Relações Institucionais da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), João Andrade.

“A disputa pela presidência da Casa segue em aberto. Os aliados de Davi Alcolumbre (atual presidente) perderam o governo e a vaga de senador no Amapá, e Rogério Marinho (PL) e Tereza Cristina (PP) são citados como possíveis nomes. A maior bancada ajuda, mas não elege sozinha, e as composições ainda vão se desenhar”, analisa em estudo “Eleições 2026: O Que Sai das Urnas”

 

Andrade comenta ainda que a agenda de contestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) sai fortalecida das urnas. “O Senado tende a ser o principal palco dessa pressão”, afirma. Ele destaca também a derrota de caciques da Casa, como Renan Calheiros, Ciro Nogueira, Esperidião Amin e Randolfe Rodrigues.

As outras 27 cadeiras do Senado não estavam em disputa neste ano porque foram preenchidas na eleição de 2022 e têm mandato até janeiro de 2031. Ainda assim, algumas terão mudança a partir do próximo ano. 

Cleitinho (Republicanos-MG) e Sergio Moro (PL-PR) foram eleitos governadores, enquanto Alan Rick (Republicanos-AC), Omar Aziz (PSD-AM) e Professora Dorinha Seabra (União-TO) avançaram para o segundo turno nos respectivos estados. O Senado é renovado alternadamente a cada quatro anos: em uma eleição são escolhidos dois terços da Casa e, na seguinte, um terço. 


Senadores eleitos por estado 

Fonte: Agência Senado


Acre

Marcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos)

Alagoas

Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB)

Amapá

Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD)

Amazonas

Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB)

Bahia

Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT)

Ceará

Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede)

Distrito Federal

Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)

Espírito Santo

Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos)

Goiás

Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União) 

Maranhão

André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo)

Mato Grosso

Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL) 

Mato Grosso do Sul

Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL)

Minas Gerais

Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT) 

Pará

Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União)

Paraíba

João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB)

Paraná

Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) 

Pernambuco

Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT)  

Piauí

Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD)

Rio de Janeiro 

Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL)

Rio Grande do Norte

Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT)

Rio Grande do Sul

Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo)

Rondônia

Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL)

Roraima

Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB) 

Santa Catarina

Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL)

São Paulo

Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL)

Sergipe 

Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB)

Tocantins

Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB)

 

João Mendes, de Brasília

https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/com-eleicoes-de-2026-senado-renova-74-e-tera-40-novos-parlamentares

 

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