De análises clínicas à biologia molecular, procedimentos são decisivos em emergências como infarto, insuficiência cardíaca e sepse, sustentando a conduta médica e a segurança do paciente
Na medicina baseada em evidências, estima-se que os exames laboratoriais e de diagnóstico por imagem fundamentem cerca de 70% das decisões clínicas. Contudo, é a combinação exata entre a tecnologia de ponta, a agilidade no processamento e a anamnese médica que sustenta terapêuticas seguras, especialmente em doenças tempo-dependentes.
Em cenários de emergência e alta complexidade, sem o apoio de exames precisos, o diagnóstico pode ser retardado, comprometendo o desfecho clínico e a vida do paciente.
O Sabin Diagnóstico e Saúde — que conta com 30 Núcleos Técnicos Operacionais (NTOs), além de estar presente em 24 hospitais, com seus Núcleos Técnicos Hospitalares – (NTHs) — destaca sete exames que se tornaram aliados insubstituíveis na prática médica. São procedimentos que vão desde o laboratório de rotina até a genômica e a radiologia avançada: ferramentas vitais, capazes de guiar condutas em situações críticas, como infarto, e antecipar tratamentos de doenças graves.
“O diagnóstico preciso e rápido é a espinha dorsal da medicina. Em uma situação e emergência ou urgência, o médico precisa de dados exatos para decidir, por exemplo, se administra um trombolítico em um paciente com suspeita de AVC ou qual protocolo seguir em um infarto”, afirma Josie Velani Scaranari, clínica geral especializada em saúde do adulto e que atua no check-up executivo Sabin Prime.
Abaixo,
detalhamos sete exames oferecidos pelo Sabin — em suas unidades ou núcleos
hospitalares — que fazem a diferença decisiva na hora de salvar vidas:
1.
Troponina Ultrassensível (Diagnóstico de Infarto)
Quando
um paciente chega à emergência com dor no peito, "tempo é músculo". A
Troponina Ultrassensível é o exame laboratorial, feito com amostra de sangue,
considerado padrão ouro para o diagnóstico do infarto agudo do Miocárdio. Ela
consegue detectar lesões no músculo cardíaco de forma muito precoce e em
concentrações mínimas no sangue. Isso permite que o médico confirme ou descarte
o infarto rapidamente, acelerando o encaminhamento para o cateterismo ou outras
intervenções de urgência, evitando danos irreversíveis ou o óbito.
2.
NT-proBNP (Marcador de Insuficiência Cardíaca Aguda)
Quando
um paciente apresenta falta de ar súbita e severa, a equipe médica precisa
descobrir em minutos se a causa é pulmonar (como uma crise grave de DPOC) ou
cardíaca. O NT-proBNP é um exame de sangue que mede um peptídeo liberado pelo
coração quando este encontra-se sobrecarregado. Níveis elevados confirmam o
diagnóstico de insuficiência cardíaca, guiando o médico na administração
imediata de diuréticos e vasodilatadores. Essa rápida tomada de decisão previne
o edema agudo de pulmão e a falência respiratória fatal.
3.
Dosagem de Lactato (Marcador de Sepse e Choque)
A
sepse (infecção generalizada) é uma das maiores causas de mortalidade
hospitalar no mundo. O exame de lactato mede o nível de ácido lático no sangue,
que se eleva drasticamente quando as células do corpo não estão recebendo
oxigênio suficiente. Para o médico intensivista, o lactato é uma bússola
inquestionável: ele indica a gravidade da infecção e se o paciente está
entrando em choque séptico, guiando a hidratação agressiva e a urgência no uso
de antibióticos e vasopressores.
4.
D-Dímero (Rastreio de Trombose e Embolia Pulmonar)
O
D-Dímero é um exame de sangue que detecta fragmentos de coágulos (trombos) em
degradação. Ele possui um altíssimo valor preditivo negativo. Ou seja, se o
paciente chega com falta de ar aguda ou inchaço súbito nas pernas e o D-Dímero
dá negativo, o médico pode descartar com segurança condições fatais como a
embolia pulmonar e a trombose venosa profunda (TVP), direcionando a investigação
para outras causas sem submeter o paciente a exames de imagem desnecessários.
5.
Detecção de Fusões Cromossômicas por PCR (Leucemia Mieloide Aguda)
A
Leucemia Mieloide Aguda (LMA) é um câncer do sangue extremamente agressivo. Por
meio do seu setor de Genômica, o Sabin desenvolveu um exame baseado na técnica
de PCR capaz de identificar os sete principais subtipos da doença em apenas dois
ou três dias. Essa agilidade é decisiva: ao conhecer a mutação genética exata
do tumor rapidamente, o oncologista pode iniciar a terapia-alvo específica
quase de imediato, viabilizando o tratamento e aumentando expressivamente a
sobrevida do paciente.
6.
Teste Genético DPYD (Segurança em Quimioterapia)
Lançado
recentemente pelo Sabin, este teste avalia o gene DPYD antes do início do
tratamento oncológico. Mutações neste gene impedem a metabolização de certos
quimioterápicos muito comuns, o que pode causar uma toxicidade severa e até
fatal ao paciente. Ao identificar essa alteração precocemente, o médico
consegue ajustar a dose ou mudar o medicamento, garantindo que o tratamento
ataque apenas a doença, e não a vida do paciente.
7.
Hemograma Completo (O Alarme Sistêmico)
Embora
seja um dos exames mais simples e rotineiros da medicina, o hemograma é o
grande "sentinela" do corpo humano. Ele é frequentemente o primeiro
indicador de falências na medula óssea, leucemias agudas e infecções
bacterianas severas. Uma queda brusca nas plaquetas (que previnem sangramentos)
ou nos leucócitos (células de defesa) muda a conduta clínica imediatamente,
alertando o médico para a necessidade de transfusões de urgência ou isolamento
reverso.
Grupo Sabin
acesse o site da companhia
Nenhum comentário:
Postar um comentário