quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Tecnologia reforça segurança de mulheres em situações de risco dentro de casa

Dispositivos como botão de pânico, senha de coação e biometria facial permitem pedidos silenciosos de ajuda em casos de emergência


A sensação de insegurança das mulheres não termina quando a porta de casa se fecha. Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em parceria com o Datafolha e divulgada em 2026, mostra que 82,6% das mulheres têm medo de ter a própria residência invadida ou arrombada. O ambiente doméstico também aparece em outro dado preocupante. Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 62,5% dos feminicídios registrados no país em 2025 ocorreram dentro de uma residência.

 

Os números ajudam a dimensionar uma preocupação que vai além do risco de furtos e invasões. Dentro de casa, mulheres também podem estar expostas a situações de ameaça, perseguição, violência doméstica ou conflitos envolvendo parceiros e ex-parceiros.

 

Em algumas dessas circunstâncias, pegar o telefone, fazer uma ligação ou demonstrar que um pedido de socorro está sendo realizado pode ampliar a exposição ao risco. É nesse contexto que o setor de segurança eletrônica começa a incorporar recursos capazes de criar formas discretas de sinalizar uma emergência.

 

“Durante muito tempo, falar em segurança residencial significava principalmente impedir que alguém entrasse em uma casa. Hoje, é necessário ampliar esse olhar. A tecnologia também pode oferecer alternativas quando a situação de risco acontece dentro do próprio ambiente e a pessoa precisa sinalizar discretamente que algo está errado”, afirma André Raeli, CEO da Emive&Co.

 

É nesse cenário que a Emive Segurança Eletrônica, empresa do grupo Emive&Co, desenvolveu, para seus sistemas de alarme monitorado, funcionalidades que permitem realizar acionamentos silenciosos conectados à Central de Monitoramento 24 horas da companhia.

 

Entre elas está o botão de pânico silencioso. A partir de um acionamento previamente configurado, o dispositivo envia um alerta à Central de Monitoramento sem disparar a sirene ou emitir um sinal perceptível para outras pessoas presentes no local.

 

A proposta é justamente possibilitar a sinalização de uma situação de risco quando tornar evidente um pedido de ajuda poderia aumentar a vulnerabilidade da pessoa. “É uma forma de comunicar que existe algo errado sem necessariamente deixar isso evidente para quem está ao lado. O alerta chega silenciosamente à estrutura de monitoramento, que funciona 24 horas por dia”, explica Raeli.

 

Outro recurso disponível é a chamada senha de coação. Caso uma pessoa seja obrigada a desarmar o sistema de segurança, ela pode utilizar uma senha específica, previamente cadastrada.

 

Para quem acompanha a ação dentro da residência, o equipamento aparenta ter sido desativado normalmente. Ao mesmo tempo, o sistema encaminha um alerta silencioso à Central de Monitoramento, indicando uma possível situação de coação.

 

Além desses recursos, os sistemas conectados permitem acompanhar notificações pelo aplicativo, armar ou desarmar o alarme remotamente e receber alertas relacionados à segurança da residência.


 

Camada adicional de proteção

 

Entre as tecnologias que ampliam esse acompanhamento está o “Estranho no Ninho”, funcionalidade de inteligência artificial da Emive aplicada às câmeras de segurança. Por meio de biometria facial, o sistema compara os rostos identificados no ambiente com uma lista de pessoas previamente cadastradas. Quando detecta alguém não reconhecido, envia uma notificação ao celular do usuário com informações sobre a identificação, permitindo verificar com mais rapidez uma situação fora da rotina.

 

Na prática, o recurso acrescenta uma camada preventiva ao monitoramento residencial, especialmente em imóveis com circulação controlada. Ao alertar sobre a presença de pessoas não cadastradas, a solução ajuda o usuário a acompanhar acessos e movimentações mesmo à distância e a tomar decisões com mais informação. O "Estranho no Ninho" complementa - e não substitui - recursos de emergência, como botão de pânico, senha de coação e o acionamento das autoridades em situações de risco.

 

“Uma casa protegida não é apenas aquela preparada para dificultar uma invasão. Segurança também passa por oferecer recursos que ampliem as possibilidades de reação diante de situações inesperadas, inclusive quando a pessoa não consegue pedir ajuda pelos meios convencionais”, afirma o CEO.


 

Rede de apoio

 

A tecnologia, no entanto, não elimina as causas da violência contra a mulher nem substitui políticas públicas, medidas protetivas, serviços especializados, redes de apoio ou o acionamento das autoridades de segurança.

 

“Estamos falando de um problema complexo, que não será resolvido apenas com tecnologia. O que esses recursos podem fazer é acrescentar uma possibilidade de comunicação e reação em momentos nos quais um pedido convencional de ajuda talvez não seja possível. Quanto mais alternativas existirem para sinalizar uma emergência, maiores são as possibilidades de resposta diante de uma situação de risco”, conclui Raeli. 

Mulheres em situação de violência podem procurar a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, serviço gratuito disponível 24 horas por dia. Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

 

 Emive&Co


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