Será
que uma boa noite de sono resolve ou o espelho já está mostrando mudanças
relacionadas ao envelhecimento? Segundo Dra. Daiany
Rodrigues Freire, enfermeira estética e biomédica, antes de
pensar em qualquer procedimento, é importante entender o que está por trás da
aparência cansada.
“Existem
alterações que ficam muito mais perceptíveis depois de uma sequência de noites
ruins. A pessoa acorda com o rosto mais inchado, olheiras evidentes, pele opaca
e marcas que parecem mais profundas. Isso não significa que ela envelheceu em
uma semana. O problema é quando ela descansa, retoma a rotina e aquela
aparência permanece”, explica.
Dormiu bem e
o rosto continua cansado?
Uma forma simples
de começar a observar a diferença é perceber se a aparência melhora depois de
alguns dias de sono adequado, hidratação e retomada dos hábitos habituais.
Quando isso
acontece, o aspecto cansado provavelmente tinha forte influência da rotina. Mas
quando o rosto continua parecendo abatido mesmo depois de períodos de descanso,
podem existir mudanças estruturais associadas à idade.
“Com o passar dos
anos, não é apenas a superfície da pele que muda. Perdemos colágeno, ocorre
alteração da firmeza e também existem mudanças nos compartimentos de gordura e
na sustentação da face. Por isso, às vezes a pessoa diz: ‘Eu durmo, mas
continuo com cara de cansada’. Nem sempre é cansaço. Pode ser uma mudança na
própria estrutura facial”, explica Daiany.
Entre as queixas
mais comuns estão perda do contorno, aprofundamento de alguns sulcos, olheiras
mais marcadas, flacidez e diminuição de volume em determinadas regiões.
A diferença é
importante porque sono não é substituído por procedimento estético — e procedimento
estético não substitui sono.
Parecer
descansada sem parecer outra pessoa
A busca por
resultados naturais também vem mudando a maneira como muitas mulheres chegam
aos consultórios.
Depois de uma fase
marcada nas redes sociais por rostos muito semelhantes, volumes exagerados e
características padronizadas, ganha espaço uma estética mais individualizada:
tratar os sinais do envelhecimento sem apagar aquilo que identifica cada
pessoa.
“Hoje muitas
pacientes não chegam dizendo que querem parecer dez ou 15 anos mais jovens.
Elas dizem: ‘Quero continuar parecendo eu, mas com uma aparência melhor, mais
descansada’. Essa mudança é muito positiva porque nos permite pensar no
envelhecimento de maneira global”, afirma Daiany.
Para a
especialista, naturalidade não significa necessariamente fazer menos
tratamentos, mas tratar com objetivos diferentes e indicação individualizada.
Em vez de
preencher tudo, entender o que mudou
Se
o problema predominante é perda de sustentação e volume, o ácido hialurônico,
quando indicado e aplicado em pontos estratégicos, pode ser utilizado para
reestruturar regiões que sofreram mudanças com o envelhecimento — e não
simplesmente para aumentar o rosto.
Quando
a principal alteração é flacidez e perda de firmeza, tratamentos voltados ao
estímulo de colágeno podem fazer parte do planejamento.
Já
alterações relacionadas à textura, qualidade e superfície da pele podem
demandar outras estratégias, como microagulhamento, radiofrequência
microagulhada, laser de CO₂ fracionado e peelings, dependendo da avaliação, do
tipo de pele e da época do ano.
“A ideia não é
olhar uma ruga isoladamente e tentar apagá-la. Precisamos entender o rosto como
um conjunto. Às vezes, tratar excessivamente uma região é justamente o que tira
a naturalidade”, explica.
Por isso, duas
mulheres da mesma idade e com a mesma queixa podem receber propostas
completamente diferentes.
Para Dra. Daiany,
um dos pontos mais importantes da estética atual é não transformar toda
aparência de cansaço em indicação de procedimento.
Se a pessoa está
dormindo mal, vivendo um período de estresse intenso ou negligenciando cuidados
básicos, é preciso considerar esses fatores antes de atribuir tudo ao
envelhecimento.
Da
mesma forma, quando existe uma mudança estrutural relacionada à idade, tentar
corrigi-la apenas com cosméticos ou aumentando indiscriminadamente o volume do
rosto pode não produzir o resultado esperado.
“Para
mim, o rejuvenescimento mais interessante é aquele que não cria um novo rosto.
É possível tratar estrutura, firmeza e qualidade da pele e, ao mesmo tempo,
manter as características que fazem aquela pessoa ser reconhecida. O melhor
resultado é quando alguém olha para você e pensa ‘como ela está bem’, e não ‘o
que ela fez no rosto?’”, finaliza.
Dra. Daiany Freire - enfermeira e biomédica esteta, especialista em Reestruturação Facial e Estética Regenerativa. Possui pós-graduação em Enfermagem Estética pelo Nepuga e especialização em Estética e Cosmetologia com Ênfase em Raciocínio Clínico pela Univates, além de formação complementar com referências nacionais nas áreas de harmonização facial e estética regenerativa. É criadora da técnica Daimily Lips®, desenvolvida a partir de princípios anatômicos, proporção facial e individualização do preenchimento labial, com foco em resultados naturais e harmônicos.
Conselho Regional de Enfermagem (Coren) nº 72548
Conselho Regional de Biomedicina (CRBM nº 64.089
Enfermeira e biomédica com pós-graduação em Enfermagem Estética.
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