quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Setembro Verde: Desinformação ainda é barreira para doação de córneas

Hospital Estadual Vila Alpina esclarece principais dúvidas sobre a doação e explica como é feita a retirada do tecido

 

A doação de córneas pode devolver a visão e melhorar a qualidade de vida de pessoas que aguardam por um transplante. Apesar disso, dúvidas e informações equivocadas sobre o procedimento ainda podem gerar receio entre familiares no momento de autorizar a doação. 

Entre os principais questionamentos está o medo de que a retirada da córnea provoque alterações no rosto do doador e impeça a realização do velório. Renato Cruz, diretor do Hospital Estadual Vila Alpina, unidade da Secretaria de Estado da Saúde, explica que o procedimento é realizado por equipes especializadas e preserva a aparência do doador. 

“A retirada das córneas é feita de forma cuidadosa, sem deformar o rosto do doador e sem impedir o velório. Esclarecer essas dúvidas é fundamental para que as famílias tenham informações corretas e possam conversar previamente sobre a vontade de doar”, explica o diretor. 

Durante o Setembro Verde, campanha de conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos, o Hospital Estadual Vila Alpina esclarece algumas das principais dúvidas relacionadas à doação de córneas.
 

Confira as principais perguntas e respostas

  • O rosto do doador fica deformado?

Não. A retirada das córneas é realizada por uma equipe especializada, que preserva a aparência do doador. O velório pode ocorrer normalmente.

  • Como é realizada a retirada da córnea?

O procedimento é realizado por uma equipe especializada, de forma cuidadosa e sem causar alterações visíveis no rosto do doador. Depois da captação, o tecido é encaminhado para avaliação e, quando considerado adequado, poderá ser destinado a um paciente que aguarda pelo transplante. 

No transplante, a córnea comprometida do receptor pode ser substituída total ou parcialmente pelo tecido doado, de acordo com a indicação médica.

  • Quem pode ser doador de córnea?

Podem ser potenciais doadores pessoas que faleceram entre 2 e 80 anos. A retirada das córneas pode ser realizada em até doze horas após o falecimento, a depender da avaliação do profissional. Problemas de visão como miopia, hipermetropia e astigmatismo não impedem, por si só, a doação.

  • Doação depende da autorização da família

No Brasil, a doação de órgãos e tecidos após a morte depende da autorização da família. Por isso, quem deseja ser doador deve conversar com os familiares e deixar essa vontade conhecida. 

Após a autorização, o sistema de transplantes realiza os procedimentos necessários para identificar os possíveis receptores, seguindo critérios técnicos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes. 

A inscrição do paciente na lista de espera para transplante é feita pela equipe médica responsável pelo acompanhamento. O Sistema Estadual de Transplantes gerencia o processo de doação e transplante em integração com o Sistema Nacional de Transplantes.

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