Hospital Estadual Vila Alpina esclarece principais dúvidas sobre a doação e explica como é feita a retirada do tecido
A doação de córneas pode
devolver a visão e melhorar a qualidade de vida de pessoas que aguardam por um
transplante. Apesar disso, dúvidas e informações equivocadas sobre o
procedimento ainda podem gerar receio entre familiares no momento de autorizar
a doação.
Entre os principais
questionamentos está o medo de que a retirada da córnea provoque alterações no
rosto do doador e impeça a realização do velório. Renato Cruz, diretor do
Hospital Estadual Vila Alpina, unidade da Secretaria de Estado da Saúde,
explica que o procedimento é realizado por equipes especializadas e preserva a
aparência do doador.
“A retirada das córneas
é feita de forma cuidadosa, sem deformar o rosto do doador e sem impedir o
velório. Esclarecer essas dúvidas é fundamental para que as famílias tenham
informações corretas e possam conversar previamente sobre a vontade de doar”,
explica o diretor.
Durante o Setembro
Verde, campanha de conscientização sobre a importância da doação de órgãos e
tecidos, o Hospital Estadual Vila Alpina esclarece algumas das principais
dúvidas relacionadas à doação de córneas.
Confira as principais
perguntas e respostas
- O
rosto do doador fica deformado?
Não. A retirada das
córneas é realizada por uma equipe especializada, que preserva a aparência do
doador. O velório pode ocorrer normalmente.
- Como
é realizada a retirada da córnea?
O procedimento é
realizado por uma equipe especializada, de forma cuidadosa e sem causar
alterações visíveis no rosto do doador. Depois da captação, o tecido é
encaminhado para avaliação e, quando considerado adequado, poderá ser destinado
a um paciente que aguarda pelo transplante.
No transplante, a córnea
comprometida do receptor pode ser substituída total ou parcialmente pelo tecido
doado, de acordo com a indicação médica.
- Quem
pode ser doador de córnea?
Podem ser potenciais
doadores pessoas que faleceram entre 2 e 80 anos. A retirada das córneas pode
ser realizada em até doze horas após o falecimento, a depender da avaliação do
profissional. Problemas de visão como miopia, hipermetropia e astigmatismo não
impedem, por si só, a doação.
- Doação
depende da autorização da família
No Brasil, a doação de
órgãos e tecidos após a morte depende da autorização da família. Por isso, quem
deseja ser doador deve conversar com os familiares e deixar essa vontade
conhecida.
Após a autorização, o sistema de transplantes realiza os procedimentos necessários para identificar os possíveis receptores, seguindo critérios técnicos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes.
A inscrição do paciente
na lista de espera para transplante é feita pela equipe médica responsável pelo
acompanhamento. O Sistema Estadual de Transplantes gerencia o processo de
doação e transplante em integração com o Sistema Nacional de Transplantes.
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