quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Setembro Dourado: reconhecer precocemente os sinais pode mudar o destino de uma Famíli

Criado pela Casa Ronald McDonald Brasil, o Programa Diagnóstico Precoce já formou mais de 50 mil profissionais e estudantes de saúde e atua também na sensibilização de professores para reduzir o tempo até o diagnóstico

  

O Setembro Dourado, mês dedicado à conscientização sobre o câncer infantojuvenil, chama atenção para a importância de reconhecer sinais que podem indicar que algo não está bem com uma criança ou adolescente. Mais do que falar sobre a doença, a campanha também abre espaço para uma discussão fundamental: como a informação e o diagnóstico mais rápido podem fazer diferença na jornada vivida por crianças, adolescentes e suas famílias durante um tratamento de alta complexidade.
 

Para a Casa Ronald McDonald Brasil, organização sem fins lucrativos que atua no acolhimento e suporte às famílias durante tratamentos de saúde complexos, falar de diagnóstico precoce significa falar também de cuidado. Quanto mais cedo uma criança chega à investigação e, quando necessário, ao tratamento adequado, mais cedo a família pode ser orientada, acolhida e inserida em uma rede preparada para ajudá-la a enfrentar esse período.
 

No Brasil, o câncer é a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta cerca de 7.560 novos casos por ano entre 2026 e 2028. Quando identificado precocemente e tratado de forma adequada, o câncer infantojuvenil pode apresentar taxas de cura de até 80%. 

O desafio é que os primeiros sinais podem ser confundidos com situações comuns da infância. Por isso, mais do que fazer com que as famílias conheçam uma lista de sintomas, é importante ampliar a rede de pessoas capazes de perceber quando uma mudança persistente merece atenção e avaliação médica. 

“Quando falamos de diagnóstico precoce, não estamos falando apenas de identificar uma doença. Estamos falando de uma família inteira que começa uma jornada complexa e que precisa encontrar respostas, orientação e suporte. Quanto mais cedo essa criança chega ao atendimento adequado, maiores são as possibilidades de que essa família também encontre mais rapidamente a rede de cuidado de que precisa”, afirma Bianca Provedel, CEO da Casa Ronald McDonald Brasil.

 

Uma rede mais preparada para perceber 

Desde 2008, a Casa Ronald McDonald Brasil mantém o Programa Diagnóstico Precoce, que forma profissionais e estudantes da saúde para reconhecer sinais e sintomas suspeitos e orientar o encaminhamento adequado das crianças para investigação. 

Ao longo dos anos, mais de 50 mil profissionais e estudantes da saúde já foram treinados pela organização em diferentes regiões do país. Em locais que participaram da iniciativa, o tempo médio entre o surgimento dos primeiros sintomas e o diagnóstico chegou a cair de 13 para 5 semanas. 

A atuação também alcança as escolas, com ações de sensibilização de professores e profissionais da educação básica. Isso porque educadores convivem diariamente com crianças e adolescentes e podem perceber mudanças de comportamento, disposição ou rotina que mereçam ser compartilhadas com a família. 

“Um professor não precisa saber diagnosticar uma doença. O papel dele pode ser simplesmente perceber que aquela criança está diferente e conversar com a família. Da mesma forma, profissionais da saúde precisam estar preparados para reconhecer quando determinados sinais merecem uma investigação mais aprofundada. Quanto mais pessoas estiverem atentas, menor pode ser o caminho percorrido pela família até encontrar as respostas de que precisa”, explica Bianca. 

Essa rede de informação ganhou ainda mais relevância com a Lei nº 15.442/2026, sancionada em 26 de junho, que alterou a Política Nacional de Atenção à Oncologia Pediátrica e determina que campanhas de conscientização sobre o câncer infantil priorizem a divulgação de sinais e sintomas dos principais tipos da doença, além da educação continuada dos profissionais de saúde.
 

Diagnóstico é parte de uma jornada maior de cuidado 

Para a Casa Ronald McDonald Brasil, reconhecer os sinais e chegar mais rapidamente ao diagnóstico é uma etapa importante, mas não encerra o desafio enfrentado pelas famílias. A partir dali, começa uma jornada que pode envolver deslocamentos, longos períodos longe de casa, mudanças na rotina familiar e a necessidade de suporte para que a criança ou adolescente consiga permanecer no tratamento. 

É nesse contexto que a organização atua em diferentes frentes, oferecendo acolhimento, hospedagem, alimentação, transporte, apoio psicossocial, atenção integral e espaços de acolhimento dentro de hospitais parceiros. 

Ao longo de 27 anos, a Casa Ronald McDonald Brasil já investiu mais de R$ 445 milhões em saúde infantojuvenil, apoiou mais de 2.100 projetos em 111 instituições e impactou diretamente mais de 3,3 milhões de crianças e adolescentes em todo o país. 

“Cada família chega ao tratamento com uma realidade diferente. Algumas precisam percorrer grandes distâncias, outras precisam reorganizar completamente sua rotina para permanecer ao lado de uma criança durante o tratamento. Nosso papel é contribuir para que essas famílias encontrem acolhimento e suporte nesse caminho. O diagnóstico precoce é fundamental porque pode antecipar o acesso ao tratamento adequado e, a partir daí, também a uma rede de cuidado preparada para acompanhá-las”, afirma Bianca. 

Por isso, durante o Setembro Dourado, a Casa Ronald McDonald Brasil reforça que a conscientização não deve gerar medo nem transformar famílias ou educadores em responsáveis por identificar uma doença. O objetivo é ampliar o conhecimento para que mudanças persistentes não sejam ignoradas e possam ser avaliadas por profissionais preparados. 

“Informação não significa diagnosticar em casa. Significa saber quando é importante buscar ajuda. Quando saúde, educação e família estão conectadas e atentas, podemos encurtar caminhos e contribuir para que crianças e adolescentes cheguem mais cedo ao cuidado de que precisam. E, para nós, cuidar também significa olhar para a família que estará ao lado deles durante toda essa jornada”, conclui Bianca Provedel.
 

Neste Setembro Dourado, sua doação pode encurtar caminhos 

Por meio da campanha Doação Dourada, você apoia o Programa Diagnóstico Precoce da Casa Ronald McDonald Brasil, que prepara profissionais e estudantes da saúde e sensibiliza educadores para reconhecer sinais de alerta e contribuir para o encaminhamento adequado de crianças e adolescentes.

Doe e ajude a fortalecer uma rede mais preparada para que mais famílias encontrem respostas e cheguem ao cuidado de que precisam no tempo certo.

Faça sua Doação Dourada:
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Casa Ronald McDonald Brasil - anteriormente conhecida como Instituto Ronald McDonald, é uma organização social sem fins lucrativos, mantida por doações de pessoas físicas e jurídicas, que atua para que famílias possam permanecer ao lado de crianças e adolescentes durante o tratamento de saúde. Desde 1999, a organização trabalha para remover barreiras que dificultam o acesso e a continuidade do tratamento, oferecendo apoio às famílias desde o diagnóstico precoce até diferentes frentes de acolhimento e cuidado. A atuação inclui iniciativas de treinamento de profissionais da saúde, hospedagem, alimentação, apoio psicossocial e espaços de acolhimento dentro de hospitais parceiros em diferentes regiões do Brasil.

Ao longo de sua trajetória, a Casa Ronald McDonald Brasil já beneficiou diretamente mais de 3,3 milhões de crianças e jovens em todo o país, treinou mais de 50 mil profissionais e estudantes da saúde em diagnóstico precoce e apoiou mais de 2 mil projetos de 111 instituições de norte a sul do Brasil.

Para saber mais, acesse AQUI.

 

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