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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Sentiu o coração 'dar um pulo'? Entenda as palpitações mais comuns e quando ligar o alarme

 Extrasístoles e acelerações por ansiedade lideram o ranking de queixas no consultório; especialista Dr. Ricardo Ferreira Silva aponta as principais causas e quando o sintoma exige atenção urgente.



Sentir o coração "dar um pulo", falhar por um segundo ou disparar sem motivo aparente é uma experiência fisiológica bem desconfortável e uma das razões que mais motivam a busca por consultas cardiológicas. Embora o termo "palpitação" pareça um sintoma genérico, ele engloba desde reações benignas ao estresse até arritmias complexas. Nos consultórios de cardiologia, contudo, algumas queixas específicas lideram o ranking de relatos dos pacientes. 

No topo estão as extrasístoles, caracterizadas pela sensação de uma batida antecipada seguida por uma breve pausa, a famosa sensação de "soco" ou "falha no peito". De acordo com o cardiologista Dr. Ricardo Ferreira Silva, esse é o tipo mais frequente de palpitação atendido na rotina clínica. “A extrasístole acontece quando um estímulo elétrico precoce faz o coração contrair antes do tempo regular. Na maioria das vezes, ocorre em corações totalmente saudáveis e é potencializada por fatores como fadiga, excesso de cafeína, álcool ou privação de sono”, explica o especialista. 

Logo em seguida aparecem as taquicardias sinusais induzidas por ansiedade ou estresse. Nesses episódios, o coração não apresenta um defeito na sua fiação elétrica, mas sim uma aceleração rápida e contínua em resposta a descargas de adrenalina. “Muitos pacientes chegam ao consultório assustados com a 'batedeira', mas o exame mostra que o coração está apenas respondendo fisiologicamente a um estado de alerta emocional ou a gatilhos como desidratação, febre e uso de termogênicos”, destaca o médico. 

Em terceiro lugar no volume de queixas, exigindo maior rigor no acompanhamento, estão as arritmias sustentadas, com destaque para a Fibrilação Atrial (FA) — mais prevalente em idosos e hipertensos — e a Taquicardia Supraventricular, que pode acometer até mesmo jovens sem histórico de doenças. Nesses quadros, o ritmo cardíaco torna-se desordenado ou acelera subitamente para níveis muito altos sem um fator desencadeante evidente. 

Para definir a conduta ideal, a investigação médica minuciosa é indispensável. O Dr. Ricardo pontua que exames como o eletrocardiograma e o Holter de 24 horas são fundamentais para flagrar o momento exato da alteração. “Se a palpitação vier acompanhada de tontura, dor no peito, falta de ar ou desmaio, a busca por atendimento de emergência deve ser imediata. Nos demais episódios, a consulta cardiológica permite identificar a causa com precisão, tranquilizando o paciente ou iniciando o tratamento adequado”, conclui.




Dr. Ricardo Ferreira Silva - graduado em medicina pela Universidade de Uberaba (MG), fez residência em Cardiologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, em 2011, e se especializou em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese de São Paulo, em 2014 - título reconhecido pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial. Além de ter especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva no Hospital do Coração de São Paulo e concluído seu Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), em 2018. Já em 2017, Dr. Ricardo fundou o Centro Cardiológico em sua cidade natal, Uberaba, para levar o que havia de mais moderno em tratamento de arritmia cardíaca para o interior do estado. Em pouco tempo, com a evolução do serviço e a necessidade de facilitar o acesso aos pacientes de outras localidades do país, expandiu para São Paulo. Hoje, está presente também dentro de hospitais como Beneficência Portuguesa, Samaritano e São Camilo – em São Paulo.



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