sábado, 12 de setembro de 2026

Quatro dos maiores hairstylists do Brasil apontam o que vai dominar os cabelos em 2027

Divulgação Best Class
Mario Henrique, Romeu Felipe, Vivi Siqueira e Mel Schlukebier antecipam uma temporada de cores menos marcadas, fios luminosos, escolhas que valorizam a beleza individual e o chamado Old Money para os fios 

 

Se por muito tempo as tendências de cabelo foram definidas por uma cor, um corte ou uma técnica que se repetia nos salões, 2027 deve seguir por outro caminho. Naturalidade, personalização e fios com aparência saudável ganham espaço e colocam em segundo plano transformações muito evidentes. A previsão foi apresentada nesta segunda-feira (7), em São Paulo, durante a terceira edição do Best Class, idealizado por Mario Henrique e considerado um dos principais eventos nacionais de formação para profissionais da beleza, que reuniu cerca de 2 mil cabeleireiros e convidados.

Em comum, os quatro profissionais enxergam uma busca por resultados que pareçam menos construídos, mesmo quando exigem horas de técnica no salão. Entram nesse movimento colorações tom sobre tom, contrastes suaves, raízes que não exigem retoques constantes e iluminações pensadas de acordo com características individuais, como pele, olhos, sobrancelhas e personalidade.

Vivi Siqueira coloca justamente a personalização no centro dessa nova estética. Para a hairstylist e embaixadora de L’Oréal Professionnel, não haverá uma única cor capaz de resumir 2027. Tons quentes e frios terão espaço, desde que escolhidos de acordo com as características e a personalidade de quem os usa.

“O cabelo de 2027, para mim, é natural, porém muito luminoso e fluido. Acredito que os dois tons, tanto quente quanto frio, vão estar muito em alta, dependendo da personalidade de cada mulher. Não acredito em uma tendência que seja algo único para todo mundo. Acredito em uma tendência adaptada para cada mulher, porque é personalizada, é uma beleza única”, afirma.

 

Romeu Felipe, um dos nomes mais reconhecidos quando o assunto é transformação de cor e embaixador de Wella, também identifica uma mudança importante no comportamento dentro dos salões. Se antes as clientes chegavam munidas de uma fotografia para ser reproduzida, agora a procura é por uma assinatura própria, construída a partir das características individuais. “O cabelo para o ano que vem vai ser um cabelo com bastante naturalidade, muito saudável. Hoje, a cliente busca uma assinatura. Essa coisa de harmonizar o tom de pele, de sobrancelha e dos olhos é algo que ela busca muito porque favorece a beleza natural”, explica. 

Divulgação Best Class 
Para Romeu, essa transformação acompanha um movimento que já pode ser observado em outras áreas da beleza, com resultados menos artificiais e maior valorização da aparência saudável.
 

“Passamos por uma fase de cabelos muito descoloridos, muito processados, e hoje a busca é por um cabelo que tenha mais harmonia, uma iluminação mais suave, tom sobre tom. É aquele cabelo que levou oito horas para fazer, mas fica super natural. São camadas de cor, um cabelo que realmente tem uma assinatura única. Antes era aquela foto de referência e hoje elas buscam: ‘O que fica bom para mim?’”, completa. 

Mel Schlukebier, hairstylist e embaixadora de TRUSS Professional, reforça esse distanciamento das marcações evidentes. Para a profissional, que acompanha de perto as transformações de comportamento dentro dos salões, 2027 será marcado por uma construção de cor mais contínua e sofisticada: “A tendência são cabelos monocromáticos, sem aquelas mechas marcadas, com muita fluidez e muita naturalidade. Um cabelo monocromático, tom sobre tom e com um contraste suave”. 

Por fim, o nome de peso do hairstyling nacional, Mario Henrique, que já foi responsável por transformações de celebridades como Anitta e Marina Ruy Barbosa, enxerga a tendência para além da estética. Para ele, o chamado old money hair traduz um novo comportamento de beleza, em que o cabelo não precisa parecer recém-saído do salão para estar bem cuidado. 

Divulgação Best Class
“O cabelo old money é um comportamento que traz liberdade. A liberdade de deixar aquela raiz crescida sem nenhum problema, de não se escravizar por um retoque e não depender do salão de beleza para se sentir bonita”, explica. 

Mario também identifica uma virada na cartela de cores procurada pelas brasileiras. Depois de temporadas dominadas por reflexos dourados e tonalidades mais aquecidas, nuances frias começam a ocupar esse espaço.

“Agora, a cor do momento que as brasileiras estão procurando é o calor dando lugar para o frio. Saímos desse cabelo muito dourado, com reflexo muito quente, e partimos para cabelos mais frios, mais bege, pastel e nude. Esse é o cabelo que vem roubando a cena para 2026 e 2027”, afirma. 

Os quatro profissionais estiveram juntos no evento, voltado ao desenvolvimento de cabeleireiros de todo o país. Realizada em São Paulo, a terceira edição reuniu cerca de 2 mil profissionais e convidados e antecipou as principais apostas do mercado para o próximo ano.


Nenhum comentário:

Postar um comentário