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Uma
lambida ou outra nas patas faz parte do comportamento dos cães. O sinal de
alerta aparece quando o animal começa a fazer isso repetidamente, por longos
períodos ou com tanta intensidade que provoca vermelhidão, feridas e até perda
de pelos na região.
Segundo
Flávia Paiffer, professora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade
Anhanguera, a lambedura excessiva não deve ser automaticamente encarada como
uma “mania”.
“Quando
o comportamento se torna frequente, é importante observar o animal e a região
afetada. A lambedura pode estar relacionada a diferentes alterações, desde uma
irritação localizada e problemas dermatológicos até alterações sistêmicas ou
comportamentais. Por isso, é importante que o animal seja avaliado por um
médico veterinário, que poderá investigar a origem do problema, já que identificar
a causa é fundamental para conseguir interromper esse ciclo”, explica.
Confira as 5
possíveis causas para o cachorro lamber as patas excessivamente.
1.Alergias
Alergias
estão entre as possíveis causas de coceira e lambedura excessiva das patas.
Elas podem estar relacionadas a fatores ambientais, como ácaros e pólen, ou a
outros agentes que precisam ser investigados individualmente.
Além
das lambidas, o responsável pode perceber vermelhidão, coceira em outras
regiões do corpo e alterações na pele e entre os dedos. Em alguns casos, a
lambedura constante também pode causar escurecimento dos pelos da região por
ação da saliva.
2. Parasitas
Pulgas,
carrapatos e alguns tipos de ácaros podem provocar coceira, inflamação e
desconforto. Mesmo quando o tutor não consegue visualizar o parasita, sua
presença ou uma reação às picadas pode fazer com que o animal coce ou lamba
determinadas regiões com frequência. Por isso, a ausência de pulgas e outros
parasitas visíveis não descarta a causa parasitária.
3. Ferimentos ou corpos estranhos
Espinhos,
pequenas pedras, farpas e outros objetos podem ficar presos entre os dedos ou
nas almofadas das patas. Cortes, fissuras, queimaduras provocadas pelo contato
com superfícies quentes e outros machucados também podem fazer com que o cão
concentre as lambidas em uma única pata.
Por
isso, quando o comportamento começa de maneira repentina, é importante observar
cuidadosamente a região, sem tentar retirar objetos profundos ou manipular uma
lesão dolorosa.
4. Infecções
e inflamações na pele
Alterações
na barreira cutânea e o excesso de umidade podem favorecer a proliferação de
microrganismos, como bactérias e fungos, especialmente quando já existe uma
doença de base. Nesses casos, além da lambedura, podem aparecer mau cheiro,
vermelhidão, descamação, inchaço, dor, secreção ou mudanças na aparência da
pele.
É
importante lembrar que a própria lambedura constante pode manter a região úmida
e irritada, contribuindo para a piora da inflamação e do desconforto. Esse
ciclo pode dificultar a cicatrização e favorecer infecções secundárias.
5. Estresse, ansiedade ou tédio
Nem toda lambedura excessiva tem origem exclusivamente física. Alguns cães
podem desenvolver comportamentos repetitivos diante de situações de estresse,
ansiedade, falta de estímulos ou mudanças na rotina. No entanto, uma causa
comportamental não deve ser presumida antes que outras possíveis causas, como
como doenças, dores, alergias, infecções e outras alterações no organismo,
sejam investigadas.
Quando procurar o veterinário?
Se
o cão lambe as patas ocasionalmente e não apresenta outras alterações, esse
comportamento pode fazer parte da higiene habitual. Porém, quando a lambedura
se torna frequente ou persistente, acompanhada de feridas, inchaço, perda de
pelos, secreção, mau cheiro, dor ou dificuldade para apoiar a pata, é
importante procurar avaliação veterinária.
Também não é recomendado utilizar pomadas, medicamentos ou receitas caseiras sem orientação profissional, já que o tratamento adequado depende da identificação da causa.
Anhanguera
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