Formação
em tecnologia ganha importância para estudantes que se preparam para ingressar
no mercado; CEO da Place TI destaca competências de TI que podem ampliar as
oportunidades profissionais
O conhecimento
em tecnologia deixou de estar restrito às vagas da área de TI e passou a fazer
parte do perfil profissional buscado por empresas de diferentes setores. Com
inteligência artificial, automação, análise de dados e ferramentas digitais
incorporadas à rotina corporativa, estudantes que chegam ao mercado precisam,
cada vez mais, combinar a formação tradicional com competências tecnológicas.
A
mudança coloca um novo desafio para escolas, universidades e cursos
profissionalizantes: preparar profissionais para funções que já estão sendo
transformadas pela tecnologia e para outras que ainda devem surgir. Para Dhiego
Soares, empresário de tecnologia e CEO da Place TI, essa adaptação precisa
começar antes da entrada no mercado.
“As
empresas não procuram apenas profissionais que saibam executar uma função. Elas
precisam de pessoas capazes de utilizar a tecnologia para trabalhar melhor,
analisar informações, resolver problemas e aumentar a produtividade. Por isso,
o conhecimento em TI está deixando de ser um diferencial e passando a fazer
parte do conjunto de competências esperado em diversas carreiras.”
A
expansão da inteligência artificial é um dos fatores que aceleram essa mudança.
Ao mesmo tempo em que determinadas tarefas são automatizadas, surgem novas
demandas relacionadas ao uso, análise e gestão dessas ferramentas. Para o
especialista, isso aumenta a importância da capacidade de adaptação
profissional.
“O
mercado não consegue prever quais ferramentas serão utilizadas daqui a alguns
anos, mas já é possível perceber que a capacidade de aprender novas tecnologias
será cada vez mais valorizada. O profissional que se adapta rapidamente
consegue acompanhar as mudanças nas empresas e ampliar suas possibilidades de
atuação.”
Nesse
cenário, a preparação pode começar ainda durante a formação. Segundo Dhiego
Soares, os estudantes não precisam necessariamente buscar uma carreira em
tecnologia para desenvolver esse conhecimento. A recomendação é identificar
quais ferramentas e competências digitais têm relação com a área escolhida e
começar a aplicá-las em projetos acadêmicos e profissionais.
Um
estudante de comunicação, por exemplo, pode desenvolver conhecimentos em
inteligência artificial, análise de dados, automação e produção de conteúdo
digital. Em áreas administrativas, ferramentas de análise de dados, planilhas,
automação e sistemas de gestão podem ampliar a produtividade e a capacidade de
tomada de decisão.
“O
estudante deve olhar para a própria profissão e perguntar: onde a tecnologia já
está sendo utilizada e onde ela pode gerar valor? A partir daí, pode escolher
algumas ferramentas, aprender a utilizá-las e construir projetos que demonstrem
essa capacidade. Isso é mais relevante para a carreira do que simplesmente
acumular certificados.”
A construção
de um portfólio também pode ajudar na entrada no mercado. Projetos acadêmicos,
trabalhos desenvolvidos com ferramentas digitais, experiências de iniciação
científica e iniciativas de empreendedorismo permitem demonstrar, na prática,
como o estudante transforma conhecimento em resultado.
Para
Dhiego Soares, entretanto, a preparação profissional não deve se limitar às
competências técnicas. Comunicação, criatividade, pensamento crítico,
colaboração e capacidade de solucionar problemas continuam sendo importantes
para quem busca espaço no mercado.
“A tecnologia
pode fazer parte do trabalho, mas quem entrega resultado é o profissional.
Saber utilizar uma ferramenta é importante, mas entender o problema, propor uma
solução e comunicar essa solução também são competências decisivas para uma
carreira.”
A aproximação
entre educação e tecnologia também pode ampliar as possibilidades de
empreendedorismo. Com conhecimento sobre ferramentas digitais, dados e
inteligência artificial, estudantes podem identificar demandas do mercado e
desenvolver soluções para problemas reais.
“Existe
uma oportunidade para o estudante deixar de ser apenas usuário de tecnologia e
começar a enxergar problemas como oportunidades de inovação. Quem aprende a
identificar uma necessidade do mercado e transforma isso em uma solução pode
criar valor tanto dentro de uma empresa quanto em um negócio próprio.”
Para o
CEO da Place TI, a preparação profissional começa antes do primeiro emprego e
deve acompanhar toda a trajetória de carreira.
“A
empregabilidade começa a ser construída antes do primeiro emprego. O estudante
que desenvolve conhecimento tecnológico, cria projetos e entende como sua área
está sendo transformada chega ao mercado com mais repertório para demonstrar o
que sabe fazer.”
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