segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Medicamento inovador aumenta sobrevida de pacientes com câncer de pulmão avançado


O estudo foi apresentado neste domingo (13) no congresso da International Association for Study of Lung Cancer (IASLC) na Coreia do Sul.

 

O estudo fase 3 HARMONi-2 revelou que o anticorpo biespecífico ivonescimabe prolongou a sobrevida de pacientes com câncer de pulmão avançado de não pequenas células, em comparação com o medicamento de imunoterapia pembrolizumabe. Foram 30,8 meses de sobrevida global com ivonescimabe, ante 22,6 meses com pembrolizumabe. O trabalho foi apresentado domingo (13) no congresso da International Association for Study of Lung Cancer (IASLC) na Coreia do Sul. 

A oncologista clínica Clarissa Baldotto, da Oncologia D’Or, explica que o anticorpo biespecífico ivonescimabe ataca ao mesmo tempo a proteína PD-L1 positiva, relacionada à imunoterapia, e o fator de crescimento do endotélio vascular (VEGF), ligado à formação de vasos sanguíneos que alimentam o tumor. “De forma simplificada, é como reunir imunoterapia e ação antiangiogênica em uma única molécula”, afirma especialista.

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, os cânceres de traqueia, brônquio e pulmão no Brasil ocupam a quarta posição entre os tipos de câncer mais incidentes. Em 2026, deverão ser diagnosticados 35.380 casos. O câncer de pulmão de não pequenas células é o tipo mais comum, representando cerca de 80% a 85% de todos os diagnósticos. 

O estudo HARMONi-2 envolveu 398 pacientes em centros na China, dos quais 198 receberam ivonescimabe e 200, pembrolizumabe por três semanas. A sobrevida livre de progressão mediana foi de 11,1 meses com ivonescimabe, ante 5,8 meses com pembrolizumabe. O perfil de segurança de ambos medicamentos foram semelhantes com acompanhamento prolongado.

 

Oncologia D'Or


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