O estudo foi apresentado neste domingo (13) no congresso da International Association for Study of Lung Cancer (IASLC) na Coreia do Sul.
O
estudo fase 3 HARMONi-2 revelou que o anticorpo biespecífico ivonescimabe
prolongou a sobrevida de pacientes com câncer de pulmão avançado de não
pequenas células, em comparação com o medicamento de imunoterapia
pembrolizumabe. Foram 30,8 meses de sobrevida global com ivonescimabe, ante
22,6 meses com pembrolizumabe. O trabalho foi apresentado domingo (13) no
congresso da International Association for Study of Lung Cancer (IASLC) na
Coreia do Sul.
A oncologista clínica Clarissa Baldotto, da Oncologia D’Or, explica que o anticorpo biespecífico ivonescimabe ataca ao mesmo tempo a proteína PD-L1 positiva, relacionada à imunoterapia, e o fator de crescimento do endotélio vascular (VEGF), ligado à formação de vasos sanguíneos que alimentam o tumor. “De forma simplificada, é como reunir imunoterapia e ação antiangiogênica em uma única molécula”, afirma especialista.
Sem considerar os tumores de pele não melanoma, os cânceres de traqueia,
brônquio e pulmão no Brasil ocupam a quarta posição entre os tipos de câncer
mais incidentes. Em 2026, deverão ser diagnosticados 35.380 casos. O câncer de
pulmão de não pequenas células é o tipo mais comum, representando cerca de 80%
a 85% de todos os diagnósticos.
O
estudo HARMONi-2 envolveu 398 pacientes em centros na China, dos quais 198
receberam ivonescimabe e 200, pembrolizumabe por três semanas. A sobrevida
livre de progressão mediana foi de 11,1 meses com ivonescimabe, ante 5,8 meses
com pembrolizumabe. O perfil de segurança de ambos medicamentos foram
semelhantes com acompanhamento prolongado.

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