A dor crônica é definida como aquela que persiste por mais de três meses, ou que permanece mesmo após um mês da resolução da lesão que a originou. Segundo o psiquiatra Dr. José Giocondo Guerra, fundador da Clínica Minerva, ela costuma indicar uma disfunção no sistema nervoso ou nas fibras nervosas da região afetada, e está frequentemente associada a condições como artrose, fibromialgia ou dor oncológica.
A dor crônica pode ser classificada em três tipos: nociceptiva ou somática, causada por lesão ou inflamação dos tecidos; neuropática, decorrente de disfunção do sistema nervoso; e mista, quando reúne características das duas anteriores ou tem origem não totalmente esclarecida.
Entretanto, o tratamento varia de acordo com o tipo e a
intensidade do quadro, podendo envolver medicação, infiltrações, fisioterapia
e, em casos mais graves, cirurgia. Quando essas abordagens não trazem alívio
suficiente, a cetamina pode ser considerada como parte do plano terapêutico,
sempre após avaliação médica individualizada.
COMO A CETAMINA ATUA
A cetamina é um antagonista dos receptores NMDA
(N-metil-D-aspartato) e pode ter efeito sedativo ou analgésico, a depender da
dose administrada. Ela também interage com receptores opioides e tem outras
ações que podem contribuir para o efeito analgésico, como propriedades
anti-inflamatórias e interação com canais de cálcio, potássio e sódio, além das
vias descendentes de inibição da dor.
SUPERVISÃO MÉDICA E EFEITOS OBSERVADOS
Por atuar diretamente no sistema nervoso central, a administração de cetamina exige acompanhamento médico durante todo o procedimento. Por isso, a Clínica Minerva realiza o procedimento com monitorização multiparamétrica contínua, bombas de infusão de precisão para controle rigoroso de dose e velocidade, protocolos clínicos padronizados, equipe treinada para intercorrências e infraestrutura dedicada a procedimentos assistidos.
Para o Dr. Giocondo, o ponto central é que a indicação
nunca é genérica.
“A cetamina não é um tratamento de prateleira. A indicação depende do histórico de cada paciente, do que já foi tentado antes e de uma avaliação criteriosa sobre riscos e benefícios. Quando bem indicada e aplicada em ambiente controlado, pode ser uma ferramenta a mais no manejo de casos que não respondem ao tratamento convencional”, afirma o Dr. Giocondo.
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