Faixa etária ocupa
a 7ª posição entre os intercambistas brasileiros e impulsionou a entrada de
Malta no top 5 dos destinos, segundo a Pesquisa Selo Belta 2026
O intercâmbio vem ganhando novos significados à
medida que diferentes perfis passam a enxergar a educação internacional como
uma oportunidade de aprendizado, descoberta e desenvolvimento pessoal. A Pesquisa
Selo Belta 2026 mostra que essa diversidade já está presente entre os
intercambistas brasileiros: pessoas com 50 anos ou mais aparecem na 7ª posição
entre as faixas etárias que mais realizam esse tipo de experiência. O dado
reforça que estudar fora não está necessariamente ligado a uma fase específica
da vida e pode fazer parte de diferentes projetos pessoais.
Embora esteja atrás das faixas mais jovens no
ranking, a presença do público 50+ mostra que o intercâmbio também pode atender
a outros objetivos além da formação acadêmica ou profissional. Para esse grupo,
aprender um idioma no exterior pode significar realizar um projeto pessoal,
conhecer novos destinos, ampliar o repertório cultural e conquistar mais
autonomia para se comunicar durante uma viagem.
Para Leiza Oliveira, CEO da Minds Idiomas, a
mudança também mostra que não existe uma idade específica para começar ou
retomar o aprendizado de um idioma. “Depois dos 50, o inglês pode ter um
significado diferente. Pode ser o idioma que ajuda a realizar uma viagem
planejada há anos, a conversar com pessoas de outros países ou a explorar um
destino com mais autonomia. O intercâmbio reúne o aprendizado e essas
experiências em uma mesma jornada”, afirma.
Inglês como parte da viagem
Durante um intercâmbio, o idioma faz parte da
rotina. Pedir informações, fazer compras, visitar museus, pedir uma refeição ou
conversar com moradores são situações que colocam o inglês em prática fora da
sala de aula.
Para adultos maduros, essa vivência pode tornar a
experiência mais independente, permitindo que o viajante se comunique
diretamente e participe de forma mais ativa da rotina local.
“A melhor forma de perceber a utilidade de um
idioma é colocá-lo em situações reais. Quando o aluno precisa usar o inglês
para resolver uma situação cotidiana ou iniciar uma conversa, a experiência
ganha um sentido muito mais concreto”, explica Leiza.
Malta entra no Top 5 dos
destinos mais procurados
A diversificação do perfil dos intercambistas
também aparece nas escolhas de destinos. Malta entrou no Top 5 dos países mais procurados
por brasileiros para intercâmbio na Pesquisa Selo Belta 2026, ocupando a quinta
posição, atrás de Canadá, Estados Unidos, Reino Unido e Irlanda.
O ranking reúne cinco destinos nos quais o inglês
tem papel central na experiência do viajante, seja como idioma oficial ou
amplamente utilizado no cotidiano. A entrada de Malta no Top 5 também dialoga
com o interesse do público 50+ por destinos que combinam aprendizado do inglês,
segurança, cultura e possibilidades de lazer.
Para esse perfil, o arquipélago reúne
características que tornam a experiência internacional mais completa, com a
oportunidade de estudar o idioma e, ao mesmo tempo, explorar um destino com
história, gastronomia e diferentes opções de atividades.
A presença do público 50+ mostra também uma mudança
na relação com as viagens internacionais. Para esse grupo, o intercâmbio pode
representar uma forma de explorar novos destinos com mais autonomia, fazer
conexões e viver o país para além do roteiro tradicional de turismo.
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