Especialista
do Hospital CEMA destaca que operar a catarata no momento certo ajuda a
proteger o cérebro na maturidade
Em um cenário onde a expectativa de vida cresce e as
pessoas buscam envelhecer com alta vitalidade, a saúde ocular ganha um papel
estratégico na preservação da mente. Dados da literatura médica internacional,
publicados em periódicos como o JAMA Internal Medicine, apontam que a
realização da cirurgia de catarata está associada a uma redução de cerca de
30% no risco de desenvolvimento de demência em adultos mais velhos.
Para o Dr. Henri Ota, oftalmologista do Hospital CEMA,
referência em oftalmologia, com 50 anos de atuação no Brasil, a descoberta
redefine a importância do procedimento. “A cirurgia deixa de ser vista apenas
como uma correção física da visão e passa a atuar como um pilar essencial de
proteção neurológica, devolvendo autonomia, rotina e a liberdade ao paciente”,
explica o especialista.
O perigo de adiar o tratamento
Um dos maiores desafios no consultório, porém, ainda é o
atraso na busca pelo diagnóstico e pela cirurgia. É comum que pacientes e
familiares tratem a queda progressiva da visão como um "sinal natural da
idade" ou confundam os primeiros reflexos do isolamento visual com quadros
cognitivos iniciais.
"Muitos pacientes esperam a visão se deteriorar severamente
antes de procurar ajuda. Esse tempo de espera é prejudicial" e faz toda
diferença, alerta o Dr. Henri Ota. "Quando o idoso perde a nitidez visual,
o cérebro deixa de receber fluxos vitais de estímulos sensoriais e luminosos,
fundamentais para a regulação do ciclo circadiano e do humor. Além disso, a
perda da autonomia afasta o paciente do convívio social, acelerando o declínio
cognitivo."
Como a cirurgia protege o cérebro?
A cirurgia de catarata é um procedimento moderno, seguro
e minimamente invasivo que substitui o cristalino opaco por uma lente
intraocular. Ao devolver a acuidade visual de forma rápida, o impacto
reflete-se diretamente na rotina e na saúde mental:
- Estímulo sensorial ativado: o cérebro volta a ser alimentado por estímulos ricos
do ambiente externo, combatendo a estagnação neuronal;
- Resgate da independência: com a visão nítida, o idoso retoma a leitura, a
prática de atividades físicas, o trabalho e as interações sociais e,
- Neuroproteção na maturidade: tratar a catarata no tempo certo mitiga fatores de
risco modificáveis para a demência, blindando a mente contra o isolamento
prolongado.
"A visão é a principal porta de entrada para o
mundo. Cuidar da catarata no momento certo é garantir que a maturidade seja
vivida com clareza, segurança e independência plena", conclui o
oftalmologista do Hospital CEMA.
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