Hematologista explica por que o check-up não deve ser uma “bateria de exames” e orienta os mineiros sobre sinais de alerta, anemia, hemograma e prevenção
Coleta de sangue para exame laboratorial: o
hemograma pode auxiliar na investigação de anemia e outras alterações, mas deve
ser interpretado em conjunto com os sintomas e o histórico clínico de cada
paciente
Um cansaço que não passa, a palidez, a falta de ar aos esforços ou o aparecimento de manchas roxas sem causa aparente costumam ser atribuídos à rotina, ao estresse ou à falta de sono. Embora possam ter explicações simples, esses sinais também podem indicar alterações que precisam de investigação médica.
O alerta é do Dr. Daniel Ribeiro, hematologista e CEO do Laboratório São Paulo, que faz parte do Grupo Orizonti. Segundo o especialista, manter o acompanhamento médico em dia é uma das formas mais importantes de identificar precocemente fatores de risco e alterações de saúde.
Minas Gerais tem mais de 20,5 milhões de habitantes, distribuídos em 853 municípios, segundo o IBGE. Além disso, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou cerca de 72 mil novos casos de câncer por ano no estado no triênio 2023–2025. O cenário reforça a importância da prevenção, mas também mostra que o acompanhamento deve ser individualizado: não existe uma lista de exames ou uma periodicidade única para todas as pessoas.
“Check-up não significa fazer o maior número possível de exames. Ele começa com uma avaliação médica, que considera idade, histórico familiar, hábitos de vida, doenças preexistentes, medicamentos em uso e sintomas. A partir disso, são definidos os exames que realmente podem contribuir para aquele paciente”, explica o Dr. Daniel Ribeiro.
Um
dos exames mais conhecidos da rotina é o hemograma, que avalia hemácias, leucócitos
e plaquetas. O resultado pode ajudar na investigação de anemia, infecções e
outras alterações, mas não oferece, sozinho, um diagnóstico definitivo.
“Nem todo cansaço é anemia, e nem toda anemia está relacionada à falta de ferro. O hemograma precisa ser analisado em conjunto com a história clínica e, quando necessário, com outros exames. Tomar ferro ou vitaminas por conta própria pode mascarar sintomas e atrasar a descoberta da causa correta”, afirma o hematologista.
O
médico ressalta que exames como glicemia, hemoglobina glicada, colesterol,
função renal, função hepática e hemograma podem fazer parte do acompanhamento,
mas devem ser solicitados conforme a necessidade de cada pessoa. “Os
rastreamentos para diferentes tipos de câncer também seguem critérios próprios
de idade, histórico familiar e fatores de risco”, reforça.
Seis cuidados para tornar a prevenção mais segura e eficiente
- A frequência do check-up deve ser definida individualmente, de
acordo com idade, histórico e condições de saúde.
- Pessoas com doenças crônicas, histórico familiar relevante ou uso
contínuo de medicamentos podem precisar de acompanhamento mais frequente.
- Resultados laboratoriais não devem ser interpretados isoladamente
ou comparados com exames de outras pessoas.
- A automedicação com ferro, vitaminas ou outros suplementos pode
atrasar o diagnóstico correto.
- É importante levar exames anteriores e informar ao médico todos os
medicamentos em uso.
- Sintomas persistentes ou recorrentes devem ser avaliados antes da
próxima consulta de rotina.
Laboratório São Paulo
Grupo Orizonti

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