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| Divulgação K&J Black | Crédito: Ber Sardi (@ber_sardi) |
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| Divulgação K&J Black | Crédito: Ber Sardi (@ber_sardi) |
Blazers, calças de
alfaiataria e camisas deixam de ficar restritos a ocasiões formais e passam a
integrar produções mais casuais, acompanhando uma rotina em que conforto,
versatilidade e elegância precisam coexistir
A alfaiataria
masculina está mudando de lugar no guarda-roupa. Se antes peças como
blazer, calça de corte social e camisa estavam associadas principalmente ao
ambiente corporativo, eventos e ocasiões especiais, hoje elas circulam com mais
naturalidade em combinações casuais. O movimento acompanha uma transformação no
próprio comportamento do consumidor, que passou a buscar roupas capazes de
transitar por diferentes momentos do dia sem abrir mão de conforto e aparência
alinhada.
A mudança não significa o desaparecimento das peças
tradicionais, mas uma ressignificação de seus códigos. Blazers
podem aparecer com camisetas e tênis, calças de alfaiataria ganham combinações
com peças mais esportivas e camisas passam a ser usadas de maneira menos
estruturada. A lógica é transformar itens antes considerados formais em
componentes de um guarda-roupa mais versátil.
Para Rafael Miranda, COO e cofundador da AKR Brands, grupo que reúne a K&J
Black, a transformação acompanha uma mudança na rotina masculina. “O homem
não se veste mais pensando necessariamente em uma única ocasião. Ele pode
começar o dia em uma reunião, seguir para um almoço, passar por um compromisso
mais informal e terminar a noite em um restaurante. A roupa precisa acompanhar essa
dinâmica. Por isso, vemos cada vez mais valor em peças que entregam elegância,
mas também conforto e versatilidade”, afirma.
Esse comportamento também ajuda a explicar o espaço
que os tecidos tecnológicos vêm conquistando na moda masculina. Mais do que
aparência, o consumidor passou a considerar características como facilidade de
manutenção, mobilidade, respirabilidade e resistência ao amassado na hora de
escolher uma peça.
É nesse contexto que a K&J Black aposta na linha
Travel, desenvolvida com materiais tecnológicos e proposta para acompanhar
diferentes situações da rotina. A coleção reúne peças pensadas para quem
precisa se movimentar ao longo do dia e busca uma combinação entre estética
mais sofisticada e praticidade.
“A linha Travel representa bem essa mudança de
comportamento porque parte de uma necessidade muito concreta: ter uma roupa que
acompanhe o ritmo da vida real. São peças que preservam uma estética elegante,
mas incorporam acabamentos e tecidos tecnológicos que fazem diferença para quem
viaja, trabalha, se desloca bastante ou simplesmente não quer abrir mão do
conforto”, explica Miranda.
A tendência também muda a maneira como o consumidor
combina as peças. O blazer, por exemplo, deixa de depender da camisa social e
pode ser usado com camiseta ou polo. A calça de alfaiataria pode ganhar um
tênis mais casual, enquanto camisas estruturadas podem ser incorporadas a
produções com peças de diferentes estilos.
Para o executivo, essa mudança reflete uma
transformação no comportamento do consumidor de moda masculina. “O consumidor
hoje busca mais versatilidade e praticidade na hora de se vestir. Ele não está
necessariamente comprando uma peça para uma ocasião específica, mas procurando
produtos que possam transitar por diferentes contextos. Uma mesma calça ou um
mesmo blazer precisa fazer sentido em situações distintas. Isso muda não apenas
o produto, mas também a forma de apresentar e comunicar a moda”, afirma.
A nova alfaiataria, portanto, não está apenas
relacionada a modelagens ou tecidos. Ela reflete uma mudança no próprio
conceito de vestir-se bem: menos dependência de regras rígidas e mais liberdade
para adaptar peças sofisticadas à rotina. Nesse cenário, o formal e o casual
deixam de ser categorias opostas e passam a funcionar juntos na construção do
guarda-roupa masculino contemporâneo.


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