quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Sobe e desce térmico traz riscos à saúde respiratória, otorrino alerta

Veranico e frio: médico ensina como se prevenir da oscilação térmica

 

A última semana foi marcada pelo veranico e essa iniciou com baixas temperaturas. Essas constantes mudanças de temperatura fazem com que a saúde respiratória para se adaptar. O otorrinolaringologista Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros, explica como esse “sobe e desce” térmico favorece doenças respiratórias e dá dicas para proteger o nariz, a garganta e os pulmões durante essa temporada.

“Quando as temperaturas variam muito em pouco tempo, o nariz tem dificuldade de manter a função de aquecer e umidificar o ar inspirado. Isso prejudica a defesa natural do sistema respiratório e abre espaço para infecções e inflamações”, explica o especialista. Segundo ele, as doenças mais comuns nesse cenário são gripes, resfriados, sinusites, crises de rinite alérgica e até laringites, que podem evoluir para quadros mais graves em pessoas com imunidade baixa.

  1. cuidados indispensáveis com a saúde respiratória na oscilação de temperatura:
  2. Hidrate-se — Ambientes quentes aumentam a transpiração e locais com ar-condicionado ressecam as mucosas do nariz e da garganta, deixando as vias aéreas mais vulneráveis a irritações, crises alérgicas e infecções. Por isso, a orientação é manter hidratação constante ao longo do dia, mesmo sem sede, dando preferência à água em pequenos goles frequentes.
  3. Evite ambientes fechados e com aglomeração — A circulação de vírus respiratórios é maior em locais mal ventilados.
  4. Lavagem do nariz — Ao lavar o nariz é possível remover secreções, micro-organismos e alérgenos existentes na cavidades nasais, além de fazer uma completa limpeza, fluidificação e descongestão nasal. Mas, a dica para fazer isso da maneira correta são as garrafinhas de alto volume, pois associam baixa pressão com alto fluxo. Elas devem ser colocadas na ponta do nariz e apertadas suavemente inclinando a cabeça para o lado contrário ao que está lavando enquanto aperta bem suavemente. Assim, o soro escorre um pouco pela outra narina, mas é preciso ter atenção: o jato não deve sair em alta pressão na outra narina e, enquanto o processo acontece, é importante respirar pela boca e ao terminar não assoar o nariz, apenas secá-lo. Isso evita que a lavagem gerem dor e desconforto nos ouvidos. O liquido dentro da garrifinha deve ser o soro fisiológico, pronto ou feito de maneira caseira com 250 ml de água morna filtrada adicionado uma colher de medida (de café) cheia de sal. No mais, o médico fala que a lavagem deve ser feita diariamente, uma vez ao dia.
  5. Cuidado com o ar condicionado — O problema não é o ar-condicionado em si, mas o choque térmico repetido que ele provoca nas vias aéreas”, explica o otorrinolaringologista. Quando saímos do calor intenso da rua para ambientes muito frios, o nariz e a garganta sofrem um ressecamento abrupto. Isso reduz a eficiência da mucosa nasal, que é a primeira barreira de defesa contra vírus, bactérias e poluentes. Para minimizar os efeitos, a principal recomendação é evitar temperaturas muito baixas: o ideal é manter o ar-condicionado entre 23 °C e 25 °C, reduzindo o contraste com o ambiente externo.
  6. Mantenha uma rotina de sono e alimentação equilibrada — Um corpo descansado e bem nutrido responde melhor às mudanças climáticas.

Alerta para os extremos: Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas, como rinite, asma e DPOC, precisam de atenção redobrada. “A qualquer sinal de piora, como tosse persistente, chiado no peito ou febre, é fundamental procurar um médico. Esse clima pode agravar condições pré-existentes e desencadear crises sérias”, finaliza o otorrinolaringologista.
  


FONTE:

Bruno Borges de Carvalho Barros - Médico otorrinolaringologista pela UNIFESP. Pós-graduação pela UNIFESP. Especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo.


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