Veranico e frio: médico ensina como se prevenir da oscilação térmica
A
última semana foi marcada pelo veranico e essa iniciou com baixas temperaturas.
Essas constantes mudanças de temperatura fazem com que a saúde respiratória
para se adaptar. O otorrinolaringologista Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros,
explica como esse “sobe e desce” térmico favorece doenças respiratórias e dá
dicas para proteger o nariz, a garganta e os pulmões durante essa temporada.
“Quando
as temperaturas variam muito em pouco tempo, o nariz tem dificuldade de manter
a função de aquecer e umidificar o ar inspirado. Isso prejudica a defesa
natural do sistema respiratório e abre espaço para infecções e inflamações”,
explica o especialista. Segundo ele, as doenças mais comuns nesse cenário são
gripes, resfriados, sinusites, crises de rinite alérgica e até laringites, que
podem evoluir para quadros mais graves em pessoas com imunidade baixa.
- cuidados indispensáveis com a saúde
respiratória na oscilação de temperatura:
- Hidrate-se —
Ambientes quentes aumentam a transpiração e locais com ar-condicionado
ressecam as mucosas do nariz e da garganta, deixando as vias aéreas mais
vulneráveis a irritações, crises alérgicas e infecções. Por isso, a
orientação é manter hidratação constante ao longo do dia, mesmo sem sede,
dando preferência à água em pequenos goles frequentes.
- Evite ambientes fechados e com aglomeração — A
circulação de vírus respiratórios é maior em locais mal ventilados.
- Lavagem do nariz —
Ao lavar o nariz é possível remover secreções, micro-organismos e
alérgenos existentes na cavidades nasais, além de fazer uma completa
limpeza, fluidificação e descongestão nasal. Mas, a dica para fazer isso da
maneira correta são as garrafinhas de alto volume, pois associam
baixa pressão com alto fluxo. Elas devem ser colocadas na ponta do nariz e
apertadas suavemente inclinando a cabeça para o lado contrário ao que está
lavando enquanto aperta bem suavemente. Assim, o soro escorre um pouco
pela outra narina, mas é preciso ter atenção: o jato não deve sair em alta
pressão na outra narina e, enquanto o processo acontece, é importante
respirar pela boca e ao terminar não assoar o nariz, apenas secá-lo. Isso
evita que a lavagem gerem dor e desconforto nos ouvidos. O liquido dentro
da garrifinha deve ser o soro fisiológico, pronto ou feito de maneira
caseira com 250 ml de água morna filtrada adicionado uma colher de medida
(de café) cheia de sal. No mais, o médico fala que a lavagem deve ser
feita diariamente, uma vez ao dia.
- Cuidado com o ar condicionado — O
problema não é o ar-condicionado em si, mas o choque térmico repetido que
ele provoca nas vias aéreas”, explica o otorrinolaringologista. Quando
saímos do calor intenso da rua para ambientes muito frios, o nariz e a
garganta sofrem um ressecamento abrupto. Isso reduz a eficiência da mucosa
nasal, que é a primeira barreira de defesa contra vírus, bactérias e
poluentes. Para minimizar os efeitos, a principal recomendação é evitar
temperaturas muito baixas: o ideal é manter o ar-condicionado entre 23 °C
e 25 °C, reduzindo o contraste com o ambiente externo.
- Mantenha uma rotina de sono e alimentação
equilibrada — Um corpo descansado e bem nutrido responde
melhor às mudanças climáticas.
Alerta para os extremos:
Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas, como rinite,
asma e DPOC, precisam de atenção redobrada. “A qualquer sinal de piora, como
tosse persistente, chiado no peito ou febre, é fundamental procurar um médico.
Esse clima pode agravar condições pré-existentes e desencadear crises sérias”,
finaliza o otorrinolaringologista.
FONTE:
Bruno Borges de Carvalho Barros - Médico otorrinolaringologista pela UNIFESP. Pós-graduação pela UNIFESP. Especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário