sexta-feira, 7 de agosto de 2026

MAM São Paulo anuncia nova edição do Clube de Colecionadores com obras de León Ferrari, Mayara Ferrão e Rodrigo Cass

 

Mayara Ferrão. Na beira do meu pensamento é 2 de fevereiro, 2026. Clube de Colecionadores
do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foto: Estúdio em Obra.
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Lançamento acontece na SP-Arte Rotas Brasileiras 2026, entre os dias 26 e 30 de agosto, na ARCA

 

A nova edição do Clube de Colecionadores do Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta obras dos artistas León Ferrari, Mayara Ferrão e Rodrigo Cass. Selecionadas pelo curador-chefe do museu, Cauê Alves, as obras são produzidas em tiragens limitadas de 70 exemplares e incorporadas ao acervo do museu. O lançamento da edição 2026/2027 acontece na feira de arte SP-Arte Rotas Brasileiras 2026, entre os dias 26 e 30 de agosto, na ARCA, na Vila Leopoldina, em São Paulo. 

“O Clube de Colecionadores é uma extensão do compromisso do MAM com a arte contemporânea. Além de incentivar o desenvolvimento do colecionismo, o programa contribui para o crescimento da coleção do museu. A seleção deste ano reúne artistas de diferentes trajetórias e gerações, refletindo os caminhos curatoriais que o museu vem desenvolvendo”, afirma Cauê Alves. 

A associação ao Clube de Colecionadores do MAM é anual e os membros recebem um conjunto de três obras. Além disso, a participação também garante entrada gratuita às exposições do MAM e descontos em produtos e cursos do museu. O valor do conjunto é de R$8.000,00 (oito mil reais), com diversas opções de formas de pagamento. Para garantir a associação, entre em contato diretamente por este link ou através dos contatos clubes@mam.org.br e 55 11 94368-3988.
 

Sobre os artistas
 

LEÓN FERRARI 

León Ferrari nasceu e faleceu em Buenos Aires, Argentina (1920–2013). Graduou-se em Engenharia Elétrica pela Universidade de Buenos Aires (1947), formação que se desdobrou em uma dimensão espacial, projetual e arquitetônica no seu trabalho. Sua produção é centrada principalmente na conceitualização de linguagens como a escrita, o desenho e a reprodução gráfica, aliada à crítica ao imperialismo ocidental, aos regimes autoritários e à Igreja Católica, especialmente no contexto da ditadura militar argentina. Em 1976, exilou-se com sua família em São Paulo, onde estabeleceu diálogos com artistas locais e com tendências então em ascensão, como a arte postal e a xerografia. No Brasil, o artista produziu trabalhos sobre tensões sociais e interpessoais, o abuso de poder do Estado e as dinâmicas conceituais entre linguagens, por meio de suportes como colagens e fotomontagens, esculturas em metal, desenhos, heliografias e outras formas de reprodução gráfica. É reconhecido como um dos mais importantes artistas latino-americanos do século XX e integra coleções institucionais, como do MoMA, Nova York, Estados Unidos; e Tate Modern, Londres, Inglaterra. Venceu o Leão de Ouro na Bienal de Veneza (2007).
 

MAYARA FERRÃO 

Mayara Ferrão nasceu em Salvador, BA, Brasil (1993). Formada em Artes Visuais pela Mayara Ferrão nasceu em Salvador, BA, Brasil (1993). Formada em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), sua produção investiga os modos pelos quais as imagens participam da construção da memória coletiva. Trabalha principalmente com fotografia, vídeo, direção de cena e tecnologias digitais, com destaque para o uso da inteligência artificial aplicada a fotografias de arquivos coloniais, articulando densidade conceitual à experimentação tecnológica. Sua pesquisa concentra-se na criação de narrativas sobre mulheres negras, indígenas e povos escravizados, imaginando afetos, experiências e formas de sociabilidade que foram propositalmente excluídas dos registros oficiais. Nesse sentido, sua reformulação de narrativas históricas atravessa, também, entidades e elementos religiosos de matriz indígena e africana. A partir desses procedimentos, produz imagens que evidenciam os mecanismos de exclusão que moldaram a representação visual e o imaginário histórico no Brasil. Realizou residência na Pivô Arte e Pesquisa (2024), e teve seu trabalho publicado pela Revista ZUM, do Instituto Moreira Salles (2024). Integra as coleções do MASP, do MAMAM, Recife, PE, e do MoMA, Nova York, Estados Unidos.
 

RODRIGO CASS
Rodrigo Cass nasceu em São Paulo, SP, Brasil (1983). Graduou-se em Artes Visuais pela Faculdade Santa Marcelina (2006), após iniciar sua trajetória como iconógrafo no Mosteiro da Transfiguração, em Mogi das Cruzes (2001), e viver por oito anos como religioso carmelita na Ordem do Carmo (2000–2008). Essa formação artística, filosófica e teológica atravessa sua produção, dedicada à investigação das relações entre abstração, espiritualidade e experiência sensível. Trabalha principalmente com pintura, relevo, escultura e vídeo, articulando materiais como concreto, linho, fibra de vidro e têmpera em obras que exploram estruturas, cortes e descontinuidades do plano pictórico. Sua pesquisa estabelece diálogo com a tradição construtiva da arte brasileira das décadas de 1960 e 1970, mobilizando repertórios ligados ao concretismo e ao neoconcretismo para criar trabalhos nos quais cor, forma e espaço adquirem dimensão plástica e contemplativa. Frequentemente, expande a pintura para o campo tridimensional por meio de relevos e projeções de vídeo sobre suportes escultóricos. Integra a lista de artistas do 39º Panorama da Arte Brasileira do MAM São Paulo, e suas obras integram a coleção do museu, além de outras institucionais como o Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, MG; Centre Centre Pompidou, Paris, França; e Nevada Art Museum, Reno, EUA. 



Museu de Arte Moderna de São Paulo
www.mam.org.br
@mamsaopaulo



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