Estudo do Trata Brasil mostra que o impacto vai além da sala de aula: 46,1% é a diferença de renda ao longo da vida de um jovem que teve acesso ao saneamento durante a infância e adolescência
A falta do saneamento básico é um obstáculo real ao desenvolvimento educacional de crianças e adolescentes. Estudantes que vivem em condições precárias de saneamento estão mais expostos a doenças de veiculação hídrica, como diarreia e hepatite A, que provocam faltas recorrentes às aulas e, em casos mais graves, podem levar à evasão escolar.
De acordo com dados do IBGE (2024), presentes no Painel Saneamento Brasil, pessoas com acesso a saneamento básico completam, em média, mais anos de estudo do que aquelas sem acesso — uma diferença que se repete em todas as regiões do país.
Tabela 1 - Escolaridade média com e sem
saneamento, Brasil e Regiões, 2024
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Fonte: IBGE, 2024 / Painel Saneamento
Trata Brasil. Anos de educação formal.
Em média, no Brasil, jovens com acesso a água tratada
e coleta de esgoto completam 9,5 anos de estudo, contra 7,5 anos entre os que
não têm acesso — uma diferença de dois anos de educação formal.
Garantir saneamento básico para todas as crianças e adolescentes é
um investimento direto no futuro educacional e econômico do país. Um estudo do Instituto Trata Brasil mostra que jovens que tiveram acesso a
saneamento durante a infância e a adolescência apresentam, ao longo da vida,
uma renda até 46,1% maior do que aqueles que cresceram sem esse acesso.
Universalizar água tratada e coleta de esgoto é, portanto, também universalizar
oportunidades, ou seja, menos faltas à escola, mais anos de estudo e, no fim,
mais chances de um futuro melhor para milhões de crianças e adolescentes
brasileiros.
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