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| Crédito: Ariane Artioli |
A amizade, a escrita como forma de libertação e a tradição oral
são temas do espetáculo infantojuvenil A Bicicleta Que Tinha Bigodes,
adaptação da obra do premiado autor angolano Ondjaki. O espetáculo, com direção
de Suzana Aragão e dramaturgia de Kiusam Oliveira, tem sua
temporada de estreia no Sesc Bom Retiro, de 30 de agosto a 16 de setembro,
com sessões aos domingos, às 12h (e apresentações extras no dia 7/9, às 12h,
e no dia 16/9, às 10h e às 14h.)
O trabalho ainda tem direção musical e canções originais de Renato
Gama. E, no elenco, estão Andreas Mendes, Conceni Paulina, Mawusi
Tulani, João Invenção, Geni Cavalcante e Tenca Silva (stand-in).
A história de Ondjaki apresenta uma infância que vive entre a
dureza do cotidiano e a força ancestral da imaginação. Na trama, tudo começa
com um anúncio vibrante vindo da Rádio Nossa: o concurso de redação do
bairro vai premiar o texto mais bonito e cheio de encantamentos com uma
reluzente bicicleta preta, vermelha e amarela.
É a partir desse anúncio que entram em cena os dois amigos e
protagonistas da história: Isaura e Ondjaki. Movidos pelo grande sonho de
ganhar a bicicleta, eles descobrem que, para vencer o concurso, precisam
encarar um desafio ainda maior e responder a uma pergunta fundamental: como se
começa uma história?
Nessa busca por ideias, Isaura e Ondjaki mergulham no cotidiano
vívido e afetuoso de seu bairro. Entre as sabedorias da Vó — que ouve nos
ventos as cantigas e a força dos Guerreiros Nagô —, o carinho rigoroso e
as "lições de vida e limonada" da Tia Alice, as memórias cômicas de
um sapo poeta atropelado e a figura lendária do Tio Rui (cujo bigode parece
espirrar palavras e poesias soltas no ar), os dois amigos descobrem o
verdadeiro mistério da escrita.
Guiado pelo sobrevoo encantado do grande bigode do Tio Rui,
Ondjaki (com o apoio inseparável de Isaura) aprende que as histórias mais
bonitas não são tiradas das caixas dos outros: elas já moram nos ancestrais, no
quintal, nos amigos e na coragem de colocar o próprio coração no papel.
Com muita delicadeza, humor e lirismo, a peça articula política e
poesia, sonho e realidade, criando uma reflexão sobre a importância da
sociedade comunitária, de descobrir a própria identidade e do respeito aos mais
velhos e de sua tradição oral.
A encenação conta com trilha cantada ao vivo pelo elenco e une
poesia corporal ("Antes do sonho, o corpo...") a cantigas de
roda (Guerreiros Nagô), resgatando a oralidade como espaço de cura e
preservação da memória.
Um dos pontos altos da montagem é a presença do mítico Bigode do Tio
Rui, que flutua no palco e ganha os ares sobrevoando a plateia. Em um diálogo
direto com o público, o Bigodão lembra a cada criança e adulto que "todos
carregam um mundo dentro de si e só precisam de coragem para escrever".
Outro aspecto interessante de notar é que o espetáculo já começa
no primeiro sinal do teatro, acolhendo a plateia com movimentos e sons do mar.
E, no terceiro sinal, a penumbra toma conta do palco, revelando a magia de
instrumentos musicais iluminados por luz fluorescente e LED.
Ficha técnica
Autor da Obra Original: Ondjaki
Direção Artística: Suzana Aragão
Dramaturgia: Kiusam Oliveira
Atuação: Andreas Mendes, Conceni
Paulina, Mawusi Tulani, João Invenção e Geni Cavalcante
Stand-in Andreas Mendes: Tenca Silva
Direção Musical e Composições
Originais: Renato Gama
Desenho de Luz: Danielle Meireles
Figurino: Thais Dias
Cenário e Adereços: Bira Nogueira
Direção de Palco e Contrarregragem:
Giovanna Gonçalves
Cenotécnico: PalhaAssada Atêlie
Técnico de som: Leandro Simões
Técnica de Luz: Stella Politti
Produção Executiva: Taís Cabral
Coordenação de Produção: Geni
Cavalcante e Suzana Aragão
Assessoria de Comunicação: Pombo
Correio
Mídias Sociais: Keka Jasmin
Design Gráfico e Ilustrações: Saulo
Martin
Fotos: Ariane Artioli
Sinopse
Tudo começa com um anúncio vibrante vindo da Rádio Nossa: o concurso de redação do bairro vai premiar o texto mais bonito e cheio de encantamentos com uma reluzente bicicleta preta, vermelha e amarela!
É a partir desse anúncio que entram em cena os dois amigos e protagonistas da história: Isaura e Ondjaki. Movidos pelo grande sonho de ganhar a bicicleta, eles descobrem que, para vencer o concurso, precisam encarar um desafio ainda maior e responder a uma pergunta fundamental: como se começa uma história?
Nessa busca por ideias, Isaura e
Ondjaki mergulham no cotidiano vívido e afetuoso de seu bairro. Entre as
sabedorias da Vó — que ouve nos ventos as cantigas e a força dos Guerreiros
Nagô —, o carinho rigoroso e as "lições de vida e limonada" da Tia
Alice, as memórias cômicas de um sapo poeta atropelado e a figura lendária do
Tio Rui (cujo bigode parece espirrar palavras e poesias soltas no ar), os dois
amigos descobrem o verdadeiro mistério da escrita.
Guiado pela magia e pelo sobrevoo
encantado do grande bigode do Tio Rui, Ondjaki (com o apoio inseparável de
Isaura) aprende que as histórias mais bonitas não se tiram das caixas dos
outros: elas já moram nos ancestrais, no quintal, nos amigos e na coragem de
colocar o próprio coração no papel.
Serviço
A Bicicleta Que
Tinha Bigodes
Temporada: 30 de agosto a 16 de setembro de 2026
Aos domingos, às 12h
Sessões extras nos dias 7/9, às 12h; e
16/9, às 10h e às 14h
Sesc Bom Retiro -
Teatro - Alameda Nothmann, 185 - Campos Elíseos, São Paulo
Ingressos: R$40 (inteira), R$20 (meia-entrada) e R$12 (credencial
plena) – Crianças até 12 anos: grátis.
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre. Recomendado para crianças a partir de 5 anos
Acessibilidade: Libras – dia 13/9.
Vendas online em sescsp.org.br ou presencialmente na bilheteria de qualquer unidade do
Sesc São Paulo
ESTACIONAMENTO DO SESC BOM RETIRO - (Vagas
Limitadas)
O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com deficiência, além de
bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são
cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland,
529.

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