sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Espetáculo infantojuvenil A Bicicleta Que Tinha Bigodes, adaptação da obra do premiado autor angolano Ondjaki, estreia no Sesc Bom Retiro em agosto

 

Crédito: Ariane Artioli

A amizade, a escrita como forma de libertação e a tradição oral são temas do espetáculo infantojuvenil A Bicicleta Que Tinha Bigodes, adaptação da obra do premiado autor angolano Ondjaki. O espetáculo, com direção de Suzana Aragão e dramaturgia de Kiusam Oliveira, tem sua temporada de estreia no Sesc Bom Retiro, de 30 de agosto a 16 de setembro, com sessões aos domingos, às 12h (e apresentações extras no dia 7/9, às 12h, e no dia 16/9, às 10h e às 14h.) 

O trabalho ainda tem direção musical e canções originais de Renato Gama. E, no elenco, estão Andreas Mendes, Conceni Paulina, Mawusi Tulani, João Invenção, Geni Cavalcante e Tenca Silva (stand-in).

A história de Ondjaki apresenta uma infância que vive entre a dureza do cotidiano e a força ancestral da imaginação. Na trama, tudo começa com um anúncio vibrante vindo da Rádio Nossa: o concurso de redação do bairro vai premiar o texto mais bonito e cheio de encantamentos com uma reluzente bicicleta preta, vermelha e amarela.

É a partir desse anúncio que entram em cena os dois amigos e protagonistas da história: Isaura e Ondjaki. Movidos pelo grande sonho de ganhar a bicicleta, eles descobrem que, para vencer o concurso, precisam encarar um desafio ainda maior e responder a uma pergunta fundamental: como se começa uma história?

Nessa busca por ideias, Isaura e Ondjaki mergulham no cotidiano vívido e afetuoso de seu bairro. Entre as sabedorias da Vó — que ouve nos ventos as cantigas e a força dos Guerreiros Nagô —, o carinho rigoroso e as "lições de vida e limonada" da Tia Alice, as memórias cômicas de um sapo poeta atropelado e a figura lendária do Tio Rui (cujo bigode parece espirrar palavras e poesias soltas no ar), os dois amigos descobrem o verdadeiro mistério da escrita.

Guiado pelo sobrevoo encantado do grande bigode do Tio Rui, Ondjaki (com o apoio inseparável de Isaura) aprende que as histórias mais bonitas não são tiradas das caixas dos outros: elas já moram nos ancestrais, no quintal, nos amigos e na coragem de colocar o próprio coração no papel.

Com muita delicadeza, humor e lirismo, a peça articula política e poesia, sonho e realidade, criando uma reflexão sobre a importância da sociedade comunitária, de descobrir a própria identidade e do respeito aos mais velhos e de sua tradição oral.

A encenação conta com trilha cantada ao vivo pelo elenco e une poesia corporal ("Antes do sonho, o corpo...") a cantigas de roda (Guerreiros Nagô), resgatando a oralidade como espaço de cura e preservação da memória.

Um dos pontos altos da montagem é a presença do mítico Bigode do Tio Rui, que flutua no palco e ganha os ares sobrevoando a plateia. Em um diálogo direto com o público, o Bigodão lembra a cada criança e adulto que "todos carregam um mundo dentro de si e só precisam de coragem para escrever".

Outro aspecto interessante de notar é que o espetáculo já começa no primeiro sinal do teatro, acolhendo a plateia com movimentos e sons do mar. E, no terceiro sinal, a penumbra toma conta do palco, revelando a magia de instrumentos musicais iluminados por luz fluorescente e LED.

Ficha técnica

 

Autor da Obra Original: Ondjaki

Direção Artística: Suzana Aragão

Dramaturgia: Kiusam Oliveira

Atuação: Andreas Mendes, Conceni Paulina, Mawusi Tulani, João Invenção e Geni Cavalcante

Stand-in Andreas Mendes: Tenca Silva

Direção Musical e Composições Originais: Renato Gama

Desenho de Luz: Danielle Meireles

Figurino: Thais Dias

Cenário e Adereços: Bira Nogueira

Direção de Palco e Contrarregragem: Giovanna Gonçalves

Cenotécnico: PalhaAssada Atêlie

Técnico de som: Leandro Simões

Técnica de Luz: Stella Politti

Produção Executiva: Taís Cabral

Coordenação de Produção: Geni Cavalcante e Suzana Aragão

Assessoria de Comunicação: Pombo Correio

Mídias Sociais: Keka Jasmin

Design Gráfico e Ilustrações: Saulo Martin

Fotos: Ariane Artioli


Sinopse 

Tudo começa com um anúncio vibrante vindo da Rádio Nossa: o concurso de redação do bairro vai premiar o texto mais bonito e cheio de encantamentos com uma reluzente bicicleta preta, vermelha e amarela!

É a partir desse anúncio que entram em cena os dois amigos e protagonistas da história: Isaura e Ondjaki. Movidos pelo grande sonho de ganhar a bicicleta, eles descobrem que, para vencer o concurso, precisam encarar um desafio ainda maior e responder a uma pergunta fundamental: como se começa uma história?

Nessa busca por ideias, Isaura e Ondjaki mergulham no cotidiano vívido e afetuoso de seu bairro. Entre as sabedorias da Vó — que ouve nos ventos as cantigas e a força dos Guerreiros Nagô —, o carinho rigoroso e as "lições de vida e limonada" da Tia Alice, as memórias cômicas de um sapo poeta atropelado e a figura lendária do Tio Rui (cujo bigode parece espirrar palavras e poesias soltas no ar), os dois amigos descobrem o verdadeiro mistério da escrita.

Guiado pela magia e pelo sobrevoo encantado do grande bigode do Tio Rui, Ondjaki (com o apoio inseparável de Isaura) aprende que as histórias mais bonitas não se tiram das caixas dos outros: elas já moram nos ancestrais, no quintal, nos amigos e na coragem de colocar o próprio coração no papel.

 

 

Serviço 

A Bicicleta Que Tinha Bigodes

Temporada: 30 de agosto a 16 de setembro de 2026

Aos domingos, às 12h

Sessões extras nos dias 7/9, às 12h; e 16/9, às 10h e às 14h

Sesc Bom Retiro - Teatro - Alameda Nothmann, 185 - Campos Elíseos, São Paulo

Ingressos: R$40 (inteira), R$20 (meia-entrada) e R$12 (credencial plena) – Crianças até 12 anos: grátis. 

Duração: 60 minutos

Classificação: Livre. Recomendado para crianças a partir de 5 anos

Acessibilidade: Libras – dia 13/9. 

Vendas online em sescsp.org.br ou presencialmente na bilheteria de qualquer unidade do Sesc São Paulo


ESTACIONAMENTO DO SESC BOM RETIRO - (Vagas Limitadas)
O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com deficiência, além de bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.       

 

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