quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Especialista destaca os benefícios da amamentação para mães e bebês

Embora seja um processo natural, o início da amamentação  costuma
 gerar dúvidas, especialmente entre as mães de primeira viagem
. Foto: Ministério da Saúde/Divulgação
Campanha reforça a importância do aleitamento materno exclusivo até os seis meses


A campanha Agosto Dourado, criada em 1992 pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (WABA), chama a atenção para a importância do aleitamento materno como um dos principais fatores para a saúde infantil. Considerado o alimento mais completo para os bebês, o leite materno deve ser a única fonte de alimentação até os seis meses de vida, conforme recomendam a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde. Apesar dos avanços registrados nas últimas décadas, o Brasil ainda busca ampliar os índices de amamentação exclusiva, que chegaram a 45,8% entre crianças de até seis meses, segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani).



Benefícios da amamentação

Além de fornecer todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê, o leite materno fortalece o sistema imunológico, reduz o risco de infecções respiratórias, diarreias, alergias, obesidade, hipertensão e diabetes, além de favorecer o desenvolvimento cognitivo e o vínculo entre mãe e filho. Para a mulher, a amamentação também traz benefícios importantes, como auxílio na recuperação pós-parto e redução do risco de desenvolver câncer de mama e de ovário.

Segundo Livian Rohrbacher Kozoski, enfermeira e consultora em amamentação no Gestar Bem, programa integrante do Priori, da Paraná Clínicas, o aleitamento representa muito mais do que uma fonte de nutrição. "A amamentação é fundamental para a nutrição do bebê e reconhecida na criação de vínculo entre a mãe e a criança. O leite materno é frequentemente chamado de 'a primeira vacina' do bebê, pois oferece proteção contra diversos tipos de doenças, tanto na infância quanto na vida adulta e os benefícios se estendem também à mãe."

A especialista destaca ainda que, para o bebê, os benefícios vão muito além do fornecimento de nutrientes, impactando diretamente a imunidade, o desenvolvimento físico e neurológico e a saúde ao longo da vida. Já para a mãe, a amamentação favorece a recuperação do pós-parto e contribui para a prevenção de doenças futuras.

Durante o atendimento no programa Gestar Bem, as mães recebem orientações sobre a pega correta do bebê, posição adequada durante as mamadas, livre demanda, sinais de que a amamentação está sendo eficaz e cuidados com as mamas para prevenir complicações, como fissuras e ingurgitamento mamário.

A especialista explica que pequenos ajustes na forma como o bebê é posicionado podem fazer toda a diferença para evitar dor e garantir uma alimentação eficiente. "Uma pega correta reduz o risco de fissuras, melhora a transferência do leite e proporciona mais conforto tanto para a mãe quanto para o bebê. Também orientamos sobre diferentes posições para amamentar, respeitando a realidade e o conforto de cada mulher."



Primeiros dias

Embora seja um processo natural, o início da amamentação costuma gerar dúvidas, especialmente entre as mães de primeira viagem. Uma das principais preocupações é saber se o leite materno é suficiente para alimentar o bebê, insegurança que pode ser reduzida com orientação adequada e acompanhamento profissional.

"A maior dúvida das mães de primeira viagem é se o leite materno é suficiente. Por isso, aprender a identificar se a mamada está sendo efetiva traz mais segurança para essa fase", explica Livian. A profissional ressalta que o começo da amamentação pode ser desafiador, mas que, com as orientações corretas, o processo se torna mais leve, confortável e prazeroso para mãe e bebê. Entre as principais recomendações está observar a pega correta. "O bebê deve ficar com a boca bem aberta, em formato de 'boca de peixinho', com o queixo encostado no seio, o nariz livre para respirar e o corpo bem alinhado, tudo isso sem causar dor à mãe."

Se durante a amamentação o bebê estiver fazendo barulhos, como, por exemplo, sons de estalos, é sinal de que ele pode estar engolindo ar. Em situações como essa, segure o bebê junto ao colo, na posição vertical, para que ele não tenha desconforto e para que a mamãe consiga avaliar se a pega na mama está adequada.


Paraná Clínicas
  

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