quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Agosto lilás: tempo médio de afastamento por violência mais que dobra em 2026, revela levantamento da VR

 Violência contra mulheres impacta diretamente indicadores de saúde e produtividade nas empresas, reforçando a importância de acolhimento estruturado no ambiente corporativo

 

Neste agosto Lilás, campanha de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, a VR, empresa de soluções para trabalhadores e empregadores, revela que os afastamentos do trabalho por agressão contra mulheres somaram 157 casos entre 2023 e julho de 2026, com base nos atestados médicos enviados via SuperApp VR pelos cerca de 4 milhões de trabalhadores da base de clientes da empresa, dos quais 47% são mulheres. Ao todo, foram 558 dias e 4.464 horas, de ausência no trabalho, mas, mais do que o número de casos, o aumento na duração de afastamentos chama a atenção, já que a média chegou a 5,4 dias em 2026, mais que o dobro dos 2,6 dias registrados em 2025.

A relação à evolução dos registros, o número de ocorrências passou de 24 casos em 2023 para 40 em 2024, alcançando 56 em 2025. Em 2026, até julho, já foram contabilizados 37 afastamentos, que correspondem a mais da metade de casos registrados no ano anterior.

Análise das CIDs (Classificação Internacional de Doenças) mostra que 87,9% dos afastamentos estão relacionados a agressões físicas, seguidos por maus-tratos (3,8%), negligência e abandono (3,8%) e agressão sexual por força física (3,8%). O primeiro semestre concentra o maior número de ocorrências, especialmente entre janeiro e maio. Regionalmente, São Paulo concentra 47% dos dias de afastamento registrados, seguido por Paraná (19,5%), Bahia (16,8%), Minas Gerais (11,8%) e Goiás (4,8%).

Os dados acompanham o contexto nacional de aumento das notificações de violência contra a mulher e demonstram que o impacto vai além das estatísticas criminais, alcançando indicadores corporativos. “Os números mostram que a violência contra a mulher também é uma questão de saúde do trabalho. O afastamento não é apenas consequência de um episódio isolado, ele representa impacto emocional, físico e financeiro que chega ao ambiente corporativo. As empresas precisam estar preparadas para acolher e apoiar essas trabalhadoras”, afirma Willian Gil, Diretor-Executivo de Pessoas, Jurídico e Governança Corporativa da VR.

Diante desse cenário, cresce a necessidade de políticas internas de suporte às colaboradoras em situação de vulnerabilidade. Programas estruturados de apoio tornam-se cada vez mais relevantes para empresas que buscam promover bem-estar e responsabilidade social. A VR, por exemplo, oferece aos seus clientes o Programa de Apoio ao Empregado (PAE), que disponibiliza atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana, por meio de equipe multidisciplinar composta por assistentes sociais, psicólogos, advogados, orientadores financeiros e consultores previdenciários. O serviço auxilia trabalhadoras e familiares a lidar com situações de crise, oferecendo acolhimento psicológico, orientação jurídica e suporte financeiro. Além disso, soluções digitais como o SuperApp e o SuperPortal da empresa, para trabalhadores e empregadores respectivamente, permitem acompanhamento estruturado de jornadas e afastamentos, contribuindo para maior visibilidade e gestão responsável desses indicadores pela liderança

 

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