segunda-feira, 10 de agosto de 2026

7 dicas de como amamentar corretamente e tornar o momento mais confortável

 Alguns pequenos ajustes podem ajudar a superar os desafios e proporcionar mais bem-estar para a mãe e o bebê

 

As mães de primeira viagem lidam, além da apreensão natural, com a responsabilidade de cuidar de um recém-nascido e de redobrar a atenção com a própria saúde. Nesse período, muitas dúvidas surgem: como posicionar o bebê para amamentar corretamente? Com que frequência ele deve mamar? Quanto tempo deve durar uma mamada?

A amamentação está entre as principais preocupações do período pós-parto, já que o leite materno é o alimento ideal para o bebê nos primeiros meses de vida. Sempre que possível, recomenda-se que o recém-nascido seja colocado para mamar na primeira hora após o nascimento, favorecendo o contato pele a pele e o início da amamentação. O Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida. Nesse período, não há necessidade de oferecer água, chás, sucos ou outros alimentos ao bebê, salvo situações específicas orientadas por profissionais de saúde. A recomendação é manter a amamentação até os dois anos de idade ou mais, complementada pela alimentação adequada a partir dos seis meses.

Para tornar esse momento mais confortável e favorecer uma boa pega, alguns cuidados podem fazer diferença. A Dra. Ana Claudia, pediatra do dr.consulta, explica a importância da amamentação e dá sete dicas para ajudar mães e bebês nesse processo. Confira:



1. Escolha uma posição confortável

Antes de pensar na posição do bebê, é importante que a mãe esteja confortável. Ombros relaxados, coluna apoiada, sem tensão nos braços. Isso pode ser feito sentada, inclinada ou deitada, não existe uma única posição “correta”, e sim a que funciona melhor para cada mãe e cada momento do dia. Usar uma almofada de amamentação ou apoiar os pés em um banquinho pode ajudar a manter essa postura por mais tempo sem cansaço.



2. Posicione o bebê corretamente

Após garantir que a mãe esteja confortável, é importante ajustar o corpo do bebê, mantendo a cabeça e o tronco alinhados sem torcer o pescoço para alcançar o peito. Na posição de barriga com barriga, o bebê fica de frente para a mãe, com a barriga voltada para o corpo dela e não olhando para o teto, permanecendo bem próximo para facilitar a pega. Os braços do bebê devem ficar livres para que ele consiga abraçar a mama sem ficar enroscado, e a cabeça deve estar sem pressão, com apoio leve na altura do pescoço e ombros, evitando segurá-la com força durante a mamada.



3. Espere os sinais de fome antes de oferecer o peito

A amamentação deve ocorrer em livre demanda, ou seja, sempre que o bebê apresentar sinais de fome. Alguns sinais precoces são abrir a boca, mexer a cabeça procurando a mama, colocar as mãos na boca, fazer movimentos de sucção ou ficar mais agitado. O choro costuma ser um sinal mais tardio de fome. Perceber os sinais iniciais pode facilitar o início da mamada, pois o bebê ainda está mais calmo e tende a realizar a pega com maior facilidade.



4. Aguarde a boca bem aberta antes da pega

Com o bebê posicionado e mostrando interesse, aproxime-o do peito e espere a boca abrir bem, como um bocejo antes de encaixá-lo na mama. Uma pega feita com a boca pouco aberta costuma resultar em dor e em uma mamada menos eficiente.



5. Confira se a pega está correta

Após o bebê pegar o peito, sinais de uma pega adequada incluem mais aréola visível acima da boca do que abaixo, boca bem aberta abocanhando o mamilo e parte da aréola, lábio inferior virado para fora, queixo encostado na mama e cabeça levemente inclinada para trás. Se esses critérios forem atendidos, a mamada costuma ser indolor após os primeiros segundos; dores persistentes durante toda a mamada indicam que é importante reposicionar o bebê e tentar novamente.



6. Amamente com a frequência adequada

Nas primeiras semanas de vida, muitos recém-nascidos mamam 8 vezes ou mais em 24 horas, embora a frequência possa variar de acordo com cada bebê. Não é necessário estabelecer um tempo rígido para cada mamada. O ideal é observar os sinais do bebê e permitir que ele mame até demonstrar que está satisfeito, soltando espontaneamente a mama. A frequência adequada das mamadas é importante para favorecer uma boa ingestão de leite, auxiliar na recuperação do peso após o nascimento e reduzir o risco de ingestão insuficiente, que pode contribuir para desidratação e piora da icterícia em alguns recém-nascidos.



7. Aproveite o contato pele a pele

Sempre que possível, faça o contato pele a pele com o bebê, principalmente logo após o nascimento e nos primeiros dias. Essa prática ajuda a regular a temperatura e o açúcar no sangue do recém-nascido, além de facilitar o início e a continuidade da amamentação.

Quando procurar ajuda

Algumas situações indicam que é importante buscar orientação profissional. Entre elas estão:

  • dor persistente durante as mamadas;
  • fissuras ou sangramento nos mamilos;
  • dificuldade frequente para o bebê realizar a pega;
  • mamadas muito prolongadas ou aparentemente pouco eficazes;
  • bebê muito sonolento ou com dificuldade para despertar para mamar;
  • dúvidas sobre ganho de peso;
  • redução importante do número de mamadas ou de eliminações;
  • insegurança da mãe em relação à quantidade de leite ingerida pelo bebê.

Nessas situações, o pediatra, o obstetra ou um profissional capacitado em aleitamento materno pode avaliar a mãe e o bebê e, principalmente, observar uma mamada, identificando com mais precisão o que pode ser ajustado.

“Amamentar é um processo de aprendizado para a mãe e para o bebê. Nem sempre tudo acontece de forma intuitiva ou fácil desde o primeiro dia. Observar os sinais do bebê, ajustar a posição e a pega e procurar ajuda quando necessário pode tornar esse momento mais tranquilo e prazeroso para os dois”,* conclui a Dra. Ana Claudia.

 

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