quarta-feira, 1 de julho de 2026

Uso de IA eleva produtividade no desenvolvimento de software em 35%

Dados da Softtek revelam como engenharia assistida por IA acelera a modernização de aplicações e gera ganhos mensuráveis de eficiência 

 

A aceleração dos investimentos em Inteligência Artificial Generativa (GenAI) e automação esbarra na dependência de sistemas legados, um desafio estrutural complexo dentro das grandes organizações. À medida que o mercado corporativo avança em sua agenda de inovação digital, operar sobre arquiteturas antigas e aplicações monolíticas tem se tornado um dos principais obstáculos à evolução tecnológica sustentável.

 

De acordo com especialistas da Softtek, multinacional líder no setor de TI na América Latina, a presença de regras de negócio dispersas, a falta de documentação e o alto acoplamento de códigos antigos exigem uma mudança profunda na forma como as empresas encaram a transformação de seus ambientes tecnológicos.

 

A transição para modelos baseados em Engenharia Assistida por IA e no conceito de AI First tem gerado ganhos expressivos e mensuráveis de eficiência operacional. Esse impacto já pode ser observado em monitoramentos estatísticos realizados pela Softtek, que apontam um aumento médio consolidado de 35% na produtividade das frentes de engenharia.

 

Ao analisar as tarefas específicas de backlog, o impacto se mostra ainda mais significativo, com cerca de 56% das atividades monitoradas registrando ganhos de produtividade entre 40% e 80%. Além disso, 95% das operações de TI apresentam algum nível de melhoria prática.

 

Ao contrário do ciclo anterior de transformação digital, marcado por grandes projetos de migração para ambientes cloud, a conversa atual gira em torno da modernização contínua e incremental das aplicações. Embora a infraestrutura em nuvem permaneça um pilar fundamental, ela agora recebe o reforço estratégico dos agentes de IA.

 

Essa abordagem permite que as empresas realizem adequações graduais no ciclo de vida de seus produtos e experimentem novas tecnologias em períodos mais curtos, capturando inovação de forma ágil, sem a necessidade de reestruturações completas, disruptivas e de alto risco para operações críticas.


 

Modernização gradual de aplicações

 

Apesar dos avanços proporcionados pela IA, muitas organizações ainda precisam lidar com aplicações críticas construídas sobre arquiteturas legadas. Nesses cenários, a modernização exige abordagens que conciliem inovação e continuidade operacional.

 

"Estratégias como o Strangler Pattern permitem modernizar sistemas de forma gradual, sem comprometer operações críticas, enquanto a IA acelera atividades como migração de aplicações, documentação técnica e redução da complexidade de código, reduzindo processos que antes levavam horas para poucos minutos", explica Eduardo Augusto Ferreira D’Avo, Practice Manager de Application Development da Softtek.


 

Engenharia Assistida e impacto real em produtividade

 

É justamente nesse contexto que a Engenharia Assistida por IA ganha protagonismo, acelerando processos tradicionalmente demorados e reduzindo barreiras operacionais.

 

A tecnologia está transformando a própria essência do desenvolvimento de software e atua de duas maneiras complementares. A primeira é como um acelerador das etapas tradicionais, otimizando a escrita de histórias de usuários, a criação de protótipos visuais e funcionais, a codificação, a execução de testes automatizados e a publicação das soluções. Já a segunda representa uma quebra de paradigma para a indústria, o chamado Spec-Driven Development (SDD – Desenvolvimento Guiado por Engenharia de Especificação).

 

"Mais do que ferramentas isoladas, o que acelera o mercado hoje é uma nova engenharia assistida por IA. Estamos vivenciando a era do Vibe Coding, em que descrevemos requisitos de negócio em linguagem natural e a tecnologia gera o código correspondente, permitindo, por exemplo, reduzir o tempo de busca e resolução de erros complexos de dias para poucas horas", destaca D’Avo.

 

Nesse cenário, o SDD estrutura especificações rigorosas desenhadas para serem executadas por agentes digitais, garantindo maior rastreabilidade, qualidade e consistência ao longo do processo. No modelo AI First, a IA deixa de ser apenas uma ferramenta de apoio e passa a integrar a arquitetura, os processos e até mesmo as equipes de desenvolvimento por meio de agentes especializados.


 

Resposta de ponta a ponta

 

Para viabilizar essa nova era, a Softtek oferece uma abordagem integrada baseada em duas plataformas proprietárias e complementares: FRIDA e SALMA. Enquanto a plataforma FRIDA apoia a aceleração da construção e modernização de software, com ferramentas que atuam desde a ideação e o design de telas até os testes automatizados, a SALMA (Suite for Agent Lifecycle Management and Automation) entra em cena para orquestrar e gerenciar o ciclo de vida dos agentes de IA em nível corporativo.

 

"Essa combinação garante governança, segurança e mitigação de riscos, assegurando que os times de tecnologia consigam acelerar a modernização de aplicações e direcionem seus esforços para iniciativas que realmente gerem valor estratégico e inovação contínua para o negócio", conclui D’Avo.

 

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