É aquela velha história: durante muito tempo, a área de TI foi vista como uma frente de suporte, responsável apenas por resolver problemas. No entanto, hoje, cada vez mais, essa linha de pensamento tem sido deixada de lado, uma vez que a vertical tem ocupado um papel que vai além de instalar sistemas. Ela participa ativamente na criação de novos produtos e soluções, estando vinculada diretamente aos resultados conquistados pela empresa e sendo protagonista em tomadas de decisões em tempo real.
Sabemos
que falar sobre tecnologia pode parecer um tema “repetido”, afinal, ela já faz
parte do nosso dia a dia. Contudo, quando se trata do ambiente corporativo,
presenciamos um cenário dominado pelo uso de Inteligência Artificial e
automações, que criam a ideia errônea de que, ao utilizarem esses recursos, as
empresas já atingiram a tão falada “maturidade digital”.
Um
exemplo disso pode ser visto com a ascensão do Cloud Computing. De acordo com
dados do Gartner, até o final de 2027, projeta-se que 90% das organizações já
tenham adotado soluções em nuvem. Ainda, segundo o Statista, o volume desse
mercado deve atingir 1 trilhão de dólares até 2028.
Embora
esse crescimento de organizações migrando para a nuvem e digitalizando suas
operações seja um excelente indicativo, é fundamental reforçar que esse é
apenas o primeiro degrau rumo à maturidade digital. Ela só é, de fato,
alcançada quando o dado é transformado em decisão. Ou seja, o que diferencia uma
empresa que apenas sobrevive digitalmente daquela que já atingiu um nível
satisfatório é a capacidade de atribuir inteligência aos processos, antecipar
demandas e sanar gargalos.
Vivemos
uma era marcada pela agilidade. O que é tendência hoje, amanhã já não é mais.
Diante dessa realidade marcada pelo imediatismo, ter um ecossistema de negócios
eficiente deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade. E é aqui
que a integração de sistemas ganha ainda mais relevância.
Não
adianta buscar por fórmulas mágicas e/ou soluções inovadoras se o básico não é
feito: manter a fluidez das informações. Com a velocidade do mercado, levar
dias para emitir relatórios ou ter acesso a dados é sinônimo de ineficiência e
prejuízo na certa. Afinal, o mercado oferece sistemas de gestão robustos que,
quando implementados de acordo com o desenho e as características do negócio,
ampliam o poder de decisão, uma vez que entregam registros confiáveis e,
sobretudo, agilidade.
Falar
sobre esses benefícios, certamente, brilha os olhos. Até porque, atire a
primeira pedra quem não busca ter esses ganhos na gestão. Entretanto, para
alcançá-los, é preciso mudar; e toda mudança dói. Estamos falando de deixar de
lado hábitos antigos e passar a executar ações de acordo com o contexto atual
do negócio. É, justamente por terem esse receio, que muitos líderes optam por
manter os processos da mesma forma.
Em
suma, todo projeto de tecnologia é um investimento, mas, quando realizado sem
planejamento e sem a consciência de que transformações serão feitas, ele se
torna um custo. Na prática, a governança é o fio condutor da consolidação de um
novo ecossistema de negócios, uma vez que reforça a importância de manter um
acompanhamento e estabelecer métricas que permitam observar o passado, o presente
e como a empresa está caminhando rumo ao futuro.
A
transição de cultura é o que ajuda a moldar a resiliência da organização frente
a contextos de alta complexidade, considerando que essa característica nasce da
habilidade de orientar, prever e reagir de forma assertiva. Contudo, essa
transformação não acontece do dia para a noite, já que estamos falando de uma
nova forma de executar tarefas. Quanto a isso, ter o apoio de uma consultoria
especializada segue sendo um fator primordial para apoiar os usuários e,
principalmente, guiá-los para o melhor caminho a ser seguido.
Como
mencionamos, a tecnologia tem se tornado cada vez mais intrínseca no ambiente
empresarial. Hoje, não é mais a falta de opções de recursos no mercado que é um
problema, mas a ausência da compreensão de que os sistemas não devem operar de
forma isolada, mas conectados para conseguirem extrair valor. Afinal, a escolha
não deve ser feita entre sobreviver ou ser ágil, mas em encontrar formas de
atingir e aplicar a maturidade digital.
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