terça-feira, 21 de julho de 2026

Sobrevivência ou agilidade: como alcançar a maturidade digital nos negócios?

É aquela velha história: durante muito tempo, a área de TI foi vista como uma frente de suporte, responsável apenas por resolver problemas. No entanto, hoje, cada vez mais, essa linha de pensamento tem sido deixada de lado, uma vez que a vertical tem ocupado um papel que vai além de instalar sistemas. Ela participa ativamente na criação de novos produtos e soluções, estando vinculada diretamente aos resultados conquistados pela empresa e sendo protagonista em tomadas de decisões em tempo real. 

Sabemos que falar sobre tecnologia pode parecer um tema “repetido”, afinal, ela já faz parte do nosso dia a dia. Contudo, quando se trata do ambiente corporativo, presenciamos um cenário dominado pelo uso de Inteligência Artificial e automações, que criam a ideia errônea de que, ao utilizarem esses recursos, as empresas já atingiram a tão falada “maturidade digital”. 

Um exemplo disso pode ser visto com a ascensão do Cloud Computing. De acordo com dados do Gartner, até o final de 2027, projeta-se que 90% das organizações já tenham adotado soluções em nuvem. Ainda, segundo o Statista, o volume desse mercado deve atingir 1 trilhão de dólares até 2028. 

Embora esse crescimento de organizações migrando para a nuvem e digitalizando suas operações seja um excelente indicativo, é fundamental reforçar que esse é apenas o primeiro degrau rumo à maturidade digital. Ela só é, de fato, alcançada quando o dado é transformado em decisão. Ou seja, o que diferencia uma empresa que apenas sobrevive digitalmente daquela que já atingiu um nível satisfatório é a capacidade de atribuir inteligência aos processos, antecipar demandas e sanar gargalos. 

Vivemos uma era marcada pela agilidade. O que é tendência hoje, amanhã já não é mais. Diante dessa realidade marcada pelo imediatismo, ter um ecossistema de negócios eficiente deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade. E é aqui que a integração de sistemas ganha ainda mais relevância. 

Não adianta buscar por fórmulas mágicas e/ou soluções inovadoras se o básico não é feito: manter a fluidez das informações. Com a velocidade do mercado, levar dias para emitir relatórios ou ter acesso a dados é sinônimo de ineficiência e prejuízo na certa. Afinal, o mercado oferece sistemas de gestão robustos que, quando implementados de acordo com o desenho e as características do negócio, ampliam o poder de decisão, uma vez que entregam registros confiáveis e, sobretudo, agilidade. 

Falar sobre esses benefícios, certamente, brilha os olhos. Até porque, atire a primeira pedra quem não busca ter esses ganhos na gestão. Entretanto, para alcançá-los, é preciso mudar; e toda mudança dói. Estamos falando de deixar de lado hábitos antigos e passar a executar ações de acordo com o contexto atual do negócio. É, justamente por terem esse receio, que muitos líderes optam por manter os processos da mesma forma. 

Em suma, todo projeto de tecnologia é um investimento, mas, quando realizado sem planejamento e sem a consciência de que transformações serão feitas, ele se torna um custo. Na prática, a governança é o fio condutor da consolidação de um novo ecossistema de negócios, uma vez que reforça a importância de manter um acompanhamento e estabelecer métricas que permitam observar o passado, o presente e como a empresa está caminhando rumo ao futuro. 

A transição de cultura é o que ajuda a moldar a resiliência da organização frente a contextos de alta complexidade, considerando que essa característica nasce da habilidade de orientar, prever e reagir de forma assertiva. Contudo, essa transformação não acontece do dia para a noite, já que estamos falando de uma nova forma de executar tarefas. Quanto a isso, ter o apoio de uma consultoria especializada segue sendo um fator primordial para apoiar os usuários e, principalmente, guiá-los para o melhor caminho a ser seguido. 

Como mencionamos, a tecnologia tem se tornado cada vez mais intrínseca no ambiente empresarial. Hoje, não é mais a falta de opções de recursos no mercado que é um problema, mas a ausência da compreensão de que os sistemas não devem operar de forma isolada, mas conectados para conseguirem extrair valor. Afinal, a escolha não deve ser feita entre sobreviver ou ser ágil, mas em encontrar formas de atingir e aplicar a maturidade digital. 

 

Regina Francisco - consultora de implementação na ABC71.


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