quarta-feira, 1 de julho de 2026

Pubalgia ligada ao quadril afeta até 19% dos jogadores de futebol e pode exigir tratamento especializad

Médico ortopedista e cirurgião especialista em cirurgia de quadril, Dr. Thiago Fuchs alerta para a relação entre a pubalgia e alterações articulares do quadril que podem comprometer o desempenho esportivo e a qualidade de vida

 

A pubalgia é considerada uma das principais causas de dor crônica na virilha entre atletas. Estudos internacionais apontam que sua prevalência varia entre 4% e 19% em jogadores profissionais de futebol, dependendo da modalidade e do nível de competição. Além disso, pesquisas mostram que grande parte desses casos pode estar relacionada a alterações mecânicas do quadril, tornando o diagnóstico preciso fundamental para o sucesso do tratamento. 

O alerta é do médico ortopedista e cirurgião especialista em quadril, Dr. Thiago Fuchs, que observa um aumento na procura por atendimento de pacientes com dores persistentes na virilha, púbis e quadril. 

Segundo o especialista, muitas pessoas passam meses ou até anos tratando apenas a musculatura da região sem identificar corretamente a verdadeira origem do problema. 

“Hoje sabemos que uma parcela importante dos casos de pubalgia está associada a alterações do quadril, especialmente o impacto femoroacetabular. Quando existe essa alteração mecânica, o organismo passa a compensar os movimentos, gerando sobrecarga nas estruturas da pelve, da virilha e da musculatura adutora e do reto abdominal”, explica Dr. Thiago Fuchs. 

A relação entre pubalgia e alterações do quadril tem sido cada vez mais documentada pela literatura científica. Um estudo com atletas portadores de dor púbica identificou sinais de impacto femoroacetabular em até 86% dos pacientes avaliados, demonstrando a forte conexão entre as duas condições. 

Uma revisão científica publicada na revista Frontiers in Surgery mostrou que muitos atletas com pubalgia também apresentam alterações no quadril, especialmente o impacto femoroacetabular. Segundo os pesquisadores, quando o quadril perde parte de sua mobilidade, a região da virilha e do púbis passa a receber uma sobrecarga maior durante corridas, chutes e mudanças de direção, favorecendo o aparecimento da dor.

 

55% dos atletas apresentam dor na região do quadril ou virilha 

Outro levantamento epidemiológico recente apontou que aproximadamente 55% dos atletas apresentam algum episódio de dor na região do quadril ou da virilha ao longo de um ano, evidenciando a relevância do problema para a medicina esportiva. 

Além dos atletas profissionais, corredores, praticantes de beach tennis, tênis, artes marciais, cross training e esportes de quadra também figuram entre os grupos mais acometidos. Os sintomas geralmente começam de forma discreta, manifestando-se após treinos intensos, mas podem evoluir para dor durante corridas, mudanças de direção, chutes, saltos e até mesmo durante atividades cotidianas. 

Quando o diagnóstico é realizado precocemente, o tratamento normalmente inclui fisioterapia especializada, fortalecimento muscular, exercícios de mobilidade e correção dos movimentos que provocam sobrecarga. Nos casos em que existe uma alteração estrutural do quadril, pode ser necessária uma abordagem cirúrgica. 

A artroscopia do quadril, procedimento minimamente invasivo realizado por pequenas incisões, apresenta taxas de retorno ao esporte de aproximadamente 90%. Além do alívio da dor, os pacientes costumam recuperar movimentos, desempenho físico e qualidade de vida. 

Os resultados são bastante positivos. Estudos mostram que a maioria dos atletas consegue retornar ao esporte após a correção das alterações do quadril. A melhora da mobilidade da articulação reduz a sobrecarga na região do púbis e contribui para o desaparecimento da dor. 

“A dor na virilha não deve ser considerada normal, principalmente quando persiste por semanas ou meses. Quanto mais cedo identificamos a causa, maiores são as chances de evitar a progressão da lesão, preservar a articulação do quadril e devolver ao paciente uma vida ativa e sem limitações”, afirma Dr. Thiago Fuchs. 

Para prevenir o problema, Dr. Thiago Fuchs recomenda fortalecimento adequado da musculatura do CORE e do quadril, treinamento de mobilidade, correção de desequilíbrios musculares e avaliação especializada sempre que houver dor persistente na região da virilha ou do quadril. 

“Hoje dispomos de recursos diagnósticos avançados e tratamentos altamente eficazes. O mais importante é não normalizar a dor e procurar ajuda especializada o quanto antes”, conclui. 

 

Dr. Thiago Fuchs - médico ortopedista e cirurgião do joelho e do quadril, com atuação no diagnóstico e tratamento de lesões esportivas, pubalgia, impacto femoroacetabular, artroscopia e artroplastia do quadril. Atua no atendimento de atletas e pacientes que buscam recuperar mobilidade, eliminar a dor e retornar às suas atividades com segurança e qualidade de vida.


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