Levantamento nacional do IFEPEC/Febrafar revela que 21% dos consumidores utilizam plataformas de IA para pesquisar sobre suplementação e aponta mudanças na forma como os brasileiros buscam informações sobre saúde
A Inteligência
Artificial está conquistando espaço na rotina dos brasileiros quando o assunto
é saúde. Pesquisa inédita realizada pelo IFEPEC (Instituto Febrafar de Pesquisa
e Educação Corporativa) revela que 21% dos consumidores já utilizam plataformas
de Inteligência Artificial para buscar informações sobre suplementos
alimentares, evidenciando uma transformação na jornada de acesso ao
conhecimento sobre esses produtos.
O estudo,
realizado com 1.200 consumidores em todas as regiões do país, mostra que os
mecanismos de busca, como o Google, seguem sendo a principal fonte de consulta
(36%), seguidos pelo YouTube (25%). Na sequência aparecem as plataformas de
Inteligência Artificial (21%), médicos (19%), nutricionistas (11%), Instagram
(6%), educadores físicos (5%) e amigos ou colegas (3%).
Os resultados
demonstram que os consumidores passaram a recorrer a diferentes canais antes de
tomar decisões relacionadas à saúde, combinando fontes digitais, profissionais
especializados e experiências pessoais para ampliar seu acesso à informação.
A pesquisa também
identificou que a Inteligência Artificial já faz parte da rotina dos próprios
profissionais da saúde. Médicos, nutricionistas, farmacêuticos e biomédicos entrevistados
afirmaram utilizar plataformas de IA como ferramenta complementar para
atualização técnica, esclarecimento de dúvidas e consulta de informações
científicas, sempre associadas à literatura especializada, diretrizes clínicas
e evidências baseadas em ciência.
Para o presidente
da Febrafar e da Farmarcas, Edison Tamascia, a pesquisa revela uma mudança
importante na forma como a população se relaciona com as informações sobre
saúde. "A Inteligência Artificial já passou a fazer parte da jornada de informação
do consumidor. Isso mostra que as pessoas estão cada vez mais interessadas em
compreender os produtos que utilizam e procuram diferentes fontes antes de
tomar decisões relacionadas à própria saúde. É um movimento natural da
transformação digital que também alcança o setor farmacêutico."
Segundo Tamascia,
a expansão dessas ferramentas amplia o acesso ao conhecimento, mas reforça a
importância da informação de qualidade. "A tecnologia tem um enorme
potencial para democratizar o acesso à informação, mas ela deve ser utilizada
com responsabilidade. Quando falamos de saúde, a Inteligência Artificial
precisa funcionar como um instrumento de apoio. A avaliação clínica, a
recomendação individualizada e a orientação dos profissionais da saúde
continuam sendo fundamentais para garantir segurança e o uso adequado dos
suplementos."
Consumidor
busca qualidade e orientação
O levantamento
mostra que o crescimento do interesse por informações acompanha um mercado cada
vez mais consolidado. Atualmente, 44% dos consumidores afirmam utilizar
suplementos alimentares diariamente e outros 21% quase todos os dias. Além
disso, 82% pretendem continuar consumindo esses produtos nos próximos seis
meses.
As principais
motivações para a suplementação vão além da prática esportiva. Entre elas estão
aumentar energia e disposição (31%), complementar a alimentação (29%), melhorar
a saúde geral (27%), retardar o envelhecimento (25%), melhorar o desempenho
físico (24%) e corrigir deficiências nutricionais (21%).
Na hora da
escolha, a qualidade aparece como principal critério para 32% dos
entrevistados, seguida pela marca ou fabricante (25%) e pela composição dos
ingredientes (22%). Esse comportamento também se reflete na decisão de compra:
78,6% afirmam que não adquiririam um suplemento de menor preço caso ele não
apresentasse os atributos considerados essenciais.
Orientação
profissional continua decisiva
Embora os
consumidores ampliem suas fontes de informação, a pesquisa demonstra que a
decisão de consumir suplementos permanece fortemente associada à orientação de
profissionais da saúde. Entre os entrevistados, 29% afirmam que a recomendação
médica foi a principal influência para iniciar o consumo de suplementos,
seguida pelos nutricionistas (17%), pesquisas na internet (13%), familiares
(11%), farmacêuticos (8%), amigos (7%), educadores físicos (6%) e
influenciadores digitais (4%).
Para Edison
Tamascia, esse resultado mostra que tecnologia e orientação profissional
exercem papéis complementares. "O consumidor está mais informado e mais
participativo na busca por conhecimento. Ao mesmo tempo, continua reconhecendo
a importância dos profissionais da saúde na decisão sobre o uso dos
suplementos. Essa combinação entre acesso à informação e orientação qualificada
fortalece toda a cadeia da saúde e amplia a responsabilidade da indústria, do
varejo farmacêutico e dos prescritores em oferecer conteúdos confiáveis e
baseados em evidências."
Farmácias
lideram as compras
O estudo também
reforça o protagonismo do varejo farmacêutico na categoria. As farmácias e
drogarias concentram 48% das compras de suplementos alimentares no Brasil,
mantendo-se como o principal canal de aquisição desses produtos. Em seguida
aparecem marketplaces e e-commerce (24%), supermercados (15%), lojas
especializadas (8%) e outros canais (5%).
Sobre a
pesquisa
A Pesquisa
Nacional sobre Suplementos Alimentares 2026 foi realizada pelo IFEPEC
(Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa) durante o segundo
trimestre de 2026. O estudo ouviu presencialmente 1.200 consumidores com mais
de 18 anos que utilizam atualmente ou utilizaram suplementos alimentares nos
últimos 12 meses e 1.068 profissionais da saúde, entre médicos, nutricionistas,
farmacêuticos e biomédicos que prescrevem ou recomendam suplementos
alimentares. As duas amostras possuem nível de confiança de 95% e margem de
erro de 3%.
Os interessados podem acessar gratuitamente a pesquisa completa pelo portal do
IFEPEC: Pesquisa Suplementos Alimentares 2026.
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