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O que a Ciência das Emoções descobriu sobre os relacionamentos pode transformar a maneira como entendemos e construímos os vínculos ao longo da vida
O amor é o elo que une as relações humanas. Ele
inspira poesias, roteiros e canções. Está presente em todas as culturas e
tradições, desde o nascimento até o último suspiro. E, ainda assim, não é
compreendido em sua totalidade.
No livro Amor 2.0 – A ciência a favor dos relacionamentos, a cientista e
psicóloga Bárbara Fredrickson, que coordena há várias décadas o Laboratório de
Emoções Positivas e Psicofisiologia da Universidade da Carolina do Norte em
Chapel Hill (UNC-Chapel Hill), apresenta, a partir de suas pesquisas, uma visão
inovadora do amor enquanto emoção positiva.
Nessa perspectiva, o amor não é exclusivo,
duradouro nem incondicional. Para alguns, essa visão pode incomodar. Para
outros, libertar. A autora nos convida a uma abertura para compreender o amor
sob uma nova ótica. Vamos?
O amor não é exclusivo: sentimos amor por nossos filhos, parceiros, pais, avós, netos, amigos,
animais, plantas, por Deus ou mesmo por todo o universo. Portanto, a
exclusividade não se aplica à biologia do amor. Nosso corpo foi feito para amar
em larga escala. Cada vez que o amor está presente, a sensação de bem-estar é
imediata. Porém, não dura.
O amor não é duradouro: costumamos acreditar que o amor é constante. Se olharmos as relações
duradouras no sentido mais amplo, vamos perceber que o amor é, sem dúvida, a
cola que mantém as pessoas unidas ao longo das décadas. Porém, o amor, enquanto
emoção, dura minutos ou segundos. A percepção do amor duradouro nasce da
convivência com pessoas próximas. A frequência desses micromomentos fortalece a
intimidade e os vínculos. No entanto, como aponta Bárbara, as emoções não
foram feitas para durar. A boa notícia é que o amor é renovável: uma
experiência momentânea que pode ser vivida muitas vezes ao longo do dia. Com
conhecimento, autoconsciência, prática e condições favoráveis, é possível
cultivá-lo com frequência.
O amor não é incondicional: já que o amor surge a partir de condições propícias, ele não pode ser
incondicional. Uma das bases essenciais ao surgimento dessa emoção é a
segurança. Mesmo quando existe um vínculo profundo, a experiência emocional do
amor depende de certas condições. Em ambientes tensos ou hostis, o amor não faz
morada. Dificilmente sentimos amor quando estamos com medo, raiva, em conflito
ou quando nos sentimos incompreendidos. E esses momentos acontecem também com
quem experimentamos grande afeto. Nesse sentido, é fácil compreender que sentir
amor é algo influenciado pelo ambiente, pela qualidade das relações, pela nossa
bioquímica e fisiologia.
Qual a vantagem de saber tudo
isso? Não nos ensinaram a compreender o amor dessa
forma. Mas nunca é tarde para aprender. Em cada amanhecer existe a oportunidade
de criar micromomentos de amor. E quanto mais os cultivamos, mais o amor deixa
de ser uma rara exceção para se tornar uma prática cotidiana.
Se compreendermos que o amor é uma emoção
extremamente benéfica e transformadora, que pode ser cultivada diariamente em
micromomentos de conexão com pessoas queridas ou desconhecidas, a vida pode
mudar significativamente.
Eu experimentei e me surpreendi com os resultados.
E convido você a experimentar!

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