Doenças costumam evoluir de forma
silenciosa e podem permanecer décadas sem sintomas. Exames laboratoriais são
fundamentais para identificar a infecção precocemente e evitar complicações
graves.
As hepatites virais continuam sendo um importante desafio de saúde
pública no Brasil e no mundo. Apesar de existirem exames capazes de identificar
a infecção de forma simples e acessível, milhares de pessoas convivem com o
vírus durante anos sem saber. Como, na maioria dos casos, a doença evolui de
maneira silenciosa, o diagnóstico costuma acontecer apenas quando já existem
complicações no fígado, como cirrose ou câncer hepático.
Durante o Julho Amarelo, campanha nacional dedicada à
conscientização sobre as hepatites virais, especialistas reforçam que a
realização de exames laboratoriais é a principal estratégia para interromper
essa trajetória silenciosa e ampliar as chances de tratamento e cura.
"A ausência de sintomas faz com que muitas
pessoas não procurem atendimento médico e só descubram a infecção em exames de
rotina ou durante a investigação de alterações nas funções do fígado. Esse é um
dos principais motivos pelos quais o diagnóstico laboratorial tem papel tão
importante no enfrentamento das hepatites virais", explica Maria Gabriela
de Lucca, médica patologista do DB Diagnóstico.
De acordo com o Ministério da Saúde, as hepatites B e C respondem
pela maior parte dos casos de hepatite crônica no país. A infecção pode
permanecer assintomática por décadas, enquanto provoca inflamação progressiva
no fígado. Quando surgem sintomas como cansaço persistente, pele e olhos
amarelados, dor abdominal ou urina escura, muitas vezes a doença já apresenta
comprometimento significativo do órgão.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 304 milhões
de pessoas vivem com hepatite B ou C crônica no mundo. Apesar disso, a maioria
desconhece a própria condição. Estima-se que apenas uma parcela dos infectados
tenha recebido diagnóstico, o que dificulta o início do tratamento e favorece a
transmissão dos vírus.
As hepatites virais são causadas por diferentes vírus e apresentam
formas distintas de transmissão. A hepatite A está relacionada principalmente
ao consumo de água e alimentos contaminados. Já as hepatites B e C podem ser
transmitidas por contato com sangue contaminado, compartilhamento de objetos
perfurocortantes, relações sexuais desprotegidas e, em alguns casos, da mãe
para o bebê durante a gestação ou o parto.
O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais
específicos, capazes de identificar tanto a presença do vírus quanto a resposta
imunológica do organismo. Em situações confirmadas, exames complementares
também ajudam a avaliar o grau de comprometimento do fígado e acompanhar a
resposta ao tratamento.
"O laboratório é uma peça fundamental na jornada do paciente.
A confirmação da infecção, a diferenciação entre infecção ativa e contato
prévio com o vírus, além do monitoramento da carga viral e da função hepática,
fornecem informações essenciais para que o médico defina a melhor estratégia
terapêutica", destaca a especialista.
Além do diagnóstico precoce, a prevenção continua sendo um dos
pilares no combate às hepatites. A vacinação contra a hepatite B está
disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), assim como medidas de
segurança envolvendo materiais perfurocortantes, testagem de sangue, uso de
preservativos e adoção de boas práticas de higiene.
DB Diagnósticos
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