quinta-feira, 2 de julho de 2026

Gravidez após os 40: cuidados e possibilidades para uma maternidade saudável

A gravidez após os 40 é uma realidade cada vez mais presente, e figuras públicas como Gisele Bündchen, Sabrina Sato e Anne Hathaway mostram que é possível ser mãe nessa fase da vida. Especialistas orientam sobre cuidados e alternativas para quem deseja vivenciar a maternidade com segurança e saúde
 

Recentemente, as gestações de Sabrina Sato, Anne Hathaway, Gisele Bündchen, Mariana Rios, trouxeram à tona o tema da gravidez após os 40 anos, uma possibilidade que tem se tornado mais frequente para muitas mulheres. Esse cenário, além de inspirador, exige atenção especial e um acompanhamento médico cuidadoso para que o processo seja seguro e saudável.

Embora a gravidez natural seja possível nessa faixa etária, especialistas em reprodução humana reforçam que a partir dos 40, os cuidados com a saúde da mulher e a avaliação médica criteriosa são essenciais.

Dra. Graziela Canheo, ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana da La Vita Clinic explica que com o avanço da idade ocorre uma redução natural no número e na qualidade dos óvulos, o que impacta tanto as chances de gravidez quanto os riscos de complicações. “Aos 40, engravidar naturalmente ainda é possível, mas é importante que a mulher e o casal façam um check-up completo, que identifique possíveis fatores que possam impactar a fertilidade e a saúde da gestação”, destaca. Exames como avaliação das trompas, ultrassom e dosagem hormonal, além de um controle de condições de saúde como hipertensão e diabetes, ajudam a assegurar uma gestação mais tranquila e monitorada.

Para aquelas que desejam adiar a maternidade, o congelamento de óvulos tem se mostrado uma alternativa valiosa. Como explica a Dra. Paula Fettback, ginecologista especialista em reprodução humana pela FEBRASGO, a técnica permite que a mulher preserve óvulos mais jovens, aumentando as chances de uma gravidez segura no futuro e reduzindo os riscos de alterações cromossômicas. "O congelamento de óvulos, quando realizado antes dos 40, funciona como um seguro para as mulheres que, por diversas razões, preferem postergar a maternidade", comenta Fettback.

Os avanços da medicina reprodutiva também têm oferecido alternativas que beneficiam as mulheres que desejam engravidar após os 40. A análise cromossômica embrionária e o cultivo embrionário com tecnologia timelapse, por exemplo, ajudam a identificar embriões viáveis e com maior potencial de implantação, o que aumenta as taxas de sucesso em tratamentos como a fertilização in vitro (FIV). “Embora não possamos aumentar a quantidade de óvulos, essas tecnologias oferecem maior segurança e viabilidade ao processo de gravidez assistida”, explica Dra. Graziela.

Para muitas mulheres, a maternidade após os 40 é uma escolha que envolve segurança financeira, estabilidade emocional e um planejamento mais detalhado, mas que também requer cuidados adicionais com o estilo de vida.

Alimentação balanceada, prática regular de atividades físicas e cuidados com a saúde mental são considerados essenciais por especialistas para assegurar uma gravidez tranquila. "A saúde da mãe e do bebê está diretamente relacionada a esses cuidados, e a escolha de profissionais capacitados faz toda a diferença no acompanhamento”, complementa a Dra. Paula Fettback.

A gravidez após os 40, que antes era exceção, torna-se cada vez mais viável graças ao apoio da medicina e dos avanços reprodutivos.

 

Dra. Paula Fettback - CRM 117477 SP - CRM 33084 PR . Possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina - UEL (2004). Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP- 2007). Atua em Ginecologia e Obstetrícia com ênfase em Reprodução Humana. Estágio em Reprodução Humana na Universidade de Michigan - USA. Médica colaboradora do Centro de Reprodução Humana Mário Covas do HC-FMUSP (2016). Doutora em Ciências Médicas pela Disciplina de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM - 2016). Médica da Clínica MAE São Paulo – SP. Título de Especialista em Reprodução Assistida Certificada pela Febrasgo (2020)

 

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