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| O reflexo direto dessa mudança comportamental redesenhou o mapa dos destinos favoritos dos brasileiros Envato |
Dados inéditos da
Pesquisa Selo Belta 2026 confirmam o crescimento da "economia
prateada" na educação internacional em busca de segurança, imersão
cultural e cursos sob medida
O perfil do intercambista brasileiro está passando
por uma transformação profunda e madura. Longe de ser um projeto exclusivo para
adolescentes ou jovens em início de carreira, estudar no exterior virou o novo
plano de vida da Geração 50+. De acordo com a Pesquisa Nacional Selo Belta
2026, lançada pela Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio, o público
com mais de 50 anos consolidou sua participação no mercado, transformando o
setor em uma plataforma de desenvolvimento pessoal, reinvenção e vivência
cultural em fases mais maduras da vida.
O reflexo direto dessa mudança comportamental
redesenhou o mapa dos destinos favoritos dos brasileiros. Malta, arquipélago
europeu localizado no Mar Mediterrâneo, saltou no ranking e conquistou a 5ª
posição geral entre os países mais procurados. O destino se tornou o queridinho
dos brasileiros mais maduros por reunir características geográficas e
estruturas únicas. Além de ser um país cercado por águas cristalinas, Malta se
destaca pela segurança, custo de vida atraente e um clima mediterrâneo
ensolarado, ideal para quem quer fugir dos invernos rigorosos do hemisfério
norte.
O arquipélago também respira história, suas cidades
amuralhadas, templos megalíticos e a arquitetura barroca da capital, Valletta,
transformam o caminho até a escola de idiomas em uma verdadeira imersão
cultural e histórica.
Para Alexandre Argenta, presidente da Belta, o
avanço de Malta e o crescimento da faixa 50+ estão intimamente conectados. “O
intercambista com mais de 50 anos não busca o mesmo que um jovem de 18 anos.
Ele prioriza a qualidade da experiência, o conforto, a segurança e a
infraestrutura do local. Malta pontua alto em todos esses quesitos: oferece um
clima agradável o ano todo, rica bagagem histórica, segurança extrema e, acima
de tudo, escolas que se prepararam para este público com os programas que
combinam o aprendizado do inglês com roteiros culturais refinados e
networking”, afirma Argenta.
A pesquisa da Belta revela outras tendências que
jogam a favor desse novo cenário. Quase metade do mercado nacional (49,3%)
agora é dominado por intercâmbios de curta duração (até 3 meses), sendo que os
cursos de até um mês isolados representam 25,9% na visão das agências. Esse
formato se encaixa perfeitamente na rotina do público maduro, que muitas vezes
aproveita o período de férias do trabalho ou momentos de transição de vida para
realizar o antigo sonho de conhecer outro país.
Além disso, a busca por agências que ofereçam
confiança e atendimento personalizado, fatores mais decisivos de compra
apontados pela pesquisa, é ainda mais forte entre os maiores de 50 anos, que
não abrem mão do respaldo jurídico e suporte ponta a ponta fornecido pelas
agências do Selo Belta.
“Estamos presenciando a consolidação da ‘Economia
Prateada’ na educação internacional. O intercâmbio deixou de ser visto apenas
como uma ferramenta de empregabilidade para se tornar um investimento em
bem-estar e expansão de horizontes. O mercado brasileiro movimentou R$7 bilhões
em 2025 e projeta uma expansão de +16,6% para este ano. Sem dúvida, o público
50+ é um dos grandes motores desse crescimento contínuo e sustentável do
setor”, conclui o presidente da Belta.

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