Julho é um dos períodos em que a rotina das famílias muda de forma mais perceptível. As férias escolares alteram horários, prioridades e hábitos de consumo, aumentando a procura por lazer, viagens ou, até mesmo, realizar compras que vinham sendo adiadas. Essa maior disponibilidade faz com que o consumidor pesquise e interaja mais com as marcas, estando mais aberto a ofertas relacionadas à conveniência, entretenimento e experiências - o que representa uma oportunidade de captar uma demanda aquecida e aumentar o ticket médio por meio de campanhas sazonais e comunicações mais personalizadas.
Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a receita nominal do varejo brasileiro em julho de 2025 foi 6,1% superior à registrada no mesmo período do ano anterior. Não há dúvidas do quão estratégico este período pode ser para o comércio, desde que entendam como captar a atenção e fidelização dos consumidores, diante de tanta competitividade.
Hoje, por mais que o preço continue sendo um fator importante, não é mais o único decisor. A experiência de compra tem um peso cada vez maior nesse sentido, de forma que, quando duas empresas oferecem produtos/ofertas semelhantes, tende a vencer aquela que responde mais rápido, facilita a jornada de compra, oferece atendimento personalizado e reduz atritos durante o processo.
O consumidor valoriza praticidade, agilidade e conveniência. Ele não quer apenas encontrar uma promoção, mas também concluir sua compra da forma mais simples possível - sendo este um dos pontos mais importantes a ser levado em consideração pelas empresas que quiserem aumentar suas vendas nas férias de julho. Organizações que focam, exclusivamente, em oferecer descontos e em desenvolver campanhas para atrair consumidores, sem se preparar para absorver o aumento da demanda, acabam correndo o risco de demorarem a responder seus clientes, a exceder no envio de mensagens genéricas, enfrentar dificuldades no atendimento e descuidar do acompanhamento após a compra.
Outro comportamento que deve ser evitado é o envio excessivo de comunicações sem relevância. Em períodos promocionais, o consumidor recebe dezenas de ofertas por dia, e empresas que não trabalham segmentação acabam contribuindo para a saturação do público e gerando rejeição à marca. Dentre as estratégias que melhor podem auxiliar as organizações a evitarem esses riscos, orquestrar essas campanhas no WhatsApp pode contribuir, significativamente, para a atração e fidelização de cada vez mais consumidores.
Presente no dia a dia dos brasileiros, o canal se consolidou como um dos preferidos para interação com empresas. Isso acontece porque ele reúne comunicação, atendimento e venda em um único ambiente, sem exigir que o consumidor mude de aplicativo ou interrompa sua rotina. Durante as férias de julho, quando há um aumento natural de buscas, dúvidas e pedidos, o WhatsApp permite que as empresas mantenham um relacionamento mais próximo e consigam responder com rapidez às demandas, seja por meio de equipes de atendimento, automação ou inteligência artificial.
Além disso, o canal oferece uma experiência conversacional excelente, aproximando a marca do cliente e acelerando a tomada de decisão. Seu uso estratégico vai além de um atendimento tradicional, exigindo das empresas a construção de jornadas inteligentes que acompanhem toda a experiência do consumidor – o que começa pela personalização das mensagens, considerando o histórico de compras, interesses e comportamento do cliente.
Com a elaboração dessas campanhas, devem usufruir das automações disponíveis para responder, rapidamente, às demandas mais frequentes, sem perder o tom humano da conversa. Crie fluxos específicos para a sazonalidade das férias, como sugestões de produtos relacionadas a viagens, lazer, entretenimento ou atividades para crianças. Quanto mais contextualizada for a interação, maiores são as chances de engajamento e conversão.
O consumidor atual espera que a empresa entenda sua necessidade sem que ele precise repetir informações ou enfrentar processos complexos. Nesse sentido, uma boa jornada conversacional elimina barreiras e o conduz, naturalmente, até a compra – aproveitando, ainda, o relacionamento construído nessa época para consolidar sua fidelização à longo prazo.
No WhatsApp, a empresa pode continuar mantendo contato com o consumidor por meio de comunicações relevantes, como acompanhamento do pedido, pesquisas de satisfação, programas de fidelidade, ofertas personalizadas e recomendações baseadas em compras anteriores – transformando uma interação pontual em uma relação contínua. Quando a marca mantém uma presença útil e relevante no dia a dia do cliente, aumenta significativamente as chances de recompra e retenção.
Este se tornou um ativo estratégico capaz de impactar, diretamente, uma série de indicadores de negócio, como geração de receita, conversão, retenção e fidelização. Empresas que queiram se tornar cada vez mais maduras digitalmente devem utilizá-lo ao longo de toda a jornada do consumidor: da atração, à qualificação de leads, atendimento, fechamento de vendas, pós-venda e relacionamento. Com isso, conseguem centralizar interações, gerar inteligência sobre o comportamento dos clientes e criar experiências mais personalizadas.
Em períodos sazonais como as férias de julho, o WhatsApp ajuda a capturar a demanda imediata. Mas, seu valor real está na capacidade de transformar cada conversa em uma oportunidade de relacionamento de longo prazo. As marcas que entendem essa evolução deixam de enxergar o aplicativo apenas como um canal de mensagens, e passam a utilizá-lo como uma plataforma de crescimento sustentável para o negócio.
Márcia Assis - Gerente de Marketing da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot, WhatsApp e RCS.
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