segunda-feira, 13 de julho de 2026

E-commerce sofreu mais de 110 mil tentativas de fraude em maio, aponta Mapa da Fraude da Serasa Experian

 

• Caso não tivessem sido identificadas e barradas, as ocorrências poderiam gerar prejuízo superior a R$ 107,6 milhões para varejistas e consumidores;


• Valor médio das tentativas fraudulentas foi de R$ 945,80, quase 70% acima do ticket médio legítimo, de R$ 559,59;

• Beleza, Calçados e Saúde lideraram o volume de tentativas barradas no período.

 

O e-commerce brasileiro evitou 110.867 tentativas de fraude em maio de 2026, impedindo um prejuízo de R$ 107,6 milhões caso as diligências não tivessem sido barradas por tecnologias antifraude, o que representa uma média de R$ 3,5 milhão por dia. Os dados são referentes as transações financeiras no e-commerce brasileiro, com divulgações registradas no Mapa da Fraude da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, que monitora o comportamento das compras digitais e identifica padrões de risco antes da conclusão das transações.

 

O levantamento mostra ainda que o ticket médio fraudulento foi de R$ 945,80, valor 69% superior ao ticket médio legítimo, de R$ 559,59. A diferença reforça que, no ambiente transacional, os fraudadores tendem a buscar compras de maior valor agregado para ampliar o ganho potencial em cada tentativa.

 

“Quando observamos que o valor médio das tentativas fraudulentas é significativamente maior do que o das compras legítimas, fica claro que o fraudador busca maximizar o ganho em cada transação. Isso exige das empresas uma leitura cada vez mais precisa do comportamento de compra, combinando autenticação, inteligência de dados e análise transacional para barrar riscos sem prejudicar a experiência do bom consumidor”, afirma o Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Rodrigo Sanchez.

 

Beleza, Calçados e Saúde lideram tentativas de fraude em maio 


Entre as categorias com maior volume de tentativas de fraude evitadas em maio de 2026, “Beleza” ficou na liderança, com 10.269 ocorrências. Completando o top 3, aparecem “Calçados” e “Saúde”. Veja abaixo o detalhamento completo: 

 

A entrada recente de “Saúde” entre as três categorias com maior volume no mês reflete mudanças no comportamento de consumo digital. Em maio de 2025, “Eletrodomésticos” aparecia de forma recorrente entre os principais segmentos do ranking, impulsionado pelo maior valor agregado dos produtos. A ascensão desse segmento nos dados mais recentes do Mapa da Fraude sugere uma diversificação do foco dos fraudadores, acompanhando mercados com alta demanda, recorrência de compra e presença crescente no ambiente online.

 

“Fraudadores tendem a acompanhar o movimento do consumo. Categorias com grande procura, produtos de maior valor unitário, boa liquidez e facilidade de revenda costumam ser mais atrativas para tentativas de fraude. No caso de ‘Saúde’, vemos um mercado em expansão, com itens de ticket mais elevado ganhando relevância, como as canetas emagrecedoras, que vêm ampliando espaço no varejo farmacêutico. O ponto central é que a prevenção precisa acompanhar essas mudanças de forma dinâmica, porque o risco transacional se desloca conforme novas demandas surgem no mercado”, explica Sanchez.  

 

Segundo análise da datatech, categorias como “Beleza” e “Calçados” permanecem sensíveis por reunirem características relevantes para a ação fraudulenta: alto giro, ampla variedade de produtos, forte presença em marketplaces e possibilidade de revenda pulverizada. 

 

“Esse cenário torna indispensável o monitoramento contínuo de sinais como divergências cadastrais, comportamento de dispositivo, histórico transacional, meio de pagamento, geolocalização e padrões incomuns de compra. Uma estratégia antifraude eficiente não deve atuar apenas no momento final da compra. Ela precisa acompanhar toda a jornada, desde a identificação do usuário até a aprovação da transação, com modelos capazes de diferenciar comportamento legítimo de padrões suspeitos. Esse equilíbrio protege a receita, reduz perdas e fortalece a confiança no comércio digital”, completa o Diretor da datatech.

 

Dicas para consumidores evitarem golpes no e-commerce


• Desconfie de ofertas com preços muito abaixo da média do mercado, especialmente em links recebidos por redes sociais, SMS, e-mail ou aplicativos de mensagem;


• Verifique se o site é oficial antes de inserir dados pessoais ou informações de pagamento, observando URL, reputação da loja e canais de atendimento;


• Evite clicar em links patrocinados ou enviados por terceiros sem checar se direcionam para o endereço verdadeiro da marca;


• Dê preferência a compras em lojas, marketplaces e aplicativos reconhecidos ou já utilizados anteriormente;


• Nunca compartilhe senhas, códigos de autenticação, dados de cartão ou documentos fora dos canais oficiais da empresa;


• Use senhas fortes e diferentes para cada cadastro, além de autenticação em dois fatores sempre que disponível;


• Desconfie de pedidos de pagamento fora da plataforma de compra, como transferências diretas para pessoas físicas;


• Acompanhe o status dos pedidos somente nos canais oficiais da loja ou marketplace;


• Mantenha celular, computador e aplicativos atualizados para reduzir vulnerabilidades de segurança;


• Monitore com frequência movimentações no CPF, cartão e contas digitais para identificar rapidamente qualquer uso indevido dos dados.

 

Dicas para empresas prevenirem fraudes no e-commerce


• Adote uma estratégia antifraude em camadas, combinando análise cadastral, autenticação, biometria, comportamento transacional e inteligência de dispositivo;


• Monitore em tempo real pedidos com sinais de risco, como divergência de dados, múltiplas tentativas de compra, uso recorrente de cartões distintos ou endereços suspeitos;


• Reforce a análise em categorias com maior atratividade para fraudadores, como produtos de alto giro, maior valor agregado e fácil revenda;


• Use modelos preditivos e regras dinâmicas para ajustar a prevenção conforme mudanças no comportamento de fraude;


• Equilibre segurança e experiência do usuário para evitar bloqueios indevidos de consumidores legítimos;


• Invista na qualidade dos dados usados nas validações, garantindo informações atualizadas e consistentes para tomada de decisão;


• Aplique autenticação adicional apenas em etapas críticas ou transações com maior risco, reduzindo fricção desnecessária;


• Monitore indicadores como chargeback, tentativa de recompra suspeita, comportamento por dispositivo e recorrência de endereços de entrega;


• Mantenha equipes de risco, atendimento e tecnologia alinhadas para responder rapidamente a novos padrões de golpe;

• Oriente consumidores sobre canais oficiais de compra, comunicação e pagamento, reduzindo o impacto de páginas falsas e engenharia social. 



Experian
experianplc.com


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