Pesquisa Nacional sobre Suplementos Alimentares 2026, realizada pelo IFEPEC, mostra que consumidores associam produtos a energia, qualidade de vida e envelhecimento saudável; profissionais da saúde destacam avaliação individualizada antes da recomendação
A busca dos
brasileiros por mais saúde, qualidade de vida, desempenho físico e longevidade
está transformando o mercado de suplementos alimentares em uma categoria cada
vez mais estratégica dentro da cadeia de saúde. É o que revela a Pesquisa
Nacional sobre Suplementos Alimentares 2026, realizada pelo IFEPEC (Instituto
Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa), que ouviu 1.068 profissionais da
saúde habilitados a prescrever ou recomendar suplementos e 1.200 consumidores
em todas as regiões do país.
O levantamento
mostra que as farmácias e drogarias ocupam posição de destaque na jornada de
compra dos consumidores, sendo o principal canal de aquisição dos suplementos
alimentares no Brasil. Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados afirmaram
comprar esses produtos em farmácias, à frente de marketplaces e comércio
eletrônico (24%), supermercados (15%) e lojas especializadas (8%).
Para Edison
Tamascia, presidente da Febrafar, o avanço da categoria acompanha uma mudança
no comportamento da população, que passou a olhar para a suplementação como
parte de uma estratégia mais ampla de cuidado com a saúde. “Os suplementos
alimentares passaram a fazer parte da rotina de consumidores que buscam não
apenas corrigir deficiências nutricionais, mas também melhorar a disposição,
preservar a saúde, aumentar a performance física e envelhecer com mais
qualidade. Esse movimento mostra uma mudança importante na relação das pessoas
com o autocuidado e amplia a relevância desse mercado”, afirma.
Segundo Tamascia,
o protagonismo das farmácias nesse cenário está relacionado à proximidade com o
consumidor e à capacidade de oferecer orientação qualificada. “A farmácia é um
dos principais pontos de contato da população com a saúde. Quando falamos em
suplementos, esse papel se torna ainda mais importante, pois o consumidor busca
produtos, mas também precisa de informação segura para fazer escolhas
adequadas”, destaca.
Saúde,
energia e desempenho estão entre os principais motivos de consumo
Entre os
consumidores entrevistados, as principais motivações para utilizar suplementos
estão relacionadas à melhora da energia e disposição (31%), complementação
alimentar (29%), melhora da saúde geral (27%), retardar o envelhecimento (25%)
e melhorar o desempenho físico (24%).
A pesquisa também
revela que o consumo está associado a diferentes momentos da vida. Enquanto
parte dos usuários busca ganho de massa muscular e recuperação pós-treino,
outros procuram suporte para envelhecimento saudável, prevenção e manutenção da
qualidade de vida.
Entre os
suplementos mais utilizados aparecem whey protein ou proteínas, citados por
47,1% dos consumidores, creatina (21,5%), ômega 3 (18,1%), colágeno (17,6%) e
vitaminas ou multivitamínicos (9,5%).
Profissionais
reforçam importância da recomendação técnica
A pesquisa também
avaliou a percepção de médicos, nutricionistas, farmacêuticos e biomédicos
sobre a indicação de suplementos. Os resultados mostram que a recomendação está
cada vez mais baseada em critérios técnicos, como avaliação clínica, exames
laboratoriais, necessidades individuais, segurança e qualidade dos produtos.
Os profissionais
apontaram que a suplementação pode ter diferentes finalidades, incluindo
melhora da performance física, prevenção do envelhecimento biológico, suporte
em fases específicas da vida, correção de deficiências nutricionais e auxílio
no manejo de condições relacionadas ao metabolismo e saúde intestinal.
Para Edison
Tamascia, a expansão do mercado deve estar acompanhada de conhecimento e
responsabilidade. “O crescimento da suplementação precisa caminhar junto com
informação de qualidade. O consumidor está mais interessado, pesquisa mais e
busca entender os benefícios dos produtos. Por isso, a conexão entre
profissionais da saúde, indústria, varejo e consumidores é fundamental para que
esse mercado evolua de forma sustentável”, ressalta.
Qualidade
ganha relevância na decisão de compra
Outro dado
relevante do estudo é que a qualidade ou garantia do produto aparece como o
principal atributo considerado pelos consumidores, citado por 32% dos
entrevistados. Na sequência aparecem composição ou ingredientes (25%) e marca
ou fabricante (22%).
A pesquisa indica
ainda que o consumidor demonstra baixa disposição para trocar qualidade por preço:
78,6% afirmaram que não comprariam um produto mais barato caso ele não
apresentasse o atributo considerado mais importante na escolha.
A percepção sobre
os resultados também influencia a continuidade do consumo. Do total de
entrevistados, 53% afirmaram ter percebido resultados associados ao uso dos
suplementos, enquanto 26% relataram resultados parciais. Além disso, 82%
afirmaram que pretendem continuar consumindo esses produtos nos próximos seis
meses.
Informação
digital amplia jornada de decisão
Apesar da força
dos canais tradicionais de saúde, a pesquisa mostra que a internet e as novas
tecnologias já fazem parte do processo de decisão dos consumidores. Sites de
busca aparecem como principal fonte de informação sobre suplementos, citados
por 36% dos entrevistados, seguidos pelo YouTube (25%), plataformas de
inteligência artificial (21%) e médicos (19%).
Na avaliação da
Febrafar, esse cenário reforça a necessidade de comunicação transparente e
educação do consumidor. “Vivemos um momento em que a informação está disponível
em diferentes canais, mas nem sempre com a mesma qualidade. O desafio do setor
é transformar conhecimento em orientação confiável, ajudando o consumidor a
tomar decisões melhores e fortalecendo o papel dos profissionais e do varejo
farmacêutico nessa jornada”, conclui Edison Tamascia.
A pesquisa na íntegra está disponível de forma gratuita no site da Febrafar.
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