quarta-feira, 1 de julho de 2026

Brasil já distribuiu mais de 8,5 milhões de doses da vacina BCG em 202

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Pediatra do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista reforça que a imunização ao nascer é a principal forma de prevenir as formas mais graves da doença 


Aplicada ainda nas primeiras horas de vida, a vacina BCG representa um dos primeiros e mais importantes cuidados com a saúde do recém-nascido. Celebrado em 1º de julho, o Dia da Vacina BCG chama a atenção para a importância da imunização, que protege bebês contra as formas mais graves da tuberculose, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar, associadas a elevadas taxas de complicações e mortalidade na infância.
 

Dados do Sistema de Informação de Insumos Estratégicos (SIES), do Ministério da Saúde, mostram que 8.599.760 doses da vacina BCG já foram distribuídas neste ano para abastecer os estados brasileiros. Em 2025, foram distribuídas 17.194.700 doses, enquanto, em 2024, o total chegou a 10.558.760 doses, refletindo o esforço contínuo para manter o fornecimento do imunizante em todo o território nacional. 

Embora a tuberculose seja frequentemente associada aos adultos, os bebês estão entre os grupos mais vulneráveis às complicações da doença. A infecção, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, é transmitida pelo ar e pode atingir diversos órgãos. Nos primeiros anos de vida, como o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, aumenta o risco de evolução para formas disseminadas e potencialmente fatais da doença. 

Segundo a pediatra do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista, Dra. Amanda Sereno Rahal, é justamente por essa vulnerabilidade que a vacina deve ser aplicada, preferencialmente, ainda na maternidade. “A BCG é uma vacina que salva vidas. Ela não impede todos os casos de tuberculose, mas reduz significativamente o risco das manifestações mais graves da doença, que estão entre as que mais preocupam na infância. Por isso, nossa orientação é que a imunização aconteça o mais precocemente possível, antes mesmo da alta hospitalar.” 

A recomendação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) é que a vacina seja administrada em dose única, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. Caso isso não seja possível, a criança deve ser vacinada o quanto antes, respeitando as orientações do calendário vacinal vigente.

 

A cicatriz não determina a eficácia da vacina 

Embora seja comum que a vacina BCG deixe uma pequena cicatriz no local da aplicação, a ausência dessa marca não significa, necessariamente, que a imunização não tenha sido eficaz. “Cada organismo reage de uma maneira. Algumas crianças desenvolvem a cicatriz típica, enquanto outras apresentam uma marca muito discreta ou nenhuma cicatriz aparente. Atualmente, a ausência dessa marca não é considerada motivo para revacinação. O mais importante é que a aplicação tenha sido realizada corretamente”, diz a Dra.

 

Vacinar ao nascer é investir na prevenção 

A vacinação ainda na maternidade garante que o bebê inicie a vida protegido contra uma doença que continua sendo um importante problema de saúde pública. Além da proteção individual, manter altas coberturas vacinais contribui para reduzir o impacto da tuberculose no país. 

“Os primeiros dias de vida são uma janela de oportunidade para proteger a criança contra doenças potencialmente graves. Quando a BCG é aplicada ainda na maternidade, garantimos que o bebê receba alta já protegido contra as formas mais graves da tuberculose, além de iniciar o calendário vacinal da maneira correta”, destaca a pediatra.

  

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