quinta-feira, 9 de julho de 2026

Além das ondas de calor: como a menopausa afeta a visão e o que fazer para aliviar o desconforto

ChatGPT
 OpenAI

Mudanças hormonais podem desencadear a Síndrome do Olho Seco. Tratamento adequado, com autocuidado e mudanças no estilo de vida ajudam a controlar os sintomas 


A menopausa é comumente associada a sintomas como ondas de calor e alterações de humor, mas ela também tem impacto na saúde ocular. As alterações hormonais podem desencadear ou intensificar a Síndrome do Olho Seco, caracterizada pela lubrificação inadequada da superfície dos olhos, que ficam desprotegidos de agentes externos como a poeira. A condição
afeta cerca de 27 milhões de brasileiros e é mais prevalente em mulheres. 

O desconforto ocular causado pela síndrome interfere na qualidade de vida, com sensação de ardência, lacrimejamento, coceira e, até mesmo, embaçamento visual. “A queda nos níveis de estrogênio e androgênios influi diretamente no funcionamento das glândulas de Meibomius, que produzem a camada de gordura da lágrima responsável por evitar a sua evaporação, chamada meibum”, explica a oftalmologista Patrícia Kakizaki, consultora da ZEISS Vision Brasil. “Com a redução ou alteração na qualidade dessa secreção, a lágrima evapora mais rapidamente, deixando a superfície ocular desprotegida”, completa. 

Ambientes com ar-condicionado, poluição, algumas medicações e doenças autoimunes podem agravar o quadro. Outro fator de risco é o uso intenso de telas digitais: a diminuição da frequência de piscadas durante a utilização destes dispositivos contribui para a piora da lubrificação ocular. 

O diagnóstico deve ser feito por um oftalmologista, já que os sintomas podem ser confundidos com alergias oculares. A investigação clínica inclui testes específicos para medir a quantidade e a qualidade da lágrima, bem como avaliação das condições das glândulas de Meibomius e borda das pálpebras. O tratamento varia conforme a gravidade, e inclui medidas como colírios lubrificantes sem conservantes, suplementação nutricional, higiene das pálpebras e compressas mornas, que ajudam a desobstruir as glândulas de Meibomius. 

É importante evitar a automedicação, pois o uso indiscriminado de colírios inadequados pode mascarar ou agravar o problema, e seguir à risca as orientações do especialista. Nesse contexto, a Warm Eye Mask, da ZEISS, surge como uma solução prática e tecnológica para a realização de compressas mornas. “A máscara descartável começa a aquecer automaticamente ao entrar em contato com o ar, graças a uma reação natural do carvão ativado presente em sua composição. Esse aquecimento atinge a temperatura ideal para desobstruir as glândulas produtoras de gordura e melhorar a lubrificação ocular”, explica Paula Queiroz, diretora de marketing e produtos da ZEISS Vision Brasil. 

Além do benefício terapêutico, o produto também contribui para o bem-estar. “É uma solução prática, portátil e que pode ser incorporada à rotina de autocuidado, proporcionando não apenas alívio dos sintomas, mas também um momento de relaxamento ao longo do dia”, ressalta Paula. 

Mudanças simples no estilo de vida podem ajudar a prevenir ou reduzir o desconforto, como fazer pausas durante o uso de telas, manter boa hidratação, evitar exposição direta ao ar-condicionado e usar óculos escuros ao ar livre. “A menopausa não deve ser encarada como uma limitação, mas como uma fase que exige atenção e adaptação. Com acompanhamento médico e cuidados adequados, é possível manter a saúde ocular e a qualidade de vida”, conclui Patrícia.

 

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