terça-feira, 30 de junho de 2026

Silicone e saúde mamária: especialista esclarece os principais mitos e verdades sobre próteses, exames e acompanhamento

Mastologista do Ceparh explica como o silicone impacta o rastreamento do câncer de mama, quais cuidados são necessários e quando a troca da prótese realmente é indicada

 

O número de mulheres com próteses mamárias cresce a cada ano no Brasil, seja por motivos estéticos ou reconstrutivos. Junto com essa popularização, surgem dúvidas frequentes sobre segurança, duração dos implantes, necessidade de troca e possíveis impactos no diagnóstico de doenças mamárias. Afinal, quem tem silicone precisa de cuidados especiais? A prótese dificulta a mamografia? Existe prazo de validade para os implantes? 

Essas e outras questões ainda geram insegurança entre pacientes de diferentes faixas etárias. O acesso à informação correta é fundamental para garantir o acompanhamento adequado da saúde das mamas e evitar que mitos comprometam a prevenção. 

De acordo com a mastologista Gabriella Carvalho Guedine, do Ceparh, a presença de próteses mamárias não impede a realização de mamografia como exame de rastreamento e nem aumenta o risco de câncer de mama. O mais importante é que as mulheres mantenham o acompanhamento regular e informem ao médico e à equipe de radiologia sobre a existência do implante. 

“Um dos mitos mais frequentes é a crença de que as próteses de silicone impedem a detecção do câncer de mama. Entretanto, os métodos de imagem atuais dispõem de técnicas específicas que permitem uma avaliação adequada e segura das mamas, mesmo na presença de implantes. O mais importante é manter o acompanhamento regular, realizando os exames recomendados em serviços especializados e com profissionais capacitados”, ressalta a especialista. 

Segundo a médica, outro equívoco frequente está relacionado à durabilidade dos implantes. Embora muitas pessoas ainda acreditem que toda prótese precise ser substituída após dez anos, a recomendação atual é individualizada. 

“As próteses mamárias modernas não possuem um prazo de validade pré-determinado. A necessidade de troca deve ser avaliada individualmente, levando em consideração a presença de sintomas, alterações detectadas nos exames de acompanhamento ou a preferência da própria paciente. Na ausência de complicações, não há indicação de substituição da prótese apenas em razão do tempo de uso”, explica a mastologista. 

Além da mamografia, exames como ultrassonografia e ressonância magnética podem ser indicados em situações específicas para complementar a avaliação das mamas e da integridade dos implantes. O acompanhamento periódico também é importante para identificar possíveis complicações, como contratura capsular, ruptura da prótese ou alterações inflamatórias e infecciosas. 

A especialista reforça ainda que mulheres com silicone devem seguir as mesmas recomendações de rastreamento da população geral, respeitando fatores como idade, histórico familiar e orientação médica individual. 

“Ter próteses mamárias não deve afastar a mulher dos cuidados preventivos, pelo contrário. O acompanhamento médico regular é fundamental para monitorar tanto a saúde das mamas quanto a integridade dos implantes, permitindo a identificação precoce de alterações e garantindo mais segurança, bem-estar e tranquilidade ao longo dos anos”, conclui.

 

Centro Médico Elsimar Coutinho Day Hospital - CEPARH

 

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