Dermatologista
explica como o estresse, o calor e as emoções podem agravar a doença
A Copa do Mundo costuma mobilizar
milhões de torcedores e despertar emoções intensas. Mas, para quem convive com
a rosácea, os gatilhos típicos desse período — como exposição ao sol, calor,
bebidas alcoólicas e estresse emocional — podem contribuir para o agravamento
dos sintomas. O tema ganhou ainda mais visibilidade após o goleiro da Seleção
Brasileira, Alisson Becker, revelar
publicamente que convive com a condição.
Segundo a dermatologista Dra.
Gabrielle Adames, especialista em estética, a rosácea é uma
doença inflamatória crônica da pele que afeta principalmente a região central
do rosto, causando vermelhidão persistente, vasos sanguíneos aparentes,
sensação de ardência e, em alguns casos, lesões semelhantes à acne.
“A causa exata da rosácea ainda não é totalmente
compreendida, mas sabemos que existe uma importante predisposição genética. É
comum observarmos histórico familiar da doença, o que sugere uma tendência
hereditária para o seu desenvolvimento.
Além disso, os vasos sanguíneos da face apresentam
maior reatividade, dilatando-se com facilidade diante de determinados
estímulos. Isso provoca episódios frequentes de vermelhidão e sensação de calor
na pele, que podem se tornar mais constantes ao longo do tempo.
Também existem fatores que podem desencadear ou
agravar as crises, como exposição solar, calor excessivo, mudanças bruscas de
temperatura, bebidas alcoólicas, alimentos condimentados, estresse emocional e
exercícios físicos intensos”, explica a dermatologista Dra.
Gabrielle Adames.
A especialista explica que situações de forte carga
emocional também podem desencadear crises. “Durante momentos de tensão ou
euforia, como uma partida de futebol, o organismo libera substâncias
inflamatórias que promovem a dilatação dos vasos sanguíneos, intensificando a
vermelhidão e outros sintomas da rosácea.”
O caso de Alisson ajuda a mostrar que a
rosácea pode afetar qualquer pessoa, independentemente do gênero ou da idade.
Embora seja uma condição comum, muitas vezes ela é confundida com acne,
alergias ou sensibilidade cutânea, o que pode atrasar o diagnóstico e o
tratamento adequado.
A boa notícia é que a doença pode ser controlada. O
primeiro passo é buscar avaliação com um dermatologista, que irá definir a
abordagem mais indicada para cada paciente. O tratamento pode incluir medicamentos
tópicos e orais, cuidados específicos com a rotina de skincare e
procedimentos dermatológicos, como tecnologias a laser, que auxiliam no
controle da vermelhidão e dos vasos aparentes.
“Entre os tratamentos mais modernos para a rosácea
estão os lasers vasculares e a luz intensa pulsada, que atuam diretamente na
redução dos vasos dilatados e da vermelhidão. Essas tecnologias ajudam a
melhorar os episódios de flushing e proporcionam uma pele com aparência mais
uniforme.
Em alguns casos, também podem ser indicados
medicamentos tópicos ou orais, além de cuidados para fortalecimento da barreira
cutânea, especialmente em peles mais sensíveis.
A combinação entre tecnologia, tratamento médico e
cuidados diários é fundamental para o controle da rosácea e melhora da
qualidade de vida dos pacientes”, explica a médica dermatologista Gabrielle
Adames.
Outro nome da Seleção Brasileira
que também chama atenção fora dos gramados é Neymar Jr. O
atacante fala abertamente sobre os procedimentos estéticos que realiza e
contribui para uma tendência cada vez mais presente nos consultórios: o aumento
do interesse masculino pelos cuidados com a pele. Mais do que uma questão estética,
a busca por tratamentos dermatológicos está relacionada à saúde, ao bem-estar e
à autoestima.
“Temos observado um aumento na procura por
tratamentos estéticos e também para rosácea entre os homens, muitos deles
incomodados com a vermelhidão persistente no rosto, que pode impactar a
autoestima e a confiança.
Historicamente, o público masculino demorava mais
para buscar atendimento, mas hoje há maior conscientização sobre a importância
do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, o que melhora significativamente
o controle da doença.”, explica a dermatologista Gabrielle
Adames.
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