Em contraponto, a Irlanda (pela oitava vez) ocupa o primeiro lugar na aplicação de tributos visando a melhoria das condições de vida do seu povo; vindo na sequência a Suíça, Coréia do Sul, Estados Unidos e Austrália
Apesar da alta e crescente arrecadação tributária no país, o Brasil, quando comparado aos demais países, segue sendo o que menos retorna os valores em prol da melhoria na qualidade de vida da sua população. Os dados são da 15ª edição do Índice de Retorno ao Bem-Estar da Sociedade (IRBES), um estudo elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) com os dados mais recentes (dentro da possibilidade de coleta).
O estudo aponta que, o Brasil, apesar da arrecadação “altíssima e péssimo retorno desses valores”, figura, mais uma vez, como o ÚLTIMO COLOCADO, ficando atrás, inclusive, de países da América do Sul como Uruguai (8º) e Argentina (13º).
O presidente-executivo do IBPT e, também, um dos autores do estudo, João Elói Olenike, aponta que o país provavelmente estaria também atrás do Chile, que por ter carga tributária bem mais baixa, não faz parte desse ranking. “Não devemos tratar com naturalidade, em todas essas edições do IRBES, a colocação do Brasil. O ranking retrata a dura realidade de uma arrecadação alta que, infelizmente, é pouco diluída aos que realmente necessitam e não apresenta melhorias sociais”, reforça.
Por ordem
decrescente de piores retornos à sociedade, após o Brasil, estão: Itália (29º),
Hungria (28º), França(27º) e Grécia(26º).
O estudo aponta que, apesar de termos uma carga tributária alta, digna de
países desenvolvidos como Reino Unido, França e Alemanha, o IDH nacional reflete
um desenvolvimento humano muito precário.
Veja a tabela:
Dados
positivos
A Irlanda é apontada como a líder no estudo, mais uma vez. Isso, mesmo com uma pequena queda no valor do IRBES, devido ao aumento da carga tributária, o país segue pela sétima vez consecutiva. O que para o IBPT, é a razão de referência por ser um modelo de boa gestão dos recursos públicos.
A
sequência das nações de melhor desempenho nesse índice são: 2 º
Suíça, 3 º Coréia do Sul, 4 º Estados Unidos, e 5 º Austrália. “São os mais desenvolvidos com boas referências para
outros, que possuem alto grau de desempenho ou estão em processo, e aplicam bem
o acumulado de seus tributos no bem-estar da sociedade”, pontua o
presidente-executivo do Instituto.
Veja a tabela, abaixo:
Quanto ao Brasil, na opinião de Olenike, enquanto não ocorrerem cortes em gastos que são desnecessários, combate à corrupção e mais recursos destinados a áreas essenciais, dificilmente o país subirá de posição. “Eu acredito que apenas com menos desvios e mais investimentos em setores como educação, saúde, habitação, saneamento, pesquisa e segurança, poderemos corrigir essa rota”, conclui.
Tabela completa,
de todos os países participantes abaixo:
Abaixo, segue o IRBES do Brasil desde a primeira edição do estudo:
Metodologia do Estudo
O ranking é
determinado pela ordem decrescente do valor calculado referente ao IRBES de
cada país. Quanto maior o valor deste índice, melhor é o retorno da arrecadação
dos tributos para a população.
O IRBES é
decorrente da somatória do valor numérico relativo à carga tributária do país,
com uma ponderação de 15%, com o valor do IDH, que recebeu uma ponderação de
85%, por entendermos que o IDH elevado, independentemente da carga tributária
do país, é muito mais representativo e significante do que o percentual da
carga tributária, independentemente do IDH. Assim sendo, entendemos que o IDH,
necessariamente, deve ter um peso bem maior para a composição do
índice.






Nenhum comentário:
Postar um comentário