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O Abraço visa
reforçar a importância da demonstração de carinho, afeto e amizade, sentimentos
e relações humanas presentes no dia a dia. No ambiente escolar esses
sentimentos são fundamentais para a geração de bem-estar emocional, pilar de
relevância para o alcance de boa performance no estudo.
Para Vinicius de
Paula, diretor do Colégio Liceu Pasteur Start Anglo
Trilingual School, no ambiente escolar, não é possível
construir um aprendizado sólido em um ambiente de ansiedade, tensão, violência
ou bullying. O aprendizado, segundo ele, é estimulado em um ambiente seguro,
acolhedor e respeitoso. O alerta ganha ainda mais relevância diante do aumento
dos desafios emocionais enfrentados por crianças e adolescentes. De acordo com
levantamento do Fundo das Nações Unidas para a infância (Unicef), um em cada
sete adolescentes entre 10 e 19 anos possui algum transtorno mental, sendo
ansiedade e depressão os quadros mais recorrentes.
Por isso, De
Paula propõe uma reflexão: mais do que o contato físico, o “abraço” no ambiente
escolar deve simbolizar acolhimento, segurança emocional e pertencimento. “O
afeto é fundamental para ensinar, criar vínculos e fortalecer conexões, mas ele
nunca pode existir sem respeito”, explica.
Promoção
do bem-estar emocional
Com o objetivo
de mostrar a importância de relações sociais saudáveis no ambiente escolar, De
Paula reúne seis práticas que ajudam escola e família a promover bem-estar
emocional e favorecer o aprendizado. Confira:
1.
Priorize o acolhimento antes da performance acadêmica
Antes de pensar
em notas, idiomas ou desempenho, é crucial garantir que a criança e ao
adolescente estejam emocionalmente seguros. Segundo o especialista, ambientes
marcados por medo, tensão ou exclusão dificultam diretamente a
aprendizagem.
2.
Entenda que afeto vai além do abraço físico
O Dia do Abraço
não deve ser interpretado apenas literalmente. Para De Paula, o afeto no
ambiente escolar significa escuta, respeito, vínculo e presença emocional,
sempre respeitando limites e consentimento. “É pelo afeto que ensinamos,
construímos amizades e fortalecemos a relação entre estudantes, professores e
escola.”
3.
Explique regras com sinceridade e não apenas imponha
O afeto e
disciplina não são opostos, o equilíbrio entre eles, acontece quando a escola
estabelece limites claros, mas também explica os motivos por trás das regras.
“O ‘porque eu estou mandando’ não funciona. Precisamos respeitar a inteligência
da criança e mostrar por que aquela regra existe”, destaca.
4.
Crie espaços de escuta ativa
Permitir que
crianças e adolescentes expressem sentimentos, dúvidas e sugestões fortalece o
senso de pertencimento e a segurança emocional. Segundo Vinicius, esse
acolhimento é essencial para que o aluno se sinta parte do ambiente escolar.
“No Colégio Liceu Pasteur Start Anglo Trilingual School, por exemplo, os
estudantes participam de encontros periódicos com a gestão escolar para
compartilhar percepções sobre a rotina da escola, o que contribui para
fortalecer esse vínculo de pertencimento”, explica.
5.
Não minimize emoções difíceis
Ansiedade,
frustração e insegurança precisam ser acolhidas sem comparações ou julgamentos.
Frases como “na minha época era pior” ou “isso não é motivo para sofrer” podem
enfraquecer a autoestima da criança. “Não é recomendável hierarquizar a dor ou
diminuir a história daquela criança. Cada um vive seus desafios dentro da sua
realidade”, alerta.
6.
Fortaleça a parceria entre escola, família e profissionais
Quando há sofrimento emocional, o suporte precisa ser coletivo. De Paula defende uma atuação conjunta entre escola, responsáveis e profissionais da saúde mental. “É esse triângulo que pode ajudar o estudante a desenvolver segurança emocional para enfrentar desafios.”
Além dos
impactos no bem-estar, a atenção às competências socioemocionais também tem
reflexos no desempenho escolar.
Start Anglo Bilingual School - Rede de escolas

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