sexta-feira, 5 de junho de 2026

Novo tratamento para artrite psoriásica

Estudo que acaba de ser publicado, no maior congresso de reumatologia da Europa, demonstra eficácia superior de nova molécula no tratamento da artrite psoriásica já na 16ª semana

 

Resultados do estudo Be Bold revelam que bimequizumabe apresenta eficácia superior quando comparado ao risankizumabe no alívio de sintomas articulares

já a partir da quarta semana de tratamento(1) 

 

Um novo estudo clínico conduzido pela biofarmacêutica UCB, denominado Be Bold, apresentou resultados relevantes do uso de bimequizumabe no tratamento da artrite psoriásica ativa em adultos, doença inflamatória crônica e autoimune em articulações(1,2). O endpoint primário do estudo BE BOLD foi ACR50 (que mede a redução de 50% dos sintomas da doença) na 16ª semana de tratamento. Os resultados demonstraram superioridade estatisticamente significativa do bimequizumabe na melhora dos desfechos articulares (ACR50) em comparação ao risanquizumabe em pacientes adultos com artrite psoriásica (APs) ativa(1). Trata-se da primeira terapia biológica aprovada a atingir esse patamar de eficácia em um estudo comparativo direto (head-to-head)(1). 

Ainda de acordo com o estudo Be Bold, 49,1% dos pacientes tratados com bimequizumabe alcançaram ACR50 na semana 16, contra 38,4% dos tratados com risanquizumabe no mesmo período(1). O bimequizumabe demonstrou velocidade de resposta superior no alívio articular (ACR50): na 4ª semana, 19,9% dos pacientes atingiram ACR50 em comparação com 7,2% no grupo do risanquizumabe(1). Os resultados completos serão apresentados durante o Congresso Anual 2026 da European Alliance of Associations for Rheumatology (EULAR)3, realizado em Londres entre os dias 3 e 6 de junho(1). 

“A artrite psoriásica é uma doença inflamatória crônica, dolorosa e muitas vezes incapacitante. Validar em um estudo definitivo uma terapia que entrega melhora significativa e resposta mais rápida, já na quarta semana de tratamento, além de alcançar quase 50% de resposta na 16ª semana, representa um avanço importante para a tomada de decisão dos reumatologistas. Isso contribui diretamente para devolver autonomia e ampliar a qualidade de vida dos pacientes”, afirma a Dra. Rafaela Gonçalves, atual coordenadora da Comissão de Artrite Psoriásica da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

 

Desfechos secundários e clareamento da pele

Nos desfechos secundários, foram observadas respostas numericamente superiores com bimequizumabe em comparação ao risanquizumabe em todos os endpoints avaliados(1). MDA* na Semana 16 foi numericamente superior com bimequizumabe em comparação ao risanquizumabe (43,0% vs 39,9%), porém sem alcançar significância estatística, também foram observadas taxa de resposta simultânea para a doença articular e pele (ACR50+PASI100#) 33,5% bimequizumabe vs 24,4% rizanquizumave(1). 

No desfecho exploratório dermatológico de clareamento da pele, 53,4% dos pacientes, que além da artrite psoriática também apresentavam psoríase na pele, alcançaram PASI100 (clareamento total das lesões) na 16ª semana, frente a 46,6% do risanquizumabe(1).

 

Perfil de segurança monitorado

O estudo Be Bold não identificou novos sinais de alerta. Os perfis gerais de segurança mostraram-se comparáveis entre as duas terapias(1). Infecções causadas pelo fungo Candida albicans (candidíase) foram mais frequentes no grupo do bimequizumabe; contudo, todos os casos foram classificados como leves ou moderados, sem registros graves ou necessidade de interrupção do tratamento. As taxas de eventos adversos graves permaneceram baixas em ambos os grupos (1,8% para bimequizumabe e 2,9% para risanquizumabe)(1). 

Estudos head-to-head representam a abordagem mais rigorosa em pesquisa clínica comparativa(4). O Be Bold reflete o compromisso da UCB com a excelência científica e a geração de evidências clínicas representativas, apoiando o avanço do cuidado para pessoas que convivem com doenças psoriásicas”, finaliza Juares Bianco, líder de Assuntos Médicos para Imunologia da UCB. 



UCB - empresa biofarmacêutica global
https://ucb-biopharma.com.br

 *ACR50: melhora de pelo menos 50% nos critérios do Colégio Americano de Reumatologia, incluindo redução das articulações dolorosas e inchadas e melhora em outros parâmetros como dor, função e avaliações do paciente e do médico; é considerado um desfecho rigoroso de eficácia na artrite psoriásica(4). 

*MDA (Atividade Mínima da Doença): medida que indica baixo nível de inflamação quando pelo menos 5 de 7 critérios clínicos são atingidos, incluindo articulações dolorosas e inchadas, pele, dor, função física e avaliação do paciente e do médico(5). 

PASI100: indicador de melhora completa da pele, representando 100% de redução na gravidade da psoríase em relação ao início(6). 

#ACR50 + PASI100: desfecho combinado que indica, simultaneamente, melhora de pelo menos 50% na atividade articular (ACR50) e resolução completa das lesões de pele (PASI100), refletindo controle conjunto das manifestações articulares e cutâneas da doença(7).

 

Referências:

1. McInnes I, et al. Bimekizumab efficacy and safety versus risankizumab in patients with active psoriatic arthritis: 16-week results from a head-to-head, multicentre, randomised, phase 3b study. 2026. EULAR. #LB0001.

2. Clinical Trials.gov page. NCT06624228. https://www.clinicaltrials.gov/study/NCT06624228. Last accessed: May 2026.

3. Guyatt G, et al. Core GRADE 5: rating certainty of evidence—assessing indirectness. BMJ 2025; 389:e083865 doi:10.1136/bmj-2024-08386.

4. Ritchlin CT, et al. Ann Rheum Dis. 2023;82(11):1404–14.

5. Queiro R, et al. Arthritis Res Ther. 2022;24(1):153

6. Belinchón I, et al. J Dermatolog Treat. 2022;33(3):1661–9

7. Behrens F, et al. Clin Rheumatol. 2021 Dec;40(12):4943-4954. doi: 10.1007/s10067-021-05891-5. Epub 2021 Sep 13.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário