Infertilidade afeta cerca de 15% dos casais brasileiros e especialistas alertam para doenças que muitas vezes só são descobertas quando a mulher tenta engravidar
A
infertilidade já é considerada um problema de saúde pública mundial. Dados da
Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que uma em cada seis pessoas
enfrentará dificuldades para engravidar ao longo da vida. No Brasil, cerca de
15% dos casais em idade reprodutiva convivem com a infertilidade.
Segundo
a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 40% dos casos têm origem
feminina, 40% masculina e os demais 20% envolvem fatores combinados ou causas
ainda não identificadas.
Especialistas
alertam que muitas doenças ginecológicas capazes de comprometer a fertilidade
evoluem silenciosamente e acabam sendo descobertas apenas quando a mulher
decide engravidar.
“Falar
sobre fertilidade é falar sobre planejamento reprodutivo. Muitas mulheres
recebem informações sobre contracepção, mas poucas entendem como a fertilidade
muda ao longo dos anos”, explica Dra. Graziela Canheo Ginecologista
Especialista em Reprodução Humana da La Vita Clinic.
Entre as
principais condições ginecológicas relacionadas à infertilidade estão:
Endometriose
Considerada uma das principais causas de infertilidade feminina, provoca um
processo inflamatório crônico que pode comprometer ovários, trompas e útero.
“Cólicas menstruais intensas, dor durante a relação sexual, dor pélvica e
alterações intestinais relacionadas ao ciclo menstrual merecem atenção”, alerta
Dra. Paula Fettback Ginecologista Especialista em Reprodução Assistida pela
Febrasgo.
Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP)
A
condição hormonal e metabólica pode alterar a ovulação e dificultar a gravidez.
“Algumas mulheres passam a ovular de forma irregular ou deixam de ovular,
principalmente quando a síndrome está associada à obesidade e resistência à
insulina”, explica Dra. Graziela Canheo.
Miomas e adenomiose
Dependendo do tamanho e da localização, os miomas podem dificultar a implantação
embrionária. Já a adenomiose provoca inflamação crônica no útero. “Essas
alterações podem reduzir as chances de gravidez e aumentar o risco de perdas
gestacionais”, afirma Dra. Paula Fettback.
Infecções ginecológicas e inflamações pélvicas
As inflamações podem causar alterações nas trompas e no ambiente uterino,
impactando diretamente a fertilidade. Segundo Dra. Graziela, “corrimentos
persistentes, dor pélvica, sangramentos excessivos e desconfortos recorrentes
nunca devem ser normalizados”.
Outro
fator que preocupa é o adiamento da maternidade associado ao aumento da
obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e estresse
crônico, fatores que também impactam diretamente a fertilidade feminina.
“O
cigarro acelera a perda da reserva ovariana e hábitos de vida inadequados
interferem diretamente na qualidade dos óvulos e na ovulação”, destaca Dra.
Paula Fettback.
Segundo
as especialistas, o diagnóstico precoce faz diferença nos resultados reprodutivos
e hoje tratamentos como indução da ovulação, inseminação intrauterina,
fertilização in vitro (FIV) e congelamento de óvulos ampliam as possibilidades
para mulheres diagnosticadas com essas condições.
Dra. Graziela Canheo - CRM 145288 | RQE 68331 - Ginecologista e Obstetra. Reprodução Humana. Médica Graduada pela Universidade Metropolitana de Santos (2010). Residência médica em ginecologia e obstetrícia pelo Hospital do Servidor Público Estadual do Estado de São Paulo (2013). Título de Qualificação em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia pela ABPTGIC (2014). Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (2015). Fellowship em Reprodução humana pelo Instituto Idéia Fértil de Saúde Reprodutiva (2014 – 2016). Pós-graduação em videolaparoscopia e histeroscopia pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (2018 – 2019). Membro das principais sociedades nacionais e internacionais da área da Ginecologia e Reprodução Humana. Diretora técnica e médica da La Vita Clinic
Dra. Paula Fettback - CRM 117477 SP - CRM 33084 PR. Possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina - UEL (2004). Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP- 2007). Atua em Ginecologia e Obstetrícia com ênfase em Reprodução Humana. Estágio em Reprodução Humana na Universidade de Michigan - USA. Médica colaboradora do Centro de Reprodução Humana Mário Covas do HC-FMUSP (2016). Doutora em Ciências Médicas pela Disciplina de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM - 2016). Médica da Clínica MAE São Paulo – SP. Título de Especialista em Reprodução Assistida Certificada pela Febrasgo (2020).
Nenhum comentário:
Postar um comentário