terça-feira, 30 de junho de 2026

Julho Verde Escuro: tecnologia de autocoleta amplia acesso à prevenção do câncer do colo do útero

Tecnologia permite que a própria mulher realize a coleta da amostra com conforto e privacidade, contribuindo para ampliar o rastreamento e o diagnóstico precoce 


Julho Verde Escuro, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do câncer do colo do útero, reforça a importância de ampliar o acesso ao rastreamento do Papilomavírus Humano (HPV), principal fator de risco para a doença. Apesar de ser um câncer altamente prevenível, milhares de mulheres ainda deixam de realizar os exames periódicos por barreiras como dificuldade de acesso aos serviços de saúde, constrangimento ou falta de informação.
 

Uma das estratégias para aumentar a cobertura do rastreamento é a autocoleta vaginal para detecção do HPV. A tecnologia permite que a própria mulher realize a coleta da amostra com conforto e privacidade, inclusive fora do ambiente clínico, sem a necessidade da presença de um profissional de saúde. Após a coleta, o material é encaminhado ao laboratório para análise. 

O sistema de autocoleta foi desenvolvido pela BD, uma das maiores empresas de tecnologia médica do mundo, e é validado e aprovado pela Anvisa para o diagnóstico do HPV. A tecnologia é menos invasiva e apresenta precisão comparável à coleta realizada em consultório, como no exame de Papanicolau. O Papilomavírus Humano compreende mais de 200 tipos de vírus, sendo que ao menos 14 são considerados oncogênicos. Os genótipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. No Brasil, a doença é a terceira mais incidente entre as mulheres. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima cerca de 19.310 novos casos por ano no triênio de 2026 a 2028, com risco de 17,59 casos a cada 100 mil mulheres. Na região Nordeste, é o segundo tipo de câncer mais incidente, com taxa de 20,76 casos por 100 mil mulheres. 

Além da vacinação gratuita contra o HPV pelo SUS para meninas e meninos e do uso de preservativos, o rastreamento periódico continua sendo uma das principais estratégias para prevenir o desenvolvimento da doença. Nesse cenário, tecnologias que tornam o exame mais acessível e conveniente podem contribuir para aumentar a adesão ao cuidado preventivo. 

"A autocoleta representa um avanço importante na ampliação do acesso ao rastreamento do HPV no Brasil. Ao oferecer uma alternativa segura, eficaz e mais conveniente, conseguimos alcançar pessoas que, por diferentes razões, não realizam exames preventivos regularmente, contribuindo para a detecção precoce e a redução da incidência do câncer do colo do útero", afirma Glais Libanori, gerente de Medical Affairs da BD. 

Estudos indicam que a autocoleta apresenta sensibilidade comparável à realizada por profissionais de saúde, além de democratizar o acesso aos exames periódicos, especialmente em populações com menor adesão ao rastreamento tradicional, como mulheres em áreas remotas, indígenas, negras ou com histórico de negligência médica.


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