Elective Maringá é referência regional em nefrologia e urologia animal, recebe pacientes de vários estados e realiza procedimentos ainda raros no interior do país
A insuficiência renal é uma das principais causas de morte em cães
e gatos no Brasil e, na maioria dos casos, o tutor só descobre quando o quadro
já é grave. O que poucos sabem é que existe tratamento de alta complexidade
disponível fora dos grandes centros: em Maringá, no Paraná, o Hospital
Veterinário Elective realiza hemodiálise, diálise peritoneal e videocirurgia
urológica em pequenos animais, procedimentos ainda concentrados em capitais e
que colocam a clínica entre as referências regionais em nefrologia e urologia
veterinária. Animais vindos de pelo menos 6 estados já passaram pelo hospital,
sem que a clínica fizesse qualquer divulgação ativa.
A doença renal crônica afeta uma
parcela significativa da população de cães e gatos, especialmente animais mais
velhos, e costuma evoluir de forma silenciosa. Quando os sintomas aparecem como
letargia, perda de apetite e vômitos frequentes, os rins já podem ter perdido
grande parte da função. Nesse estágio, o tempo entre o diagnóstico e o início
do tratamento especializado é decisivo para a sobrevivência do animal.
"A gente recebe muitos casos em
que o animal já estava sendo preparado para eutanásia em outra clínica. E ele
sai daqui vivo", afirma a Dra. Marcela Croffi, médica veterinária e
fundadora do Hospital Elective. Com formação desde 2006 e vários cursos no
exterior incluindo cirurgia respiratória de braquicefálicos, e nefrologia,
Marcela estruturou em Maringá um hospital com foco em intensivismo, nefrologia
e urologia de ponta, prevenção e procedimentos de alta complexidade, incomum
para uma cidade do interior.
A hemodiálise veterinária funciona de
forma semelhante à humana: o sangue do animal é filtrado externamente por um
equipamento que substitui temporariamente a função renal, estabilizando o
quadro e dando ao organismo tempo para reagir. A diálise peritoneal é uma
alternativa para casos em que a hemodiálise não é indicada, utilizando a
membrana do peritônio como filtro natural. Ambos os procedimentos exigem
estrutura hospitalar, monitoramento contínuo e equipe treinada, o que limita
sua oferta no país.
"A medicina veterinária baseada em
evidências ainda não chegou de forma homogênea ao Brasil. Muitos animais morrem
sem ter tido acesso a um tratamento que existe e que funciona. Não é uma
questão de amor do tutor: é uma questão de acesso à informação e à
tecnologia", diz a Dra. Marcela Croffi.
Além da nefrologia, o hospital é
referência em urologia veterinária, realizando videocirurgia urológica
minimamente invasiva, procedimento que reduz o tempo de recuperação e o risco
cirúrgico em comparação às técnicas convencionais. A clínica atende
exclusivamente pequenos animais, com predominância de cães (aproximadamente
70%) e gatos (30%), incluindo raças braquicefálicas como bulldogs e pugs, que
demandam cuidados respiratórios e anestésicos específicos.
O perfil dos tutores que chegam ao Elective
também mudou. Com a consolidação do animal como membro da família, cresceu a
disposição de buscar diagnóstico diferenciado e tratamentos mais complexos,
mesmo que isso signifique deslocamento entre estados. "O tutor que chega
até nós já entendeu que o animal merece o mesmo cuidado que qualquer membro da
família receberia. Ele não quer falsas esperanças: quer a verdade e quer saber
que tudo está sendo feito", afirma a Dra. Marcela Croffi.
A prática da transparência prognóstica é um dos pilares do hospital. A equipe comunica ao tutor de forma direta e honesta as chances reais de recuperação, os riscos dos procedimentos e os limites do que a medicina pode oferecer em cada caso, uma abordagem que, segundo Marcela, diferencia o hospital do modelo de atendimento mais comum no setor. A clínica mantém uma equipe pequena, estável e de longa data, selecionada também pela capacidade de acolhimento emocional ao tutor em momentos de crise.

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