terça-feira, 2 de junho de 2026

Copa de 2026 acende alerta para vacinação de viajantes

Especialista alerta para aumento do risco de doenças respiratórias em aeroportos, aviões e mudanças bruscas de clima durante viagens 

 

Com a proximidade da Copa do Mundo FIFA 2026 e o aumento do número de brasileiros planejando viagens internacionais para acompanhar o torneio, médicos e especialistas em imunização reforçam um alerta importante: manter a carteira de vacinação atualizada pode evitar uma série de problemas de saúde durante a viagem.

O tema ganhou ainda mais atenção após o Ministério da Saúde emitir, neste ano, um alerta sobre o aumento do risco de reintrodução do sarampo no Brasil, diante do crescimento de casos em diferentes países e da intensificação da circulação internacional de pessoas. A recomendação é que viajantes revisem especialmente a situação da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Ambientes fechados, longos períodos em aeroportos e aviões, mudanças bruscas de temperatura, contato com pessoas de diferentes países e alterações na rotina favorecem a circulação de vírus e aumentam o risco de infecções respiratórias, especialmente durante deslocamentos internacionais.

Segundo a enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Elisa Lino, a preocupação vai muito além das vacinas obrigatórias para entrada em determinados países. “Muitas pessoas associam a vacinação apenas a exigências sanitárias, mas ela também é uma forma importante de proteção individual durante a viagem. Em ambientes com grande circulação de pessoas, como aeroportos e aviões, o risco de transmissão de doenças respiratórias aumenta bastante”, explica.

Entre as vacinas recomendadas para quem pretende viajar estão a da gripe, pneumocócica, covid-19, além das vacinas de rotina, como tríplice viral e febre amarela, dependendo do destino. A especialista destaca que mudanças climáticas e o desgaste físico da viagem também podem deixar o organismo mais vulnerável.

“O sarampo é uma doença extremamente contagiosa e os surtos internacionais acendem um sinal de atenção para quem vai viajar. Muitas vezes, adultos acreditam que já estão protegidos, mas não têm certeza se completaram o esquema vacinal. Por isso, a revisão da carteira antes da viagem é fundamental”, afirma Elisa.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que doenças respiratórias seguem entre as principais causas de transmissão em viagens internacionais, especialmente em períodos de maior circulação global de pessoas. “Viagens longas provocam alterações no sono, na alimentação e na imunidade. Quando isso se soma a locais fechados, aglomerações e variações de temperatura, o corpo pode ficar mais suscetível a infecções. Por isso, manter a vacinação em dia ajuda a reduzir riscos e evita que uma viagem tão esperada seja interrompida por problemas de saúde”, completa a especialista.

A orientação da Clínica Vacinne é que os viajantes procurem atualização vacinal com antecedência, já que algumas vacinas precisam de um período específico para garantir proteção adequada antes do embarque. “Quanto mais próximo da viagem, menor pode ser a resposta imunológica em alguns casos. O ideal é fazer essa avaliação algumas semanas antes, principalmente para quem vai viajar para o exterior ou participar de grandes eventos internacionais”, orienta a especialista.

Além da vacinação, cuidados básicos durante o deslocamento, como hidratação, alimentação equilibrada e higienização frequente das mãos são medidas importantes para reduzir a exposição a vírus e bactérias durante a viagem.

 

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