Foco em soluções pontuais e excesso de passos diários podem comprometer o controle das lesões
Comum na adolescência, mas também presente na vida
adulta, a acne está relacionada à oleosidade da pele, mas não se limita a esse
fator. Entre as causas, estão as alterações hormonais e características de cada
pessoa. O óleo (sebo) é produzido naturalmente pelo nosso organismo e ajuda a
manter a pele equilibrada, mas em excesso pode contribuir para o surgimento de
cravos e espinhas. Embora afete cerca de 85% dos adolescentes e 15% dos
adultos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a condição
ainda levanta dúvidas e nem sempre é tratada de forma adequada.
De acordo com Jéssica Starek, dermatologista da ALS
Beauty & Personal Care, um dos erros mais comuns está na forma como o
tratamento é conduzido no dia a dia. “É comum tratar apenas a espinha que está
visível, mas a acne não é pontual, ela aparece quando a pele como um todo já
apresenta um desequilíbrio, então o cuidado precisa ser contínuo e em toda a
região”, explica.
Isso ajuda a entender por que soluções rápidas
tendem a ter efeito limitado no longo prazo. Produtos secativos, por exemplo,
podem até reduzir uma lesão específica, mas não evitam o surgimento de novas,
já que não atuam nos fatores que desencadeiam o quadro.
Na prática, estruturar uma rotina de cuidados pode
ser mais simples do que parece: limpeza adequada, controle da oleosidade,
hidratação e uso de produtos apropriados formam a base. Na escolha do sabonete,
a orientação da especialista é observar como a pele reage após a lavagem. ‘’Se
a pele apresenta sensação de repuxamento, significa que o produto está fazendo
uma limpeza agressiva. Mas, caso a pele fique oleosa rapidamente, quer dizer
que o sabonete está muito suave’’.
A dermatologista também aponta que outro ponto de
atenção está na combinação de produtos. O uso de vários itens ao mesmo tempo na
tentativa de acelerar resultados pode levar ao efeito oposto, com irritação,
sensibilização e até novas espinhas. “A pele responde melhor à consistência do
que ao excesso. Rotinas mais enxutas e bem estruturadas tendem a trazer
resultados mais duradouros”, afirma a especialista da ALS Beauty & Personal
Care.
Aprenda a ler os rótulos
Com a variedade de produtos disponíveis, parte do
desafio é entender o que cada fórmula propõe. Termos como “dermatologicamente
testado”, “clinicamente aprovado”, “antiacne”, “redução da oleosidade” ou
“controle de oleosidade” estão associados a avaliações específicas, que
consideram desde a redução de lesões até o equilíbrio do sebo e a tolerância da
pele ao uso contínuo.
Na ALS, a comprovação da eficácia dos produtos
passa por diferentes frentes de análise. São utilizados equipamentos para
mensurar a quantidade e a taxa de produção de sebo, além de técnicas de imagem
que permitem quantificar o brilho da pele causado pelo aumento de sebo e
protocolos padronizados para a contagem de lesões de acne. Essas avaliações são
combinadas a estudos clínicos desenvolvidos para cada tipo de efeito
(como redução e controle da oleosidade) o que assegura a validação
científica dos resultados.
“Ao analisar um produto, é importante entender que
cada benefício descrito no rótulo corresponde a um tipo específico de
avaliação. Na prática, isso significa que diferentes fórmulas podem atuar de
forma complementar, desde que haja comprovação clínica para cada um desses
efeitos”, explica Gabrielli Brianezi, Gerente Técnica de Pesquisa Clínica da
ALS Beauty & Personal Care
Para a Dra. Jéssica Starek, o mais importante é
alinhar expectativa e consistência. “Mais do que buscar múltiplos benefícios ao
mesmo tempo, vale priorizar produtos que façam sentido para o momento da pele e
manter uma rotina contínua. Isso tende a trazer resultados mais equilibrados ao
longo do tempo’’, finaliza.
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