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| Imagem criada por inteligência artificial Créditos: CO Assessoria |
Não é só
estética, é comportamento: o corpo responde ao que você faz todos os dias”,
afirma o médico Chris Lima
Perceber uma assimetria no bumbum, com um
lado mais alto, mais firme ou mais projetado que o outro, costuma gerar
incômodo e a sensação de que algo está errado. Na prática, porém, essa
diferença faz parte do funcionamento natural do corpo e pode estar muito mais
ligada à forma como ele é usado no dia a dia do que a qualquer falha
específica.
Segundo o médico Chris Lima, CRM/PB 15387, especialista
em harmonização glútea e tratamento da celulite, o corpo não funciona de forma
perfeitamente equilibrada. “A gente tem dominância de um lado. Um lado sustenta
mais peso, ativa mais e responde de forma diferente aos estímulos, e isso já
cria uma base de diferença muscular”, explica.
Essa lógica não se limita ao glúteo. Pequenas
assimetrias aparecem em todo o corpo e fazem parte da nossa estrutura. Um braço
pode ser mais forte que o outro, uma perna pode ter mais resistência, o rosto
nunca é completamente igual dos dois lados e até a forma como você pisa muda ao
longo do tempo. O que acontece no bumbum é apenas uma versão mais visível desse
padrão.
Ele explica que o estilo de vida moderno
tende a acentuar ainda mais esse desequilíbrio. “Você cruza sempre a mesma
perna, apoia o peso em um lado ao ficar em pé, sobe escada usando mais força de
um lado e até na academia repete padrões sem perceber. Com o tempo, isso vai
moldando o formato do glúteo”, detalha.
Essa diferença pode surgir mesmo em pessoas
que treinam com frequência. “Muita gente acredita que o treino resolve tudo,
mas se o padrão de movimento continua desequilibrado, o resultado também será”,
afirma.
Apesar de incomodar, nem toda assimetria
precisa ser tratada. “O primeiro passo é entender o que está acontecendo. Nem
sempre é um problema estético, muitas vezes é apenas um reflexo natural do uso
do corpo”, explica.
Quando há incômodo maior, o tratamento pode
ser indicado, mas com outra abordagem. “Hoje a gente não busca deixar tudo
igual, mas equilibrar o contorno respeitando a estrutura individual de cada paciente”,
afirma.
Para o especialista, o maior erro é tentar
corrigir sem entender a origem. “O corpo não erra. Ele responde exatamente ao
que você faz todos os dias. E enquanto isso não for ajustado, qualquer
tentativa de correção vai ser limitada”, conclui.

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