Levantamento da fintech aponta a
capital mexicana como base estratégica para o torneio, detalha os gastos de
viagem e traça o perfil do ‘turista de experiência’ que foge dos roteiros
convencionais.
Foto de Jorge Aguilar na Unsplash.
A Copa
do Mundo da FIFA 26™ marcará a terceira vez que o México sedia a competição, e
a expectativa é de uma verdadeira imersão brasileira no país. Com a estimativa
de que mais de 70 mil torcedores saiam do Brasil para acompanhar os jogos na
América do Norte, a Nomad, fintech pioneira em oferecer soluções financeiras
globais para brasileiros, realizou um levantamento inédito sobre o destino. O
estudo, baseado no comportamento de consumo de sua base de mais de 3,8 milhões
de clientes, detalha como os viajantes se comportam, onde se hospedam e quanto
gastam no país.
A pesquisa da Nomad indica que a Cidade do México, que sediará o
jogo de abertura da Copa no icônico Estádio Azteca, é a base logística perfeita
para os torcedores, por oferecer excelente infraestrutura e voos diretos. Além
de abrigar as partidas, a metrópole desponta como um destino imbatível no
quesito custo-benefício.
Quanto custa a viagem para a Cidade do México?
O estudo estimou os gastos médios de
uma viagem de sete dias para a capital mexicana, contemplando passagens aéreas
saindo do Brasil, hospedagem, alimentação e passeios:
- Perfil econômico (aprox. R$ 6.950): O foco é o uso do transporte público (como o
metrô) e hospedagens funcionais ou hostels no Centro Histórico e em Roma
Sur. A alimentação prioriza a autêntica comida de rua, como tacos de
canasta e tamales nos mercados tradicionais;
- Perfil confortável (aprox. R$ 13.600): Viagem com hospedagem em hotéis boutique ou
4 estrelas nos charmosos bairros Roma Norte e Condesa. Inclui passeios
confortáveis e deslocamentos feitos majoritariamente por aplicativos de
transporte;
- Perfil luxo (a partir de R$ 35.200): Focado na badalada região de Polanco,
conhecida como a Beverly Hills mexicana, com estadia em hotéis 5 estrelas
e reservas nos melhores restaurantes do mundo, além de locomoção com
motoristas particulares.
Gastronomia e mobilidade digital
Os dados transacionais da Nomad
revelam que, ao aterrissar no México, o brasileiro se transforma em um turista
focado em conveniência e experiências urbanas de alto nível. A primeira grande
surpresa do levantamento está na mobilidade: enquanto a Uber domina nos Estados
Unidos, no México os brasileiros adotaram a Didi de forma absoluta, que lidera
tanto em número de transações quanto em volume gasto para transporte e
delivery.
Na alimentação, o roteiro foge do óbvio. Apesar
do hábito de consumir em redes globais — o Starbucks é o segundo local com mais
transações no país, servindo como escritório remoto e ponto seguro de Wi-Fi —,
o turista está disposto a investir na alta gastronomia mexicana. Restaurantes
badalados e com apelo instagramável, como o Rosa Negra e o Porfirio's, figuram
no topo das despesas de lazer. Há também uma forte tendência para o chamado
‘turismo de altitude’, com gastos recorrentes em rooftops luxuosos, como o Ling
Ling, na Cidade do México, que oferecem vistas panorâmicas.
"Nossos dados revelam um turista brasileiro muito mais maduro
no México. Ele não quer apenas a rota turística básica; ele vai atrás dos
melhores rooftops da cidade e usa os aplicativos locais de mobilidade para ter
autonomia. Ter uma vida financeira global não é mais apenas sobre economizar na
conversão de dinheiro, mas sim a liberdade para viver o destino com a mesma
naturalidade de um morador local", avalia Bruno Guarnieri, CRO da Nomad.
Cultura e hospedagem
Para os dias sem jogos, o estudo
mapeou o roteiro cultural preferido dos clientes Nomad. A visita à Casa Azul,
no charmoso bairro de Coyoacán, onde viveu Frida Kahlo, é a principal atração
turística. Outros passeios clássicos incluem viagens curtas de bate e volta às
pirâmides de Teotihuacán e festas nos tradicionais barcos coloridos
(trajineras) de Xochimilco.
A escolha do bairro é decisiva para o sucesso da
viagem. O estudo mostra que a região de Polanco se tornou uma das favoritas dos
brasileiros. Conhecida como o bairro mais luxuoso da América Latina, a área
concentra lojas de grife, o Museu Soumaya e shoppings de alto padrão, servindo
como uma verdadeira base de segurança e conveniência. Para perfis mais boêmios
e descontraídos, os bairros Roma e La Condesa são as principais indicações.
Nomad - pioneira em oferecer
aos residentes no Brasil uma conta bancária nos EUA. Por meio da plataforma de
investimentos, a fintech concede acesso às principais bolsas americanas para a
realização de aplicações em ações, ETFs, REITs, Bonds e títulos de renda fixa
em dólar para quem busca ‘dolarizar’ o patrimônio como forma de diversificação
e, consequentemente, mais proteção. Os serviços de investimento oferecidos pela
Nomad são intermediados pela corretora local Global Investment Services DTVM
Ltda.
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